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Adriano Côrtes Santos
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1.229 críticas
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4,0
Enviada em 20 de dezembro de 2024
Terror autoral e corajoso, com atuações e direção impressionantes e criativas. Na Sombra do Pai (2018), de Gabriela Almeida, é uma ousada incursão no terror sobrenatural, onde a diretora mistura influências de clássicos como O Cemitério Maldito e A Volta dos Mortos-Vivos, explorando o retorno dos mortos para assombrar os vivos. O filme segue Dalva (Nina Ribeiro), uma menina órfã de mãe, que vive com seu pai (Júlio Machado), um homem em luto constante, e sua tia (Luciana Paes), que rouba a cena com sua interpretação. A narrativa brinca com os arquétipos do gênero, trazendo uma abordagem autoral e criativa, com uma direção firme e visualmente impactante. A competência técnica é evidente, com prêmios em som, edição e atuação coadjuvante no Festival de Brasília. O filme, que mistura terror com drama psicológico, é audacioso e repleto de frescor, sendo um trabalho apaixonado de uma cineasta que sabe como criar tensão e suspense.
Ótimo. Um suspense brasileiro ainda é algo raro (o último foi o excelente "As Boas Maneiras"). Brilhante atuação da protagonista, interpretando uma menina de 9 anos (órfã de mãe) q cuida do pai - um morto-vivo após a viuvez. O clima é bastante interessante, crescendo aos poucos em força e consistência.
Um filme de baixa qualidade , o roteiro não te prende , muito sombrio , mas muito enrolado ., o mais interessante é a angustia , tristeza e depressão que tem o protagonista (Julio Machado), que não vê mais sentido na vida ,! a menina também (Nina Medeiros) está muito bem.,., o manejo da câmera é muito interessante, toda a filmagem é feita em closes , um filme de terror simples .., comum ., mais do mesmo, já vi filmes de terror nacionais melhores.
(Insta @rafaeloy) Fantasia ou Terror? Antes de seguir por qualquer um dos dois caminhos, o fato é que a diretora Gabriela Amaral, após o ótimo “Animal Cordial”, torna-se aos poucos um expoente do cinema de gênero nacional. Se na obra anterior prevaleceu a visceralidade, em “A Sombra do Pai” o campo se abre para o trabalho dos desejos expressos e materializados de forma sutil. A solidão é terreno fértil para a evolução do imaginário da pequena Dalva. Após perder a mãe, o principal amparo afetivo passa a ser a tia. O pai, extremamente introspectivo, é de uma rigidez que infertiliza qualquer manifestação de amor. A condução da obra privilegia sutilezas como o uso intensivo de simbologias, devaneios do imaginário infantil e em alguma medida insinuações. Por isso, mesmo tendo a classificação de “Terror”, não vá para o cinema esperando palpitação acelerada. Ainda assim, a obra aventura-se no sobrenatural. A responsabilidade desse exercício recai sobre a criança, o seu dom é o de concretizar desejos. As escolhas vão desde episódios tensos, já que é de se imaginar que crianças não têm maturidade para medir consequências, até proposições fantasiosamente doces. A conexão com o plano metafísico a partir de Dalva poderia ser um recurso magnético, mas acaba sendo um elo fraco. O encadeamento apresentado faz muitas concessões temáticas e não consegue nem ser interessante, nem intimidador. Percorre-se, portanto, o limiar de aberturas narrativas que não convergem para uma crescente interessante. A relação ríspida entre pai e filha teria o potencial de alavancar aflição da porção macabra da obra, mas as investidas são tímidas e ainda precisam dividir espaço com a pauta de crítica social sobre o drama do trabalhador comum. Assim como a parcela da fantasia poderia ser mais perfumada. O desfecho da conexão entre mãe e filha, mesmo recorrendo a simbologias criativas, não ficaram à altura daquilo que se deu tanto crédito ao longo do filme. Embora não empolgue, “A Sombra do Pai” é uma experiência válida e corajosa.
Achei logo de inicio preguiçoso e sonolento. Mas a medida que se desenrola, entendemos que ninguém ali está confortável no seu papel familiar. Cheguei a me distrair durante o meio do filme, aguardando algo chiclete acontecer, mesmo que não fosse explícito na tela. Mas é nos 20 últimos minutos, que tudo que esperávamos acontece. Previsível? Sim, muito. E achei isso ótimo, pois se a diretora buscasse sair do lugar comum, iria aborrecer mais ainda o público, que esperava confirmações.
Ótimo filme, me prendeu e me levou-a refletir nos dias de hoje... a falta de atenção e até mesmo amor aos filhos, cada um vive em particular a sua depressão e angústia. A realidade de uma família pobre, que dia tem comida... outro passam fome! Nina Medeiros, não a conhecia, muito bom trabalho! Recomendo!
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