Um filme de contemplação a recursos cinematográfico, Paul Thomas Anderson em seu novo filme de enredo lento e pouco atraente consegue prender o telespectador na beleza da condução de da direção, com um belo figurino e trilha sonora, sem falar das maravilhosas atuações. Com um roteiro que chama pouca atenção, mostrando a vida, sucesso e personalidade forte de um famoso estilista dos anos 50, toda a parte roteirística é segurada por Daniel Day Lewis, mas não quer dizer que o roteiro seja ruim, pelo contrario, sua condução e desenvolvimento de personagens são ótimas, sua imprevisibilidade tocante, e suas nuanças belíssimas, apenas sua trama em si não é ótima. O filme é um romance com pintadas de loucura, é uma historia de amor entre mãe e filho, e todas as suas peculiaridades, alem de tratar sobre amor platônico, submissão, egocentrismo e principalmente, solidão. Diferentemente de outros filmes de Paul Thomas Anderson, aqui não ficamos encantados com a fotografia, muito por culpa de quase não existir tomadas externas, mas isso é compensado na direção de arte, composição de cenários, luz, maquiagem e figurino são espetaculares, o filme tinha tudo para ser lento e maçante, mas a montagem o eixa com um ritmo muito bom, e principalmente, a trilha sonora, a trilha sonora aqui é perfeita, alem de pautar todo o filme, conduzir cenas, desenvolver personagens e auxiliar no ritmo do filme, a trilha sonora funciona como um personagem próprio, encantando e prendendo o telespectador ao longa, além de ser uma trilha lindíssima. Daniel Day Lewis novamente dá um show, é como se o ator se perdesse dentro de seu personagem, mais magro, velho, com postura e expressões únicas, o ator rouba completamente o filme e já fica com a mão em seu quarto óscar de melhor atuação, Lesley Manville também está maravilhosa. Por fim, Paul Thomas Anderson acerta em cheio e nos traz um otimo filme que nós faz lembrar da pura essência do cinema.