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Bruno Campos
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262 críticas
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5,0
Enviada em 6 de março de 2018
Excelente! Concorreu pela Hungria ao Oscar de Filme Estrangeiro. Um homem e uma mulher, extremamente inibidos e obsessivos, se conhecem na empresa onde ela acaba de se empregar. Repleto de sutilezas, olhares e toques, ambos se aproximam, no "tempo da delicadeza" (Chico Buarque). Com uma metáfora surrealista de "sonhos compartilhados", a diretora Ildiko Enyedi viabiliza poeticamente o encontro de 2 almas ressecadas e, ao mesmo tempo, inconscientemente ávidas por afeto. "Romeu e Julieta" à moda nórdica, belíssimo.
"Lirismo visual e emocional transformam solidão e fragilidade em poesia melancólica e profundamente humana." Endre e Mária, colegas em um abatedouro, compartilham sonhos idênticos com cervos em uma floresta nevada, enquanto enfrentam suas próprias solidões e desafios emocionais. Com um contraste poético entre sonho e realidade, Corpo e Alma utiliza uma direção sensível, atuações precisas e um visual melancólico para explorar a conexão de duas almas improváveis. A montagem inicial, que contrapõe a liberdade dos cervos e a brutalidade do abatedouro, reflete brilhantemente o dilema central do filme: a luta por intimidade em um mundo frio. Alexandra Borbély e Géza Morcsányi entregam performances introspectivas que cativam, enquanto a fotografia evolui visualmente, marcando a transformação dos protagonistas.
Este belo filme vai conquistando o espectador aos poucos. O argumento é original: dois funcionários de um abatedouro, Maria e Endre sonham o mesmo sonho diariamente, no qual ela é uma cerva e ele um cervo, que estão em uma planície nevada e mantém pouco contato físico. Curiosamente, quem detecta esse fato é uma psicóloga chamada para desvendar um incidente na empresa, e ela acha que ambos combinaram levá-la nessa brincadeira. Na realidade, o casal acaba se aproximando; ele é um homem que sofreu por amor no passado e tem medo de se machucar novamente, e tem um braço paralisado; enquanto ela é uma mulher com postura robótica, que evita contatos físicos, passa a imagem de fria e arrogante, mas no fundo quer se apaixonar. Para isso, como se fosse uma criança, começa a apreciar os toques em objetos de diferentes texturas, além de gostar de ouvir música romântica. Repentinamente, Endre procura desmanchar o relacionamento, ela tenta o suicídio, mas é "salva" por um telefonema dele propondo a reconciliação. A noite de amor do casal é bem-sucedida e, no dia seguinte, ambos percebem que não mais sonharam o mesmo sonho. Essa trama muito sensível e apaixonante foi premiada no festival de Berlim e concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro, merecidamente.
A minha critica nem é pelo filme, mas a falta de filmes com conteúdos assim na Tv aberta... precisamos de mais filmes nesses estilo "Corpo e Alma", filmes europeus e sul americanos (sem Brasil) chega dos Hollywoodianos!!
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