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Eduardo Santos
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183 críticas
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3,5
Enviada em 3 de setembro de 2017
Antes de mais nada vale ressaltar que Bingo é um filme claramente inspirado na vida de Arlindo Barreto, apenas um dos vários intérpretes do palhaço Bozo em sua versão televisiva no Brasil. Apesar das mudanças de nome, as referências são óbvias. Bingo é o Bozo de Arlindo, Mundial é a Rede Globo, e a TVS é o atual SBT. No filme, Augusto (Vladimir Brichta), é um ator de pornochanchadas que acaba passando num teste de televisão para apresentar um programa infantil matinal e diário como o palhaço Bingo. Só que Augusto não consegue se manter nos moldes e ser podado pelo criador do personagem e pela diretora do programa. Ele tem carisma e ambição: quer ser o número um de audiência. Isso regado a muitos problemas pessoais, desde alcoolismo e vício em cocaína, como também em sua mulherenguice, desleixo em relação a seu filho e atritos com a ex-mulher. Além de parte técnica impecável e produção extremamente caprichosa, o filme tem como ponto mais alto o excepcional elenco. Parece que esse é o personagem da vida de Vladimir Brichta. Nunca vi o ator tão bem em um papel. Atuação digna de prêmios mesmo. De quebra ainda temos a super talentosa Leandra Leal também em atuação perfeita, como a diretora do programa. Ainda no elenco destacam-se Augusto Madeira como o cameraman e amigo de Augusto; Ana Lucia Torre, magnífica como a mãe de Augusto, que jurada de um programa de calouros vive somente rememorando o passado glorioso nos palcos e como atriz de novela das 20h; Tainá Müller, como atriz principal de novela em horário nobre e mãe do filho de Augusto; e Emanuelle Araújo, como ninguém mais ninguém menos que a Gretchen. Pedro Bial e Domingos Montagner também fazem pontas importantes. Acontece é que Bingo – O Rei das Manhãs é um drama biográfico (não uma comédia), contado de maneira impactante e cheio de qualidades. Um filme que merece ser visto desde que você não se incomode com o politicamente incorreto de um palhaço que de palhaço mesmo não tem nada.
História real, o filme conta a história do primeiro palhaço Bozo , um filme forte!, muto bem dirigido! , Brichta está muito bem como Bingo. Uma história triste e envolvente..., passada nos malucos anos 80.., retratou bem a realidade vivida pelo personagem principal , de forma radical , sem concessões! bem contada e bem dirigida.
Já imaginava que não seria indicado ao Oscar por macular um personagem infantil de sucesso dos EUA (mesmo trocando de nome, é óbvio para qual quer publico que conheça o o Bozo que se trata dele), e por mostrar um brasileiro esculachando e se dando bem em cima de um americano. O filme em si é até bom, mas não achei extraordinário não. Muito longo, mal dividido, um pouco superficial, desfecho preguiçoso, enfim, achei bem mediano, porém num nível muito abaixo de outras produções brasileiras que mereceram ser indicadas (ou até ganhar) um Oscar. Os grandes pontos positivos são a brilhante atuação de Vladmir Brichta e a otima participação do menino Cauã Martins. Augusto Madeira também manda bem como amigo fanfarrão do Bingo.
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