Relacionamentos.....tão complicados de explicar como Freud não se arriscou no mundo feminino. Pessoas que achamos que nasceram para viver cada dia abraçadinhos e viverem para toda a eternidade, um dia se odeiam. Outras que não se suportam, constituem uma família. E não só entre machos e fêmeas e sim também entre filhos e pais. Mundos tão próximos em uma residência e no vizinho, tão distantes, vai entender, né? E o que falar de um triangulo amoroso? Dois amigos ou amigas se relacionando com um terceiro elemento é briga na certa (bom, na maioria das vezes.....) e isso acontece mais vezes do que pode imaginar (diz ai que você não sabe de alguma amizade que foi para o saco, lóóóóógico que sabe!). Imagina se acontece entre pai e filho e de quebra, com um baby de presente.....
Não, não é mais um episódio de CASOS DE FAMÍLIA (SBT) e sim a sétima arte imitando a vida, no trabalho do diretor e roteirista Julian Branciforte (aparentemente em seu primeiro trabalho). O drama segue tudo o que tem no programa de televisão: teste de DNA, traição, disputa por atenção, etc, mas de uma maneira bem mais leve, excluindo brigas, desafetos, xingamentos e tudo o que pode dar audiência (nem sem como) para a jornalista Christina Rocha (a apresentadora do canal do Silvio Santos). Branciforte cria um mundo quase que utópico e as coisas se resolvem de uma maneira mais.....adulta, do que a nossa triste realidade.
O filme não chega a ser uma comédia (até porque possui alguns momentos bem chatinhos dos quais queriam ser engraçados), mas é simpático. E ainda ficamos na ansiedade de saber quem é o pai. O elenco está entrosadinho e agrada, boas cenas, Trilha Sonora satisfatória e um enredo que chama a atenção por ser real. Ok, a trama pode ter sido madura demais ao tratar um assunto que em grande parte, acaba em morte, mas quem sabe não devemos ser mais tal ficção? O roteiro tem sim suas falhas e erros, mas que acabam sendo relevados pela leveza da narrativa.
Boa atuação de John Magaro (de A GRANDE APOSTA de 2015 - comentários aqui no NP), Christopher McDonald (SUPER-HERÓI: O FILME de 2008), Dreama Walker (OBEDIÊNCIA de 2012). E que fofa a atriz mirim Rainn Williams!
Enfim, um entretenimento que não leva muitos minutos para se desenrolar, com uma história que existe tanto quanto a casa ao lado e de uma maneira agradável de se assistir e de pessoas amadurecendo. Vale o play! Mesmo sendo o mamão com açúcar...