Fui ao cinema sem nenhuma expectativa. Não costumo gostar dos filmes nacionais. Me surpreendi! Consegui mergulhar na história de forma que pude me sentir da mesma forma que a família se sentiu. A atriz deu um show e não é modismo. Único ponto que poderia ter mostrado mais voltado para o lado doo personagem que desaparece. Não como uma forma de justificar, mas para dar mais clareza do que ele havia feito, ficou muito superficial nesse ponto.
Que filme!!! O filme relata um período extremamente sombrio do Brasil pelos olhos de Eunice, contando a história de uma família de classe média alta que é destroçada pelas atrocidades da ditadura e passa a conviver com o sentimento de luto sem fim. É um filme que fala, principalmente, através do silêncio. A direção é primorosa, a atuação de Selton Mello é, talvez, uma das maiores de sua carreira, a fotografia é belíssima, mas quem realmente brilha é Fernanda Torres. Fernanda consegue ser avassaladora em uma atuação extremamente contida, diz tudo falando muito pouco. A cena onde a família está reunida e as crianças tomando sorvete, momentos após Eunice ter tido a confirmação extraoficial da morte de seu marido, é avassaladora. No fim, o filme ainda nos brinda com Fernanda Montenegro, que com no máximo 5 minutos em cena, sem falar nada, entrega um sentimento de uma vida inteira, apenas com os olhos diante da TV. "Ainda estou aqui" é um belíssimo filme e vem realmente forte na briga por um Oscar de filme internacional. Que delícia seria ver uma indicação de Fernanda Torres para melhor atriz.
Filmaço!!! É um filme necessário, todos deveriam assistir. O filme mostra a força de um mulher, mas também, como a ditadura destroça famílias. Leiam o livro também.
Filme brasileiro de maior repercussão internacional dos últimos anos, ganhador do prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza e cotado para o Oscar, Ainda Estou Aqui dramatiza a trajetória da família Paiva entre a prisão de Rubens Paiva, o pai, e a luta de Eunice Paiva depois do sumiço do marido. Walter Salles mergulha o espectador na intimidade dessa família e o torna cúmplice, fazendo com que se importe com o destino de cada um. Cria personagens tridimensionais, reais, críveis. Fernanda Torres interpreta o papel de sua vida, quase uma heroína grega marcada pela tragédia, com sutileza, sem jamais cair no excesso ou caricatura. Cenografia minuciosa, roteiro enxuto, interpretações naturais, trilha sonora escolhida a dedo, edição precisa, tudo contribui para que o diretor consiga transmitir exatamente o que se propôs. Como conhecia a história, havia lido o livro no qual o filme se baseia, além de reportagens a respeito, minha atenção focou nas soluções cinematográficas empregadas pelo diretor. Ele consegue tornar essa história particular em algo universal, capaz de dialogar com o público de qualquer lugar do mundo. Autor de Central do Brasil e Diários de Motocicleta, 2 filmes que amo, obras humanas e delicadas, Walter aparou todas as arestas e criou uma obra essencial, equilibrando aqui emoção e reflexão.
Historia longa e entediante. Os atores são muito bons e merecem muitos prémios. Sou contra torturas, mas infelizmente o filme só retrata um lado da história.
Filme maravilhoso! Uma obra prima. Parabéns ao cinema brasileiro. Estou enrolando pq são necessários 100 caracteres para a minha crítica, que tem a profundidade de um pires de café, ser publicada.
O filme é baseado em narrativas da extrema esquerda que insiste na mentira que terroristas que queriam implantar uma ditadura de esquerda lutavam por democracia.
E pior que chute nos ovos.... Zero emoção. Zero história. A atriz que apenas uma expressão. Apenas uma. Não quero ser chato. Mas e muito ruim. Duvida assista. Vc tem q ser muito militante pra dizer q o filme e bom. Mas o brasileiro e impossibilitado de dar opinião impessoal.
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