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Nelson R G de Oliveira
27 críticas
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5,0
Enviada em 20 de março de 2026
É um filme muito bom pega bem a história mesmo da Ditadura Militar Brasileira tipo assim sem filtro mesmo tipo assim a história tipo assim das pessoas que sumiram mesmo as pessoas que não tinham nada a ver com a ditadura militar sumindo
A nova era do cinema brasileiro começa com "Ainda Estou Aqui". A delicadeza que o Walter Salles traz ao abordar um asssunto bastante doloroso é algo emocionante. Fernanda Torres consegue transmitir toda a força emocional que aquela mulher, chamada Eunice Paiva, carregou durante anos de sofrimento sem notícias de seu marido. A angústia faz parte da experiência do espectador com o filme. Quem não se emocionou com a cena da sorveteria, que já se tornou um marco da nosso cinema? "Ainda Estou Aqui" é um lembrete de que não podemos esquecer os anos de dor do nosso país e que o cinema brasileiro está mais forte que nunca. VIVA EUNICE E RUBENS PAIVA!!! VIVA WALTER SALLES!!! VIVA FERNANDA TORRES!!!!
Ainda estou aqui é um filme bem feito, que procurou, com bastante empenho, retratar o passado de forma a que o espectador pudesse assistir a obra como se estivesse vivenciando-a nos dias atuais. Excelente direção artística, direção de fotografia, cenografia, interpretação impecável de Fernanda Torres e Selton Mello em especial, e restante do elenco que foram muito bem dirigidos. Ótimo roteiro. Conseguiu fazer com que nos sentíssemos íntimos de uma das famílias brasileiras cuja alegria foi substituída pelo sofrimento durante a ditadura militar, revelando as atrocidades cometidas pelo governo. Através dos sentimentos de medo, insegurança e dor, muito mais pela atuação da brilhante Fernanda Torres e dos demais atores, nos faz compreender as torturas cometidas pelos militares sem fotografar explicitamente os atos insanos e grotescos que eles impuseram às famílias brasileiras. Apenas um roteiro tão bem elaborado conseguiria demonstrar tanta dor e medo sem revelar explicitamente os instrumentos de tortura utilizados pelos militares. Parabéns a toda equipe!!! Oscar merecido!
Fala de ditadura, de perda e de silêncio forçado, mas do jeito certo: mostrando como o trauma entra na rotina e nunca mais sai. A dor não vem em grito, vem em ausência. As atuações são contidas e fortes, especialmente da protagonista, que carrega o peso da história no olhar. Não é filme confortável, nem pra distrair. É pra lembrar, pra respeitar o passado e entender que certas feridas o tempo não fecha — só ensina a conviver. Vale muito a pena assistir.
Walter Salles é realmente o maior dessa era mesmo, como pode alguém acertar em todos os filmes que faz? Ainda Estou Aqui é um acontecimento, é um sentimento, é um registro da história que nos machuca.
O cinema é a arte de contar histórias e o filme "Ainda estou aqui" literalmente cumpre esse papel. Um roteiro baseado em fatos reais, datados da época da ditadura militar no Brasil na década de 70, e que fielmente traduz a história de tortura, trazida em torno de Rubens Paiva, interpretado brilhantemente por Selton Mello. Eunice Paiva esposa de Rubens, se torna a personagem principal, quando o marido é levado por militares inicialmente para prestar depoimento, mas nunca mais volta pra casa. O desenrolar da história traz Eunice em uma caça ferrenha para encontrar o marido, mas sem sucesso. Falar da atuação de Fernanda Torres é se sujeitar a errar, a falhar miseravelmente, pois ela é perfeita. Do início ao fim do filme, ela mantém um semblante ora triste, ora feliz, em uma atuação digna de Oscar, mas que infelizmente nao veio. Walter Salles acerta em todas as decisões, pois o espectador não é deixado de lado, ele participa do filme, seja pela trilha sonora bem conduzida, seja pela dramaticidade imposta nos olhares dos personagens, seja pela arte de contar uma história necessária pra sociedade. Enfim, "Ainda estou aqui" é um filme fidedigno, um filme brasileiro, um filme que escancara pro mundo o talento tupiniquim na produção audiovisual.
Excelente, filme adota uma abordagem sutil e com uso de realismo de como em um sistema totalitário as pessoas podem perder o direito básico de se expressar e se posicionar contra injustiças ou perseguições ocorridas nesses sistemas.
Um retrato do período sombrio da história do Brasil. Com um roteiro redondo e bem escrito, direção sutil e atuações poderosas (principalmente da Fernanda Torres), Ainda Estou Aqui foi o grande filme de 2024.
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