Sinopse:
Uma garota é enviada por um robô para procurar seu irmão desaparecido e, com isso, ela sai em busca dele.
Crítica:
"The Electric State", dirigido pelos irmãos Russo, é uma experiência visual que, apesar do seu imenso orçamento de 320 milhões de dólares, deixa a sensação de que pode ter sido gasto de forma ineficaz. Millie Bobby Brown brilha como a protagonista, uma adolescente em busca de seu irmão desaparecido, acompanhada por um robô peculiar. No entanto, mesmo com um elenco talentoso, a narrativa carece de profundidade.
Enquanto o filme promete um mundo alternativo vibrante, a execução parece superficial, perdendo a oportunidade de explorar temas mais complexos sobre a humanidade e a tecnologia. O roteiro, desenvolvido por Christopher Markus e Stephen McFeely, não abraça totalmente a riqueza da história em quadrinhos original de Simon Stålenhag, resultando em diálogos exagerados e momentos previsíveis.
A jornada da protagonista e do robô, que começa de maneira cativante, acaba por se perder em meio a um enredo confuso e algumas reviravoltas que não são suficientemente bem construídas. A descoberta da conspiração parece apressada e, ao final, o filme entrega um clímax que, embora visualmente impressionante, não ressoa emocionalmente.
Visualmente, é inegável que o filme é uma obra de arte. No entanto, a beleza estética não se traduz em uma narrativa coesa ou em personagens bem desenvolvidos. O espectador pode se sentir encantado pelas imagens, mas buscar por um envolvimento emocional acaba se revelando uma tarefa difícil.
Portanto, "The Electric State" é, em última análise, uma produção que promete muito, mas falha em entregar uma história memorável. As expectativas colocadas em um filme de tal magnitude não são atendidas, deixando uma impressão de que o potencial criativo foi ofuscado pelo excesso de investimento. A busca de uma jovem por seu irmão poderia ter sido muito mais do que visualmente deslumbrante; poderia ter sido verdadeiramente emocionante.