Corra!
Média
4,3
2985 notas

295 Críticas do usuário

5
110 críticas
4
122 críticas
3
30 críticas
2
19 críticas
1
6 críticas
0
8 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Jorge M.
Jorge M.

3 seguidores 20 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de novembro de 2017
Não esperava NADA por esse filme. Nem sabia que iria estrear, não sabia a sinopse. NADA. Só vi que estava muito elogiado.Fui assistir sem qualquer perspectiva e fui surpreendido. Um dos melhores filmes de 2017...
Ricardo L.
Ricardo L.

63.290 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de setembro de 2017
Psicológico ou psicodélico ? Ou os dois ? coloco como os dois! Vamos lá; Corra! é impressionante, gastos 4.000,00 e bilheteria de 163.000,00, está em 10 das melhores bilheterias da história dos filmes de terror, mas que merecido, pois é com certeza um dos melhores filmes de terror da história. Elenco ótimo e atuações feras de todos. Fotografia linda e trilha sonora tipo Hitchcock, muito limpa e aterrorizante, é um filme muito showwwwwwwwwwwwww
Gerson R.
Gerson R.

83 seguidores 101 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de julho de 2017
É comum, lamentavelmente, em qualquer lugar da nossa sociedade atual, nos depararmos com pessoas que possuem um falso moralismo – mais especificamente, indivíduos que costumam dizer coisas do tipo: “ah, eu não tenho preconceito, mas tal coisa...” – esse “tal coisa” é justamente o preconceito que a pessoa diz não ter. É uma mera forma de esconder um ódio infundado por alguma raça, etnia ou minoria, geralmente enraizado no pensamento das pessoas por atitudes erradas de algum antepassado. E – o mais triste de tudo – é saber que “seres humanos” assim ainda estão por aí – e ocupando postos de destaque na sociedade, como alguns políticos racistas, xenófobos e homofóbicos espalhados pelo Brasil e o mundo, capazes de influenciar negativamente milhões de pessoas com seus discursos meramente odiosos.

O estreante diretor (e também autor do roteiro) Jordan Peele tem plena consciência disso. Ele consegue transformar uma história absurdamente simples em um gancho para uma estrutura temática bem mais complexa por de trás. E, dentre o cinema mainstream de Hollywood, Corra! é uma surpresa formidável dentre o gênero suspense, que ainda se utiliza com primor dos requintes do terror psicológico, mais impactante do que qualquer banho de sangue ou sustos gratuitos – como cineastas como Kubrick (O Iluminado) ou Polanski (O Bebê de Rosemary) já comprovaram.

A trama acompanha o rapaz negro Chris (Kaluuya), prestes a conhecer os pais de sua namorada caucasiana Rose (Williams). Temendo que não gostem do fato dele ser negro, mesmo assim, Chris parte para a viagem com Rose até a cidade onde os pais dela vivem – chegando lá, é muito bem recebido por eles, o pai Dean (Whitford) e a mãe Missy (Keener). Mas, em breve, começa a notar a estranheza das atitudes e comportamentos dos empregados (negros) da residência – Georgina (Gabriel) e Walter (Henderson) – levando a constatar que existe algum segredo macabro por trás dos pais de Rose – e acredito ser melhor eu parar por aqui – a fim de evitar os spoilers, porque devo admitir que a história chega a ser previsível (alguns pontos o próprio trailer entregou) – mas, utilizando-se do antigo ditado - “o que mais importa é a viagem e não o destino” – pode-se dizer que Jordan Peele dá uma verdadeira aula em questão de saber inserir um tema de forma que auxilie na condução da narrativa – garantindo uma fluência perfeita, sem jamais deixar o ritmo cair ou a tensão.

A grande sacada do roteiro de Peele é saber inserir diálogos nos momentos adequados – utilizando simbolismos de forma simples e direta – como o alce que Rose e Chris atropelam na estrada, que ressalta o sentido de um comportamento futuro de Chris – o diretor é hábil em não fazer do tema um mero palanque para discursos de moral – ele procura criticar o amago da questão: sua origem. Nesse sentido, os pais de Rose (e seus amigos) tornam-se um reflexo claro e funcional para a narrativa de um tipo de gente capaz de fazer atrocidades com outros indivíduos por um puro impulso de ódio – apenas porque alguém durante sua criação admirava ou, mais especificamente, criava este intuito em sua índole e pensamento – sem saber que a origem de tudo era apenas uma negação de certas pessoas da sociedade por estranhar um próximo apenas por este ter características físicas diferentes. O pai de Rose, vivido com uma atuação assustadoramente sarcástica pelo bom Bradley Whitford, escancara isso quando cita que seu pai perdeu uma corrida de atletismo no passado para o corredor Jesse Owens – atleta negro que ficou famoso ao vencer a medalha de ouro em solo nazista, revoltando os racistas governados por Hitler à época – fica evidente um certo tom de inveja na voz de Dean, por saber que seu pai branco não venceu um homem negro. Aliás, o diretor também mostra esse lado invejoso dos racistas de maneira assustadora.

O racista não se orgulha de ser racista, geralmente. Ele quer esconder isso. E, muitas vezes, com palavras – como quando Dean ressalta que “se pudesse, teria votado três vezes em Obama, se fosse possível ele se candidatar novamente” – demonstrando, é claro, que ter votado em um candidato negro não poderia desclassifica-lo como um racista. O racista enrustido acaba sendo o mais perigoso – você não conseguirá distingui-lo de outros – você não pode saber se suas palavras defendendo um negro, por exemplo, ao ser abusivamente peitado por um guarda de transito (como Chris acaba sendo) são reais ou não – Rose, vivida pela eficiente Allison Williams (da série Girls), tem a função clara de demonstrar parecer fazer aquele discurso pronto para defender o namorado do racismo que alguns lhe infringem. E sua mãe, Missy, vivida com uma composição muito boa de “falsa-meiga” por Catherine Keener, demonstra um preconceito de cara por achar que Chris é fumante – sem nem o ter visto fumando antes – o que é a deixa para que ela o faça passar por uma sessão de hipnose – é claro que existem outros motivos para ela submeter o rapaz à isso – e a atuação incrivelmente espontânea e na medida certa da expressividade por parte de Daniel Kaluuya, ajudam ainda mais a entendermos o terror psicológico que será imposto à Chris. A inserção das lembranças da morte da mãe de Chris também é bem utilizada para definir parte de seu comportamento atual. E é especialmente inteligente a forma como Daniel demonstra receio pelos comentários que ouve dos pais de Rose.

Peele aproveita-se de um desenho de produção bem simples – naturais poderia ser a palavra certa. Ele usa de angulações precisas, dando dimensões perfeitas de onde os atores estão – e sem apelar para recursos batidos do gênero – como esconder da câmera algum personagem que irá atacar algum outro. O cineasta é hábil em demonstrar o estado de Chris quando este é induzido à hipnose – jogando o ator em um abismo escuro, onde ele consegue ver o cenário de fora em algo que lembra uma janela distante. Aliás, Peele sabe usar os recursos comuns do gênero a seu favor, como os empregados negros que parecem estar se comportando feito zumbis, a questão da hipnose e, mais tarde, alguns elementos de medicina assustadores – tudo bem ressaltado pela trilha-sonora adequada (sem exageros, sem querer prever ou “traduzir cada momento”) de Michael Abels.

Ainda existe um uso incrível do humor – mas de uma forma um tanto inusitada. O amigo de Chris, Rod , vivido pelo expressivo Lil Rel Howery, que parece paranoico em dizer que os pais de Rose querem fazer algo contra o amigo – é especialmente interessante (e até reflexivo) a hora em que Rod tenta alertar três policiais (uma negra, um negro e um hispânico), que simplesmente dão risada da teoria que Rod criou sobre o que está acontecendo com seu amigo – numa sacada interessante, justamente por mostrar que o preconceito e o racismo ainda toma conta da sociedade de uma forma que até quem faz parte da etnia ou raça discriminada parece se esquecer (alienadamente) que o problema não existe – que seria absurdo uma pessoa branca (apenas por ela ser branca!) tentar fazer algum mal, nos dias de hoje, a alguma pessoa negra. O humor funciona de forma reversa aqui – não é engraçado, demonstrando a intenção de Peele em atingir o espectador, para que este se pegue embaraçado em rir de uma situação lamentável, que alguns tendem a banalizar.

Com um roteiro que não dá ponto sem nó, tendo respostas muito inteligentes às questões que aborda, Corra! acaba sendo um retrato absurdamente real e atual do racismo contra os negros, mostrando que o perigo dos falsos moralistas em querer taxar uma outra raça de inferior está enraizado na cabeça de muitos ainda – e a resposta (ou reação) de quem é oprimido pode ser traduzida como um ato errôneo pela sociedade, que parece, dentre alguns de seus integrantes, fazer questão de ser hipócrita e tentar disfarçar que não tem culpa por isso. E só o ressalto de que essa falsidade moral perigosa está presente em nosso mundo já não seria suficiente para assustar e tornar o longa em um dos melhores filmes de suspense e terror psicológico dos últimos anos? Sim, com certeza.
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.171 seguidores 970 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de abril de 2017
Um ótimo suspense que foge dos clichês que estamos acostumados. Sem apelações sanguinárias e com intenções de humor, temos uma boa história revelada e um final justo. Interpretações muito coerentes.
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de maio de 2017
Sensacional. Uma premissa inédita nesse tão batido tema... um extremo tão bem elaborado que assusta. Muito recomendado. Vale a visão e reflexão.
Thales A.
Thales A.

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de maio de 2017
Me lembrou Black Mirror!!, suspense muito bom, aterrorizante do começo ao fim. Até deu pra dar umas risadas nas cenas do amigo do Chris.
Otavio W.
Otavio W.

451 seguidores 247 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de maio de 2017
Hoje dia de ver um filme de terror, ou melhor, de um suspense muito bom que quase chega a ser de terror, e como ultimamente esse gênero de filme anda sendo bastante mal utilizado, a expectativa era bem negativa. O início do filme mostra muito de como o filme vai ser, com um fundo de preconceito racial, uma mistura de suspense, mistério e até mesmo bom humor, que no início é representado pela música, que dá um tom bem interessante à cena, tudo não passa de cinco minutos, mas mostra que nada vai ser revelado tão facilmente. Depois o filme entra na história principal, que não sai muito da introdução, mais questões raciais, um certo incomodo do protagonista, e mais um toque de humor, aqui representado por um dos principais coadjuvantes. O filme segue sem revelar muito do que vem em seguida, a tensão é bem focada no protagonista, não no nível de revelar o que acontece, o principal objetivo do filme parece ser a imersão dentro do personagem, e não na história em si, força um pouco o espectador a encarnar bem o sentimento do protagonista, seus medos e sua personalidade. A história em si é um tanto previsível, sabe-se um tanto do passo seguinte, mas o filme é tão focado no protagonista, que é melhor se perguntar como as cenas vão acontecer, algo que fica muito no ar, logo que o filme não mostra claramente qual vai ser o próximo passo de cada um. A atuação do protagonista é de merecer elogios, é muito fácil se sentir a vontade na pele do personagem, com um tanto de naturalidade, mesmo em cenas forçadas, na atuação se sai bem pra não desprender a atenção de tudo. No geral, é um filme atraente e gostoso de assistir, um suspense contínuo e intenso, que provoca uma sensação muito boa de imersão, principalmente no protagonista e suas ações, mesmo tendo uma história um pouco fraca e, às vezes, forçada, não tira um brilho da produção que consegue do começo ao fim destacar o que o filme tem de melhor pra mostrar.

#Corra #GetOut #filme #terror #suspense #horror #romance #drama #racismo #ação #morte #preconceito #humor #comédia #cinema #Cinemark #shopping #MarketPlace #GuiasLocais #LocalGuides #CinetecaXingue
raphaelssouza
raphaelssouza

86 seguidores 136 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de setembro de 2017
aquele filme que você leva vários sustos e não assita com celular e olhe com atenção, esse filme é tipo #blackmirror e você acha que sabe de tudo e depois se supreende, nao sei se falei bem assistam pfv 
Matheus P.
Matheus P.

1 seguidor 11 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de setembro de 2017
simplesmente sensacional
a atuação daniel kaluuya me deixou sem palavras
o suspense é otimo
o roteiro é muito bom
o uso do olhar dos personagens
uma obra de arte
parabénsa a todos os participantes desse filme que pra mim pode ser considerado o melhor de 2017
Sarah L.
Sarah L.

20 seguidores 13 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de outubro de 2019
Um filme interessante, diferente de tudo que já vi.
Gostei da forma como a temática da questão racial foi abordada.
Excelente trilha sonora.
Na minha opinião, apenas deixou a desejar no final do filme, em que a trama foi desenrolado de forma muito rápida, praticamente nos últimos 10 minutos do filme.
Ótima atuação de Daniel Kaluuya.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa