Corra!
Média
4,3
2986 notas

295 Críticas do usuário

5
110 críticas
4
122 críticas
3
30 críticas
2
19 críticas
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6 críticas
0
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Nelson J
Nelson J

51.035 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de outubro de 2025
Filme interessante e estranho sobre negro que namora branca e que o leva para conhecer sua família de brancos com dois empregados negros muito esquisitos. Ele passa a ser a referência da festa só de brancos, até que aparece um cantor negro desparecido com comportamento também esquisito. Hipnose, sugestão, escravidão. o filme mistura muitas coisas com certa criatividade e bom roteiro.
Ryan
Ryan

474 seguidores 337 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de maio de 2019
Filme extremamente chocante, uma nova experiência de terror.
O filme trás algo extraordinário e ao mesmo tempo um terror diário que muitas pessoas enfrentam.
Atuações impressionantes.
anônimo
Um visitante
5,0
Enviada em 22 de maio de 2017
Filmão! Get Out te prende desde o início e tem muita competência, nos mínimos detalhes, de gerer muita apreensão. A direção é muito boa, o roteiro é muito bom, cada papel é muito bem representado pelo elenco e existe até um alivio cômico no filme. As duas horas de projeção passam muito rápido.
Está ai uma prova de que orçamento não é tudo para se fazer um baita filme. Um dos melhores filmes do ano até agora.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 21 de setembro de 2024
Corra! (Get Out), dirigido por Jordan Peele, é mais que um filme de suspense psicológico; é uma obra densa, simbólica e perturbadora, que desnuda o racismo com uma intensidade desconcertante. Aclamado pela crítica e celebrado pelo público, o filme utiliza o terror como veículo para explorar as tensões raciais contemporâneas, revelando-se uma das produções mais complexas e impactantes das últimas décadas.

A trama gira em torno de Chris Washington (Daniel Kaluuya), um jovem negro que visita pela primeira vez a família de sua namorada branca, Rose Armitage (Allison Williams), em uma viagem que, aos poucos, se transforma em um pesadelo de horror racial. O que inicialmente parece uma recepção amigável se revela um jogo macabro de dominação, repleto de camadas filosóficas sobre identidade, exploração e controle.

O ponto de partida para a tensão é o desconforto subentendido nas interações raciais. Peele constrói sua crítica à sociedade moderna através de sutilezas: os comentários "bem-intencionados" da família Armitage, que evocam uma admiração superficial pelos negros – "Eu votaria em Obama pela terceira vez, se pudesse" – soam como elogios inofensivos, mas carregam o peso do racismo velado. A tentativa da família de exibir uma aceitação "liberal" é, na verdade, uma forma de objetificação, onde o corpo negro não é visto como igual, mas como algo exótico, digno de apropriação.

Ao longo do filme, Peele utiliza uma simbologia poderosa que vai muito além da narrativa de superfície. A hipnose, praticada pela matriarca Missy Armitage (Catherine Keener), é um dos elementos centrais dessa construção simbólica. O "Lugar Afundado", para onde Chris é mentalmente enviado, é uma representação assustadora da alienação e impotência que os negros sentem em uma sociedade que os marginaliza e invisibiliza. No "Lugar Afundado", Chris está consciente de sua própria opressão, mas incapaz de agir – uma metáfora pungente para o racismo estrutural, que sufoca e subjuga suas vítimas enquanto elas assistem, impotentes, à sua própria desumanização.

A escolha de Peele por colocar o terror no âmago de uma família branca aparentemente progressista é outro elemento filosófico importante. A verdadeira ameaça em Corra! não é o racismo óbvio, explícito, mas aquele que se esconde sob a máscara da cordialidade. A elite branca do filme não odeia os negros da maneira tradicional; ao contrário, eles desejam possuir suas qualidades físicas e culturais. Esse desejo de apropriação é uma crítica mordaz à sociedade que consome e lucra com a cultura negra, mas rejeita a negritude real e viva. O procedimento cirúrgico que os Armitage realizam para transferir as consciências de brancos para corpos negros simboliza, de maneira brutal, esse desejo de controle e exploração do corpo negro.

A ambientação também reflete um labirinto filosófico: a casa dos Armitage, isolada e bucólica, parece, a princípio, um refúgio idílico, mas logo revela-se uma prisão moderna. Esse espaço fechado, onde os horrores se desdobram, remete à noção de panóptico, conceito desenvolvido pelo filósofo Michel Foucault, no qual o controle e a vigilância são internalizados. Chris está constantemente sob os olhares dos brancos da comunidade, vigiado, observado, como se estivesse em uma jaula invisível, onde ele não é apenas um convidado, mas uma presa.

Além disso, o filme faz uso magistral de metáforas visuais e sonoras. Um dos símbolos mais potentes é o cervo morto que Chris e Rose veem na estrada, logo no início. O cervo, para Peele, simboliza a caça, o sacrifício e a exploração, temas centrais do filme. Ao longo da trama, essa imagem é ressignificada: Chris, como o cervo, está sendo caçado, tanto literal quanto metaforicamente, por aqueles que desejam controlar sua identidade e seu corpo.

Na conclusão, Peele nos oferece uma catarse através da violência. A luta de Chris para escapar dos Armitage é uma metáfora para a luta constante contra o racismo sistêmico. Quando ele finalmente se liberta, o espectador não vê apenas uma vitória individual, mas uma afirmação de sobrevivência. O desfecho, no entanto, não oferece alívio total, pois o racismo, como entidade sistêmica, não pode ser derrotado com a fuga de um único indivíduo. A verdadeira questão que Peele nos deixa é: até onde podemos realmente escapar de estruturas tão profundamente enraizadas?

Com Corra!, Jordan Peele constrói um filme que não apenas redefine o gênero do terror, mas também faz uma dissecação afiada da sociedade contemporânea. A obra se sustenta como uma crítica poética e filosófica sobre a objetificação do corpo negro e o racismo velado que persiste na cultura ocidental. Ao transformar o cotidiano em um pesadelo, Peele nos força a confrontar verdades desconfortáveis sobre preconceito, privilégio e a luta pela identidade.
Rosi G.
Rosi G.

2 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 10 de abril de 2020
Fraco... Percebi Na hora que os negros eram raptados inclusive o cara da Primeira cena q foi Pego na rua.
Sem sal... Sem nexo... Melhor pessoa e o amigo policial que deu um ar de comédia.. Nota 1
Ricardo A.
Ricardo A.

170 seguidores 174 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de março de 2018
Este é um filme de gênero indefinido. Foi vendido no início como comédia (mas de comédia temos algumas cenas feitas mais pelo ator LilRel Howery), depois foi dito ser terror (se for considerar como terror psicológico já que não temos tantas cenas explícitas) e por fim paramos como suspense (o que acredito ser grande parte do filme, embora o suspense seja mais pelo desfecho do que pelo o que está acontecendo no filme, já que até mesmo nos trailers se evitavam falar muito do roteiro para não entregar o óbvio, mas se esqueceram da propaganda de spoilers boca a boca, sendo assim o suspense cai por terra). Daniel Kaluuya está ótimo no seu papel e seu semblante dizia tudo sem necessitar de um longo texto. Assim como Betty Gabriel. É uma boa história, original com um cunho em cima do preconceito já bem utilizado no cinema. O que peca acredito ser o diretor não ter definido o gênero do filme e ter focado mais nele. Acho que o filme teria sido melhor se fosse só terror, ou só comédia e não ficar perambulando em ambos o que perde a força da história. Por isso, fico feliz por não ter sido escolhido como melhor filme no Oscar o que seria um disparate.
Rodrigo o que?
Rodrigo o que?

118 seguidores 211 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de junho de 2020
Não trás nada de inovador ao gênero
Mais a crítica social é pesadíssima e infelizmente sempre será atual.
As reviravoltas são muito fodas!
João J.
João J.

1 seguidor 4 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 23 de março de 2018
Suspense existe, enredo atraente. Mas cheio de falhas, roteiro fraco, atores medianos. Incoerências e fraquezas. Valeu a tentativa.
Porque tantos filmes fracos como este recebem qualificações tão positivas pelo adorocinema???
Gabriel Carrijo
Gabriel Carrijo

1 seguidor 70 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 4 de maio de 2025
Para passar uns meses juntos com essa gatinha eu topava o esquema , depois é lutar p escapar , flwssss rsrsrsrs
weslley.piress
weslley.piress

6 seguidores 23 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de maio de 2021
Corra! não foi só um dos melhores filmes de 2017, mas também um dos melhores da década. Tenho convicção que ele será lembrado em muitas listas de melhores filmes de terror/suspense de todos os tempos. Sem exagero.

Além de contar uma excelente história, quase sem furos, a trama que o longa-metragem apresenta traz diversas reflexões. Ou seja, você vai sair de frente da tela não só com o pensamento de ter assistido a um filme eletrizante, mas também de ter aprendido algo para a vida. Principalmente sobre o preconceito racial velado. E nada disso como uma bandeira política, porém com coisas que são comuns a todos nós. Outra coisa interessante apresentada no longa, e também uma das subtramas, é o desejo do homem em ser Deus.

Corra! é um terror psicológico/suspense, cheio de referências, inteligente, todo conectado, cômico sem perder foco e excelente nos mínimos detalhes. Ótimas atuações — do protagonista e dos coadjuvantes —, roteiro escrito com esmero, cenografia, fotografia, fazem da obra de Jordan Peele obrigatória para quem é e quem não é fã do gênero.
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