O filme Trama Fantasma me surpreendeu muito. Pela sinopse, pode-se pensar que é só mais um clichê de Hollywood, mas essa obra de Paul Thomas Anderson traz muito mais do que isso. Um homem bem sucedido, mas atormentado, fechado, carente. Reynolds é um homem requintado e metódico, a atuação do Day-Lewis é de tamanha maestria que chegamos a ter raiva do personagem, devido ao seu comportamento bastante controlador e, muitas vezes, arrogante. Ele conhece Alma, que passa a trabalhar e viver em sua casa. Vicky Krieps, que a interpreta, faz um trabalho tão bom que faz frente a DDL. Alma e Reynolds passam a viver um caso de amor e ódio. Suas personalidades são totalmente diferentes e é fácil perceber isso nas várias cenas de café da manhã ou jantar, nas quais Reynolds se irrita com o modo em que Alma se comporta na mesa (muitas vezes, a personagem o irrita propositalmente e chega a ser engraçado). A relação dos dois envolve amor, ódio, abuso, poder, controle e tudo isso se desenrola muito bem ao longo da trama. Diante disso, tudo que eu posso dizer é que o filme é grandioso, o trabalho de direção de PTA é incrível, a fotografia, os figurinos e a trilha sonora beiram a perfeição. Ao contrário dos que afirmaram que o filme é monótono, não vejo isso em momento algum, afinal, se a lentidão dos acontecimentos é feita da forma correta, isso não me incomoda em nada.