Antes de ser apenas um filme sobre um clube de futebol, "Para Sempre Chape" é uma história de união, luta e superação. E também de orgulho de uma cidade que consegue se projetar nacional e internacionalmente através de seus jogadores.
Tem uma dimensão épica – sobre como a Chape, em pouco tempo, evoluiu da série D para a A. O sucesso, a dor da perda. Você quer saber se vai chorar? Vai, mas o curioso é o partido da direção, que nunca mostra o que, afinal, fez a glória da Chape, seu futebol alegre.
O diretor uruguaio Luis Ara chega ao seu terceiro filme com o documentário Para sempre Chape, no qual conta a história da Chapecoense, o popular clube de futebol de Chapecó, em Santa Catarina, tendo como pano de fundo o acidente aéreo de 2016, em que morreram 71 pessoas, incluindo praticamente todos os jogadores, membros da equipe técnica, da diretoria e jornalistas que se dirigiam para Medellín, onde seria disputada a final da Copa Sul-Americana.
Com imagens de arquivo que mostram a trajetória do clube, que passou da quarta para a primeira divisão do futebol em apenas seis anos, o filme revela como o time conseguiu unir toda a cidade em torno de si, tornando-se motivo de orgulho. E como conseguiu se reerguer das cinzas, após o acidente.
O terço final é o mais emocionante, ao recordar o acidente, com participação dos três únicos jogadores sobreviventes, Neto, Alan Ruschel e Follmann, que teve parte de uma das pernas amputada.
A equipe também vai a Medellín, onde conversa com uma controladora de vôo, que se comunicou com o comandante do avião da empresa boliviana LaMia, mas nada pôde fazer para que o pouso fosse realizado com segurança. Com o tanque de combustível seco, a tragédia não tinha como ser evitada.
Antes de ser apenas um filme sobre um clube de futebol, Para sempre Chape é uma história de união, luta e superação. E também de orgulho de uma cidade que consegue se projetar nacional e internacionalmente através de seus jogadores. Parece pouco, mas em tempos de “cai-cai” em copa do mundo, é um exemplo de humildade, perseverança e amor à camisa. Pode ser um jargão para os dias de vitória mas, no caso da Chape, é um mantra para enfrentar a derrota.
O resumo de uma história que vai de 73 até cinco meses depois da tragédia. impossível não chorar ao reviver essa situação... depoimentos emocionantes, muito bem feito. Por isso a minha nota do filme é 5,0 (obra prima) de 5,0.