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Eduardo Santos
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183 críticas
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3,5
Enviada em 15 de fevereiro de 2018
Yórgos Lánthimos é um cineasta grego que vem chamando atenção desde seu último filme, o original e estranho O Lagosta, que não chegou a passar nos cinemas aqui, mas foi lançado em vídeo. Com um toque à la Kubrick, a forma com que ele filma os personagens é asfixiante. Os diálogos são milimetricamente pensados e ao mesmo tempo foca nas peculiaridades dos personagens (que fogem dos estereótipos típicos americanos) e causa uma forçada naturalidade em situações não naturais e/ou extremas. A história é aparentemente simples – bem mais do que seu longa anterior – mas o fator psicológico dos personagens acabam por trazer essa intranquilidade sufocante e perturbadora. O cardiologista Steven (Colin Farrell, que também protagonizou O Lagosta), é casado com a oftalmologista Anna (Nicole Kidman). Eles têm um casal de filhos e vivem tranquilamente. Contudo, o jovem adolescente Martin (Barry Keoghan, em atuação bastante expressiva para um personagem extremamente dificil), filho de um ex-paciente que morreu na mesa de cirurgia de Steven, acaba se aproximando do cardiologista em uma relação amigável e improvável. Mas a partir de determinado momento, seu lado obscuro começa a surgir, o que trará consequências terríveis. O roteiro é bastante original e provoca sentimentos dúbios. A presença do jovem remete aquela velha premissa já tratada inúmeras vezes no cinema, como Teorema, do Pasolini, ou até mesmo o recente O Estranho Que Amamos, de Sofia Coppolla, que também conta com a participação da dupla Farrell/Kidman – um jovem que acaba aportando num ambiente e acaba alterando a vida de todos ao seu redor. Só que Lánthimos tem uma peculiar crueldade em sua perspectiva, causando reações parecidas às de quem assistiu a Violência Gratuita, do Michael Haneke. Um filme bem tenso, cuja melhor definição é a palavra “perturbador”. Não é pra todos os gostos, mas quem tem um pouco de estômago, vale a pena dar a conferida e tirar suas próprias conclusões. E a parte técnica é outro plus que faz com que seja uma pedida para quem gosta de filmes mais diferentes e alternativos. Elenco muito bom, que inclui ainda uma participação rápida de Alicia Silverstone, a eterna Patricinha de Beverly Hills. Goste ou não, O Sacrifício do Cervo Sagrado é daqueles filmes que não dá pra ficar impassível ao surgirem os créditos finais.
Baseado na tragedia de Ifigénia O filme nos mostra como sao as atitudes de uma familia ao ser pressionada por uma tragedia Longe dos clichês de hollywood o filme e muito bem montado Com atuacoes propositalmente robóticas E uma narrativa desconexa o que nos leva a varios questionamentos o final ate um pouco previsível e onde eu achei que o diretor pecou mais porem recomendo o filme
Filme sobre um casal de médicos com dois filhos, sendo que o pai pode ter sido responsável pela morte de um paciente e agora faz amizade com o seu filho para ajudá-lo, mas ele quer vingança e um dos seus filhos irá ter que morrer por algo como magia negra, mas mal explicada. Bons atores e dramaticidade.
Nicole Kidman me arrasta para qualquer filme . História boa com essa questão da lei do retorno, mas a trilha sonora achei desnecessária em certos momentos.
Um filme que possui uma ponta de excentricidade e um olhar diferenciado do diretor. Desde a trilha sonora, fotografia seca, até os planos utilizados são escolhas bem acertadas e corroboram para uma obra que possui um diferencial.
O enredo em si não chega a ser "genial", inclusive é baseado em um antigo conto grego. No entanto, é contado de uma forma bem inusitada e "esquisita", que deixa sempre uma extranha sensação no ar.
A atuação dos personagens é propositalmente bem seca e pouco expressiva. A narrativa é feita de modo a não revelar muito, exigindo um olhar atento para não perder nenhum ponto importante.
O Sacrifício do Cervo sagrado é um filme que depois de acabar ainda fica por horas, ou até dias na cabeça do telespectador. Uma obra perturbadora e inusitada.
O cara foi abusado pelo próprio pai bêbado, que o obrigava a fazer coisas. Ele por sua vez era alcoólatra. Martin é sua mente dizendo que todas as dores seriam transmitidas ao filho se ele não o sacrificasse, ou seja, pra ele não fazer o mesmo com o filho...e então ele o mata.. Ele precisava saber qual dos dois seria o cervo pra descontinuar a situação de violência. Por isso busca informações sobre os dois na escola pois não conhecia os filhos.. A esposa não adoece pois ao saber que era somatico tentou ajudar a mente do marido, "soltando" Martin. Ela não consegue "ver" o garoto pela janela do hospital. Muitas vezes mulheres são coniventes com a violência. A parte da bruxaria é sua mente negando a situação de falta de amor e preocupação que claramente aparece no filme... os filhos estavam doente em sua mente...ele os mantém em cárcere. Não há sangue nos olhos do filho, apenas dor e medo.
O sacrifício do servo sagrado é um filme de drama/suspense que contou com a direção de Yorgos Lanthimos que tbm participou do roteiro ao lado de Efthymis Filippou. Na trama, acompanhamos Steven (Colin Farrell), um renomado cirurgião, que é casado com Anna (Nicole Kidman), com quem tem 2 uma vida tranquila até que resolver cuidar de Martin (Barry Keoghan), um garoto que perdeu o seu pai em uma cirurgia que Steven estava. Martin resolve ficar cada vez mais próximo de Steven e de sua família, causando problemas a todos. Aqui Yorgos tem a sua inspiração na Ifigênia em Áulide, a última peça teatral que se tem conhecimento do grande Eurípides, seu conterrâneo. Sempre apostando em falar sobre a condição humana, com uma abordagem mais crua, bizarra e menos comercial, Yorgos tem seu primeiro filme em língua inglesa. Não se rendendo aos rótulos de consumo de Hollywood, o cineasta logo em seus primeiros segundos já mostra pra que veio: um close de un coração humano batendo. Falando do roteiro, a narrativa logo se apresenta como uma busca de Martin por vingança e por isso o seu desejo por uma aproximação da família de Steven. A aposta é em uma abordagem incomoda diante da apatia, principalmente de Steven. A vida tá um caos, mas ele consegue ser frio e ainda ter uma conversa sobre relógio após uma cirurgia no coração. O foco da câmera Tbm ajuda, ao mostrar uma cidade qualquer ( não é mencionada o nome da cidade em que vivem), quase sempre vazia, com poucos figurantes. Mostra a frieza e vazio da vida da família em si. Tudo isso, vai gerando uma estranheza e desconforto que só vai crescendo com as bizarrices de Martins, com diálogos, por vezes sem sentido. O roteiro trafega com sabedoria ao mostrar Martin como problemático e alguém que deve ser afastado e os filhos do casal que são educados e participam de diversas atividades ( até mesmo um corte de cabelo é controlado e inspecionado pelos pais). Os problemas do filme está em sua longa duração e perca de fôlego no segundo ato. Parece que Yorgos erra um pouco a mão em querer ser expositivo demais, na intenção de explicar demais tudo. Assim, vai ser perdendo a objetividade da trama. No mais, é um filme que é estranho, mas ainda sim é bom.
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