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Cid V
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4,5
Enviada em 29 de janeiro de 2025
Assiste-se com angústia digna dos mais elaborados thrillers a esse documentário relativamente simples, porém que traz um panorama catastrófico das politicas indigenistas brasileiras e, de forma mais ampla, do convívio com os indígenas em vários períodos históricos, mas sobretudo em tempos contemporâneos, que o documentário acompanha mais de perto.
mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2025/01/filme-do-dia-martirio-2016-vincent.html
(...) Com uma narrativa longa para projetos de formato documental, e com duração de 162 minutos que, infelizmente, as vezes se estende muito em determinados temas, mas que são necessários para este estudo antropológico maravilhosamente bem feito. E a obrigatoriedade e urgência deste filme é tanta pelo seu caráter histórico e humano, que deverá ser exibido em todas as aulas de história de todas as escolas e faculdades do Brasil.
Documentário informativo com uma montagem simples e eficiente. Os narrações são precisas e bem ilustrativas. Os contrapontos bem expostos ao longo do filme explora as versão dos dois lados envolvidos nos conflitos agrários de uma forma honesta. Esclarece, educa e informa na medida certa. Por ter um tempo longo afasta os mais imediatistas que queiram um produto enxuto formato reportagem. Vale a pena ter a disponibilidade para acompanhar as "investigações" trabalhando num realismo a todo tempo. O filme ainda é bem ilustrado com material de arquivo (em menor quantidade). Uma montagem de muita responsabilidade para não perder o fio condutor, mantendo a narrativa clara. O filme tem uma posição política a favor da causa indígena. É político em sua essência e não é panfletário, pois expõe as contradições dando margem para conclusões de quem o assiste. Uma série de "finais" fecham o "debate" muito bem. Emociona e educa. Atualíssimo e crucial para entender os atuais conflitos ideológicos na política brasileira. Trata a questão agrária com propriedade, pois é resultado de uma grande pesquisa ao longo de décadas de registros e visitas aos locais de conflitos (aldeias e fazendas).
O filme brasileiro mais necessário que já vi, houveram momentos em que não consegui parar de chorar. Povo Guarani, estou com vocês!! A demarcação de terras indígenas é urgente, para ontem, espero que logo eles encontrem felicidade em suas terras e estilo de vida ♡
Artístico e muito informativo, aliás, mais que informativo: educativo. O traço "militante" que percorre o documentário, que para muitos é um problema, nesse tipo de obra é fundamental. Por todos os lados e mídias vemos grotescas montagens e roteiros pejorativos, reforçadores de estereótipos que merecem ser repensados. Este documentário é aberto suficientemente para possibilitar diversas abordagens críticas, porém fechado suficientemente para possibilitar uma narrativa precisa que vai ao encontro dos objetivos do próprio filme. Martírio é antropologicamente um bom filme, sem deixar de ser artisticamente um bom filme, coisa que poucos documentários em longa-metragem conseguem. Indiscutivelmente um incômodo para certos "paladares" cinematográficos e isso é, sem dúvida, seu ponto mais forte: incomodar sem parecer apelativo, o que mantém a narrativa firme e consistente ao longo das quase 3 horas de filme.
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