Se a ideia do filme era fazer a gente sentir o que a mãe da vítima sente — aquela angústia sem fim de procurar um culpado — então acertaram em cheio. O final não entrega respostas fáceis. Pelo contrário: deixa a gente exatamente no lugar dela, tentando adivinhar, criando teorias, e jogando a dor em cima de quem parece se encaixar no perfil do "culpado".
O policial Dixon é retratado como um cara completamente desequilibrado, mimado pela mãe, e que só começa a mudar quando recebe um gesto de carinho e confiança do ex-chefe — quase como se fosse um pai. Isso transforma ele. E aí, olha que loucura: dois personagens cheios de traumas — ela, a mãe da garota assassinada, e ele, um policial frustrado querendo ser o herói que nunca foi — acabam se unindo na dor e na busca por justiça (ou redenção).
É um filme pesado, intenso, que te obriga a pensar. Não é feito pra quem espera uma história com começo, meio e fim bonitinho. É pra quem gosta de mergulhar fundo em questões psicológicas, emocionais e humanas. Mereceu sim o Oscar, e mais: daria uma baita série. Mas aviso logo — não é pra qualquer um. Tem que assistir com a mente aberta e o coração preparado.
Resumindo: sensacional. Crú. Profundo. Um soco no estômago.
O filme tem um excelente desenvolvimento de personagens, a partir de um evento traumático que afeta a vida de todos. Não existem vilões nesse drama, mesmo com as escolhas questionáveis de alguns personagens, com uma trama cheia de humor ácido.
O ritmo compassado do filme nos leva serenamente minuto após minuto tornando toda a experiência orgânica e deliciosa de vivenciar. Direto onde tem que ser e contemplativo na medida certa quando precisa nos colocar pra pensar. Senti que as quase duas horas passaram como uma brisa fresca em um dia de verão. O que não é suave, fresco e nem sereno é o tema central do filme; ciclos de ódio. spoiler: O filme nos faz odiar junto com a protagonista, nos coloca no banco do carona em sua jornada e tudo parece justificável e aceitável. Nos amamos odiar o policial racista até um certo ponto do filme, é bem nítido que a história coloca o policial obtuso e estourado como a personificação do que há de pior no sul dos país, mas aí, de forma genial, o filme começa a nos mostrar um pouco do lado humano desse vilão e um adorável cadáver destila palavras de afeto quase paterno em uma carta e, sem perceber, estamos gritando internamente para que esse policial racista fuja do fogo porque, diferente de como nos sentíamos no início, não queremos mais que ele morra. Por que o ódio deu lugar a compaixão? Quando foi que percebemos que ódio só gera mais ódio?
Ao final do filme, estamos irreconhecíveis. Adorando uma pareceria improvável entre a protagonistas e o suposto vilão e fazer isso com o espectador de forma tão pura é sim característica inegável de uma obra espetacular.
três anúncios para um crime é uma obra prima , sem meio termo , o filme consegue te prender do inicio ao fim e nunca apela para o cliché que muitos filmes acabam usando , e um filme maduro com um enredo que convence do início ao fim. a atuação é um dos pontos altos do filme, Frances McDormand consegue nos mostrar uma mãe forte e dura mas ao mesmo tempo triste e emotiva. os atores coadjuvantes também são o ponto alto do filme(Sam Rockwell e Woody Harrelson). o filme consegue nos mostrar uma cidade viva e que sofre com a morte te alguém importante. no fim três anúncios para um crime é um filme digno de óscar e merece toda a ótima critica que vem recebendo.
Humor ácido, critico. Roteiro denso. Incrível como como esse filme ilustra a superficialidade e o egoísmo humano de maneira tão profunda. A mensagem que ficou muito clara para mim nesse filme é que; nem sempre uma pessoa é tão ruim ou tão boa quanto nós a enxergamos, elas só são oq podem ser. Pode ser que não temos razões para ser como somos, mas com certeza temos motivo.
Filme excelente. Tudo funciona. No começo há dúvidas se o filme vai decolar mas o elenco vai segurando as pontas soltas e fazendo um incrível trabalho. Trilha sonora impecável. E a atuação de Frances Mcdormand é um espetáculo a parte. Merece ganhar em todas (ou quase) categorias que está concorrendo no Oscar.
O filme me surpreendeu. Os 3 atores principais valorizam ainda mais a história de uma mãe que luta incansavelmente para encontrar o assassino de sua filha. Mostra os problemas internos de uma família de um pai que espancava a mãe e os impactos disso na desestruturação familiar. Também o poder de PERDOAR e um soco na nossa cara com o PRECONCEITO que ainda persiste dentro de cada um de nós. O San Rockwell novamente impressiona pela sua capacidade de incorporar o personagem e dar a ele uma característica marcante. Um drama porém com pitadas de comédia. FILME DIVERTIDO COM CONTEÚDO! Parabéns!
De uma coisa esse filme não peca, falta de originalidade, são alguns momentos em que está tudo calmo e você é impactado subitamente pelo roteiro a ponto de se perguntar; isso tá acontecendo mesmo? Pra mim são esses momentos que salvam o filme que só pra manter o protocolo do oscar, já que alguém tem que ser premiado mesmo não tendo tanta coisa disponível, está sendo alçado as alturas. E outra coisa, como pode uma interpretação de uma mulher que fica o filme todo de cara fechada pode ser tão endeusada? Mas no geral é legal.
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