A Favorita
Média
3,8
546 notas

64 Críticas do usuário

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anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 16 de novembro de 2019
À procura de sua Obra-prima, seu ''crème de la crème'', o realizador grego Yorgos Lánthimos(que surgiu na cena do entretenimento nos últimos anos com os fortes O Lagosta e Sacrifício do Cervo Sagrado) agora volta suas lentes cínicas/iconoclastas/idiossincráticas para o império falido da Inglaterra do século XVIII em A Favorita, o seu trabalho mais convencional, e, ao meu ver, seu mais eficiente. Desde a trilha sonora melindrada até as grandes angulares evocando perfeitamente a estranheza humana que ele gosta de explorar, este misantropo retrato da cama de gato gerada no seio do poder de uma outrora poderoso nação é exibido pela dramaturgia extremamente fina, fria, e calculista do argumento. Em um filme gráfico(com direito a vísceras expostas e tudo), mas nunca gratuito, com toda a sua dureza estética e temática utilizada em prol de suas mensagens centrais, encenando com potência e ironia fatos reais sobre a fascinante relação de Ana da Inglaterra com suas 'favoritas'. Um trabalho de pura finesse artística, The Favourite porém nem sempre consegue tratar com o mesmo tino e paixão o contexto histórico/político dos acontecimentos retratados, bem como seus personagens coadjuvantes, um tanto subdesenvolvidos e unidimensionais, deixando o maior trato para o trio de atrizes principais e suas respectivas personagens. Olivia Colman está brilhante como Ana, passando muito sem dizer nada em muitos momentos, criando uma personagem fascinante em toda sua fragilidade emocional e maleabilidade, sendo vista por outros como nada mais que um instrumento para suas ambições. Rachel Weisz e Emma Stone se completam como rivais, com a Lady Sarah da primeira sendo tão interessante e magnética quanto a Abigail da segunda. O excêntrico cineasta grego ainda não chegou em seu ápice, o máximo de seu real potencial, mas A Favorita, seu trabalho mais sólido até aqui, indica que a apoteose de seu raro talento está cada vez mais próxima.
Isabelle
Isabelle

15 seguidores 67 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de fevereiro de 2019
Um grande filme geralmente reúne diferentes aspectos que dão certo. A Favorita atende isso em várias dimensões - e em excesso: uma boa história, com personagens complexos e cativantes; atrizes excelentes, muito bem dirigidas; produção e direção de arte impecáveis. Além disso, enquadramentos surpreendentes e uso da câmara como proposta inovadora de linguagem - e até mesmo o som desempenhando esse papel. Genial, simplesmente. Talvez emocione pouco, não nos envolva afetivamente - afinal, é difícil sentir carinho por qualquer um dos personagens moralmente degradados. Mas, como cinema, é soberbo. Desses filmes que dão vontade de escrever ao diretor e demais colaboradores para parabenizar pelo que ofereceram ao cinema mundial - e não foi só para faturar bilheteria. Como não escreverei a eles, deixo aqui minha admiração.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de janeiro de 2019
“A favorita” Novo filme do diretor Yorgos Lathinos é seu longa menos autoral, perdemos um pouco do roteiro tenso com logica entorpecida e as atuações teatrais mas ganhamos algo mais maduro e centrado, sem perder sua clássica trilha sonora e uso sublime de câmeras. E isso apenas prova que Yorgos é um grande diretor, pois mesmo fugindo da sua zona de conforto, “A favorita” impressiona por questões técnicas e artísticas e se consolida como um dos melhores filmes de 2018, na minha opinião.
“A favorita” consegue ser um filme de empoderamento sem ser forçado, de romance sem ser chato, de suspense sem ser monótono e de comedia sem ser entediante, uma mescla de gêneros roteirizada por Deborah Dean e Tony McNamara que funciona perfeitamente nas mãos do talentoso diretor grego. Não temos uma moral elevada ou um grande dilema, temos apenas a historia de duas mulheres que cercam a rainha da Inglaterra visando poder ou conforto.
As duas mulheres em questão são interpretadas por Emma Stone, Rachel Weisz somados a rainha Olivia Colman e James Smith formam um dos melhores quartetos de atuações que eu já vi em um filme. Emma Stone, após ganhar o óscar está leve e solta, e mostra toda sua capacidade artística interpretando múltiplas facetas e sentimentos fazendo uma personagem cativante e dissimulada, Rachel Weisz faz uma personagem madura, fria, sua atuação assusta e impressiona pela violência intrínseca, e chama mais atenção se puxarmos o histórico de Rachel com personagens que normalmente são “Bobinhos”. Olivia Colman interpreta a personagem mais quebrado de todoa, uma mulher com problemas sociais e de saúde, com um grande poder na mão mas inteligência torpe, uma atuação primorosa que exige uma entrega artística e física, e por fim, James Smith, o mais discreto de todos, mas seu personagem é fundamental para arquitetar as tramas entre o trio, além de uma atuação convincente, engraçada e astuta.
Yorgos usa suas câmeras, ele gosta, muitos contra plongee, olhos de peixes, planos médio e fechados, com muita iluminação natural e uma composição de cena simplesmente perfeita, somados a um ótimo figurino, cabelo e maquiagem temos uma direção de arte que beira a perfeição e muito semelhante a perfeita direção de arte de “Barry lyndon”, mas que reforço, fica melhor ainda graças aos enquadramentos do diretor. Algo que fica da assinatura clássica de Yorgos é sua trilha sonora incidental que combina com o filme.
A divisão do filme em mini capítulos não é uma boa escolha, faz o ritmo do longa pesar muito, é como se estendesse as duas horas, e que no sentido pratico, não faz diferença, pois os atos do longa são bem definidos. “A favorita” é um ótimo filme, com o quesito técnico e artístico muito aprimorado, que coloca Yorgos Lanthimos na grande vitrine de Hollywood.
Luana O.
Luana O.

764 seguidores 557 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 5 de dezembro de 2020
A atuação de Emma Stone e Rachel Weisz, está de longe muito melhor que de Olivia Colman, mas a mesma levou o Oscar. O filme é interessante, são boas atuações, uma boa fotografia e um ótimo figurino. E só.
Bruno Campos
Bruno Campos

630 seguidores 262 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de fevereiro de 2019
Ótimo. Excelentes atuações de Olivia Colman, Rachel Weisz e Emma Stone. Jogos de sedução, intrigas políticas, sarcasmo e cinismo generalizado. O único senão é q filmes sobre a perversão na burguesia do século 18 são bastante comuns. Apesar disto, vale muito conferir.
Mário Sérgio P.Vitor
Mário Sérgio P.Vitor

96 seguidores 138 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de fevereiro de 2019
A FAVORITA é um deleite. Direção e trilha sonora irrepreensíveis num história recheada de intrigas, jogos de poder e seduções na Inglaterra do século XVIII. Os homens, no filme, são infinitamente secundários. Os diálogos são afiados e há falas de uma acidez tão fabulosa que remetem aos grandes filmes das décadas de 1940 a 1960. As atrizes proporcionam um show e, sem pirotecnias, sabem exatamente o que estão dizendo, numa marcação cênica perfeita. Um grande filme!
Em contrapartida, fugir de "Velvet Buzzsaw" é a melhor saída. Filme produzido pela Netflix, é um pretensioso 'terrir' com elenco grandioso e um pedantismo que, dizem, é próprio do mundo das artes plásticas (que o filme tenta retratar). Um grande desacerto!
Otavio W.
Otavio W.

451 seguidores 247 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de fevereiro de 2019
Hoje dia de assistir um filme com várias indicações ao Oscar, principalmente pela atuação das atrizes, e que também tem um roteiro bem louco e surpreendente. O filme mostra a luta, ou quase isso, por algum tipo de poder entre 3 mulheres, com personalidades que pareciam ser bem concretas, mas que vai se modelando de acordo com as situações do filme, guiando-as por caminhos até sinuosos, mas que nunca acabam com o poder verdadeiro. O começo do filme parece trazer protagonistas com situações bem invertidas. Enquanto uma tem todo o poder em mãos, a outra apenas parece querer sobreviver, no meio de muitas situações contrárias à sua vontade. A evolução do filme consiste como as duas vão trocando seus papéis, passando a contar com a sorte ou com o azar para trocarem de posição, enquanto isso, uma rainha louca parece observar tudo isso com certa graça. No meio do filme as 3 parecem trocar seus papeis constantemente, parecendo que há uma confusão generalizada entre segredos, disputa pelo poder, e quem vai sair ganhando no meio disso tudo. Já a parte final mostra como isso tudo resulta num certo descontrole, ninguém parece confortável por aquilo que obteve, pelo poder que tem ou não tem e nem parecem mais o que fazer, até o seu fim o filme deixa bem claro, que ninguém é realmente dono de um poder único, e em várias situações ter aquilo que se deseja pode ser algo bom para si, ou que o poder não traz felicidade, trazendo muito mais problemas indigestos e pouco agradáveis. No geral, um filme que mostra bem uma série de situações que exigiram bastante de boas atuações, principalmente da metade para o fim, e que mostra uma boa lição de vida no meio de tanta confusão e loucura, algo realmente interessante mesmo que não faça muito sentido, para rir sem pensar muito o porquê de tudo aquilo.

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anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 23 de fevereiro de 2019
É um filme muito prazerozo de se assistir.Tem um ótimo elenco,ou seja, atuações muito boas.O figurino e as paisagens são muito bem trabalhadas a história é bem legal apesar de não significar muita coisa.No final a favorita é um filme excelente com diversas virtudes e um fortíssimo concorrente no Oscar
Carlos Castro
Carlos Castro

989 seguidores 339 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de fevereiro de 2019
A versão feminina de Barry Lyndon. A ambientação e o tema central "Ascensão Social" rende muitas comparações. Como o de Kubrick, tecnicamente o filme é impecável. Direção, fotografia, design de produção, trilha sonora (QUE TRILHA SONORA!), design de som é simplesmente arte, em conceito e estética. O que contrasta positivamente com o tom vulgar que o roteiro assume e que acaba se tornando um bem vindo humor. Esta é uma diferença crucial com Barry Lyndon, que por sua vez é escrito com uma linguagem rebuscada - e um tanto romântica -, tornando A Favorita mais palatável a vários públicos.
No entanto, o cuidado com os detalhes em Barry Lyndon o tornam muito maior em retratação da realidade e no desenvolvimento do Tema Central citado anteriormente. Kubrick nos mostra todos os esquemas e as artimanhas do personagem principal para conseguir conquistar o seu espaço na sociedade, enquanto em A Favorita o diretor se restringe a manipulações e influência para traçar o caminho da personagem Abigail.
De qualquer forma, um projeto ambicioso, ousado, artístico, caprichado e qualquer outro elogio que possa expressar admiração, entusiasmo e encanto.
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 501 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de junho de 2025
Sinopse:
Na Inglaterra do século 18, Sarah Churchill, a Duquesa de Marlborough, exerce sua influência na corte como confidente, conselheira e amante secreta da Rainha Ana. Seu posto privilegiado, no entanto, é ameaçado pela chegada de Abigail, nova criada que logo se torna a queridinha da majestade e agarra com unhas e dentes essa oportunidade única.

Crítica:
"A Favorita" é uma obra fascinante que mistura intrigas políticas com uma dinâmica intensa entre suas personagens centrais. Sob a direção de Yorgos Lanthimos, o filme mergulha em um período turbulento da história inglesa, utilizando uma estética visual impressionante que se alinha perfeitamente com seu conteúdo provocador.

A trama gira em torno da complexa relação entre Ana da Grã-Bretanha, interpretada de forma brilhante por Olivia Colman, e suas duas confusas aliadas, Sarah Churchill e Abigail Masham, interpretadas respectivamente por Rachel Weisz e Emma Stone. O enredo habilmente constrói um triângulo amoroso e ambicioso onde cada personagem luta por poder, influência e aceitação em uma corte dominada por jogos de manipulação e traição.

O roteiro, escrito por Deborah Davis e Tony McNamara, se destaca pela sua sagacidade e pela forma como explora a natureza humana, revelando as fraquezas e ambições que frequentemente permanecem escondidas sob uma fachada de lealdade. As trocas de diálogos são afiadas, repletas de sarcasmo, e proporcionam momentos de humor inesperado, aliviando a tensão e ao mesmo tempo aprofundando a complexidade emocional dos personagens. Essa habilidade de equilibrar o dramático e o cômico é um dos maiores trunfos do filme.

Olivia Colman é a alma da produção. Sua interpretação da rainha Ana é ao mesmo tempo trágica e comovente, capturando a fragilidade de uma mulher que carrega um peso imenso em suas costas. A química entre Colman, Weisz e Stone é palpável e eletrizante, tornando cada cena em que se encontram um verdadeiro espetáculo.

Visualmente, "A Favorita" é primoroso. A cinematografia de Robbie Ryan usa de composições cuidadosas para enfatizar os jogos de poder e a claustrofobia da corte, enquanto os figurinos são exuberantes e detalhados, refletindo tanto o estado elevado das personagens quanto suas loucuras internas.

Ainda assim, o filme possui um ritmo que pode ser desafiador para alguns. Sua abordagem lenta e deliberada pode não agradar a todos os espectadores que buscam um enredo mais dinâmico. Além disso, o tema da rivalidade feminina, embora abordado de maneira perspicaz, pode deixar uma sensação amarga, despertando uma série de questionamentos sobre as relações entre mulheres em posições de poder.

No geral, "A Favorita" é uma obra que combina maestria técnica com atuações memoráveis, promovendo uma reflexão profunda sobre ambição e traição. O filme desafia as normas do gênero de época ao apresentar uma narrativa que não apenas entretém, mas também provoca uma análise crítica do papel das mulheres na história e nas relações de poder. Por meio de um equilíbrio notável entre o humor e a tragédia, Lanthimos nos entrega uma experiência cinematográfica verdadeiramente única.
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