Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Iracema J
9 seguidores
48 críticas
Seguir usuário
3,0
Enviada em 28 de setembro de 2020
Filme apenas mediano do excelente diretor Jordan Peele, que embora tenha sido abraçado por boas críticas, dificilmente soa convincente. Acontece que a filosofia trabalha com lógica e infelizmente o filme fere muitas vezes o princípio aristotélico. Se a dualidade é antagônica como fica a questão dos criminosos reais? Como seria seu lado sombra? Peele cria um cinema metafórico interessante no tangente às referências psicológicas, temos Alice de Lewis Carroll como exemplo. Mas toda vez que pensamos que conseguimos decifrar o que ele quer dizer no seu roteiro, recebemos um balde de água fria na cachola no decorrer da trama, que, vira uma verdadeira salada de ideias desconexas. O ritmo do filme é desigual e não atinge um crescendo, por vezes somos bombardeados por trechos lentos e cansativos que não são usados com propósito artístico, são apenas lentos porque são chatos, e nessas horas fica difícil esconder os bocejos. A interpretação do elenco negro é de primeira, no entanto o filme peca na construção dos personagens coadjuvantes. Usar boas horas de projeção para se chegar ao inconclusivo para defender a epífase do prefácio é uma bofetada no espectador.
Assim como o filme "Corra", a obra mais uma vez aborda uma crítica social, em relação aos menos favorecidos e também traz um suspense/terror psicológico muito semelhante. Há muitos simbolismos retratados que em um primeiro momento podem não ser percebidos e outros que não fiquem claro mesmo (não entendi a do coelho), parece ser uma característica de Jordan Peele. O filme começa bem, mas a meu ver, assim como "Corra", há altos e baixos durante as cenas e termina com uma possível sequência...
É mais um filme conceitual do que de terror: tem explicação dos coelhos, da tesoura de dois lados iguais e que rompe, da segregação oculta, do nome do filme que é uma referência aos Estados Unidos... muita coisa de filosofia... até a cotação bíblica de Jeremias 1111. Se você espera algo tão bom e encaixado como "corra", não será aqui que encontrará.
Originalmente planejado para ser um revigorante período de férias, a viagem da família de Adelaide (Lupita Nyong'o) e Gabe (Winston Duke) não contava com estranhos que resolveram aparecer durante uma noite tranquila. O misterioso grupo que se assemelha fisicamente ao quatro membros deixa no ar uma intensa sensação de perseguição psicológica que aos poucos se desenrola, deixando dúvidas acerca dos indesejados visitantes e por que ali estão.
Embora seja bem fragmentado em seu primeiro ato, o longa vai costurando os principais elementos ao longo da suas quase duas horas com relativo sucesso, isso porque há uma complexidade excessiva nos principais fatores psicológicos que mais confundem do que aliviam. A presença dos duplos é explicada, desenvolvida e até leva a um caráter posterior diferente do esperado, mas ainda causa certa estranheza. O elenco capitaneado pela excelente Lupita Nyong'o cumpre bem o papel, sempre auxiliados pela ótima montagem e trilha sonora coerentes com os momentos específicos.
Apesar da carreira do cineasta Jordan Peele ser marcada por produções voltadas ao estilo cômico, ele se destacou no universo cinematográfico com o ótimo Corra, de 2017. Após o sucesso, ele decide seguir no conceito de terror psicológico com o interessante NÓS, que tece um enredo repleto de situações muito mais interpretativas do que explícitas. Peele faz críticas sociais por meio de simbolismos cujos significados reais dependerão diretamente da análise de quem assiste, principalmente porque existem situações que simulam controles com elementos soltos que pouco a pouco vão se misturando efetivamente. Essa perspectiva é um dificultador para muitos que, assim como eu, não absorverão tudo que a mente do cineasta tentou expor.
Por incrível que pareça, o acontecimento mais importante de "Nós", filme dirigido e escrito por Jordan Peele, é o que ocorre no prólogo da obra: em 1986, Adelaide estava passando férias numa cidade litorânea com os seus pais. Numa ida a um parque de diversões, ela acaba se perdendo deles. Sua atenção é capturada por uma atração do parque, que promete que, naquele local, você irá encontrar a sua verdadeira identidade. O que aconteceu com Adelaide dentro desta atração é um mistério que permanecerá escondido até que a trama de "Nós" se revele por completo.
Anos depois, já adulta e casada com Gabe (Winston Duke), com quem tem dois filhos (Shahadi Wright Joseph e Evan Alex), Adelaide (Lupita Nyong'o) retorna para a mesma cidade na qual passou as férias com seus pais. Hospedada na casa de praia da família, tudo parece se encaminhar para uma típica férias em família e amigos (o casal interpretado por Tim Heidecker e Elisabeth Moss, e as filhas interpretadas por Calli e Noelle Sheldon). Porém, a calmaria e a diversão se transformam em medo, tensão e caos quando eles passam a ser atacados por figuras que são seus sósias (!).
"Nós" trabalha com conceitos muito interessantes, mas que, ao mesmo tempo, não ficam claramente explícitos para a plateia. Os sósias que atacam Adelaide e sua família são as nossas sombras, o lado mau que todos nós temos dentro de nós? Os sósias são criaturas que querem chamar a atenção para o submundo - e a consequente invisibilidade - onde vivem? Ou os sósias só se ressentem de não poder vivenciar a vida da mesma forma que seus semelhantes humanos?
Jordan Peele é um diretor e roteirista de muito talento, isso é inegável. Entretanto, a impressão que temos, ainda mais quando comparamos este longa com "Corra!", é de que Peele não conseguiu comunicar a sua ideia de roteiro da forma como gostaria. Ainda no terreno da comparação entre as duas obras, "Nós" é uma obra muito mais próxima daquilo que conhecemos como suspense do que "Corra!". O elemento que acaba se sobressaindo aqui é a excelente performance de Lupita Nyong'o. É dela (por meio de Adelaide e de sua sósia) a responsabilidade de passar a mensagem que Peele queria nos deixar.
O Filme se apresenta de inicio uma trama inteligente e envolvente, porem com o andar tudo fica confuso e nem mesmo os esclarecimentos no final se fazem jus ao que foi mostrado durante todo o filme. a crítica sobre a sociedade americana, sobre as divergências de cores e renda é admirável e a atris principal é fantástica com suas expressões. como diversão e terror deixa muito a desejar, como politicagem e protesto se destaca. no contexto geral nao é perda de tempo, porem so para os amantes de critica mesmo.
Um filme bem feito , boa direção , com excelente trilha sonora! Mas o roteiro não empolga., tem vários Clichês, elenco regular , único destaque para Lupita N’yongo ., É um filme simples , esquecível , “Corra” do mesmo diretor , é muito melhor!!!
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade