Julieta
Média
4,0
233 notas

28 Críticas do usuário

5
5 críticas
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6 críticas
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Eduardo Santos
Eduardo Santos

339 seguidores 183 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 13 de julho de 2016
Almodóvar. Ame-o ou odeie-o. Não há exatamente meio termo no que concerne este icônico cineasta espanhol, que com Julieta, seu vigésimo filme, volta ao drama protagonizado por mulheres. Definitivamente não é o melhor filme do diretor, mas com certeza um Almodóvar sempre vale a pena ser visto para quem curte a carreira do realizador, que traz em seu currículo filmes excepcionais. Mesmo um filme menor como este, Julieta continua sendo acima da média pro cinemão pasteurizado que vemos por aí. Trata-se da história de uma mulher de meia idade que está prestes a abandonar Madri para viver em Portugal com seu namorado, mas um encontro casual com uma grande amiga de sua filha nos tempos de adolescência faz com que Julieta mude seus planos e repasse todos os momentos marcantes de sua vida. A narrativa prende a atenção de maneira bem interessante, deixando algumas perguntas para serem respondidas no decorrer da trama. Nada muito óbvio, e tudo revelado de maneira homeopática. Acho que mesmo com uma história que não tenha grandes reviravoltas ou personagens cativantes que vivenciem situações avassaladoras (como em tantas outras películas do diretor), o longa mantém a atenção pela naturalidade empregada por Almodóvar em sua câmera colorida e passional. Se não é um relato brilhante (até porque se for esmiuçado, traz um fiapo de história), os atores são fantásticos! Emma Suárez e Adriana Ugarte estão em pura sintonia nas duas fases de Julieta. E é de se admirar a beleza técnica do filme, com belos cenários e tomadas, além da bela trilha sonora. O final em aberto certamente deixará muita gente a desejar. Eu, que não costumo gostar de filmes sem desfecho, acho que neste caso especificamente funciona muito bem, pois a partir do ponto que termina a exibição, não mais importa o que acontecerá. Cabe mesmo ao espectador imaginar, e poucos são os cineastas que conseguem alcançar isso com tamanha clareza. É um filme belo, muito bem conduzido e que mesmo não sendo um marco na carreira do diretor, tem altíssimo padrão de qualidade e percebe-se claramente os dedos de Almodóvar em cada cena. Ele continua sendo um dos melhores cineastas da atualidade, que consegue manter alto padrão e interesse em seus filmes diante da mesmice reinante na indústria. Bonito de se ver, tocante, mas para poucos. Se você não curte o estilo do diretor, mantenha-se longe. Se for grande admirador do espanhol como eu, deleite-se.
abviny
abviny

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4,5
Enviada em 26 de julho de 2016
Um filme com cenário e direção de imagem ímpares. O jogo de justaposição das personagens com a vivacidade das cores faz com que a sequência de imagens se assemelhe à sucessivas fotografias sensivelmente pensadas e captadas. Este é um drama que trata do "desconhecido" e do não dito. Um longa-metragem marcado por sensações de melancolia, angústia, morbidez e mistério.
Se pudesse resumi-lo em uma única palavra/conceito seria, sem dúvida, "anékdota" (anedota). Uma anedota cuja a finalidade não é suscitar o riso, claro, [e, aqui, vamos ressignificar um pouco uma anedota], mas sim evidenciar como o não dito (evento secundário) que se sucede à margem do silêncio da dor da perda (evento principal) culmina no distanciamento, na ruptura e, por fim, na separação. Desse ponto de vista, penso que a busca de Julieta é reencontrar os significados daquilo que não foi dito entre ela e Antía (filha)... É uma busca dos porquês da separação. Reencontrá-los é a chave para compreender o porquê do abandono e da dor. É a chave para resolver o enigma que paira no ar.
Uma outra característica interessante do Almodóvar (que eu adoro) é a ambiguidade das cenas e dos eventos. Além disso, é um longa muito intimista e leve, já que, durante boa parte do filme, a narração se dá pela personagem principal, como se estivesse lendo um diário. Acho interessante as narrativas que buscam no passado da personagem o significado do presente e que fazem esse jogo de vai-e-vem no espaço-tempo. Contudo, o final poderia ter sido melhor explorado.
Soraya S
Soraya S

2 seguidores 6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de julho de 2016
totalmente excelente, totalmente Almodóvar! um filme que te prende do início ao fim, com questões do cotidiano
Thiago C
Thiago C

172 seguidores 152 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 17 de julho de 2016
Em seu novo filme, Almodóvar experimenta e realiza uma síntese de todos os elementos marcantes de sua filmografia em uma longa história instigante, mas não menos simbólica.
Miguel V.
Miguel V.

18 seguidores 4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de julho de 2016
Almodóvar mais genial do que sempre!
Se você não gosta de sentir culpa, NÃO assista!
Cada paisagem, cada cenário, cada figurino é autoral!
MARAVILHOSO!
Nelson J
Nelson J

50.984 seguidores 1.965 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 24 de julho de 2016
Filme mórbido que coloca a morte quase como preliminar para o sexo. Julieta tem notícias da filha que não vê a muitos anos por vontade da própria filha e relembra sua vida, seu amor, sua filha e agora seu novo companheiro. pesado e com pouco sentido.
Kamila A.
Kamila A.

7.936 seguidores 816 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 12 de outubro de 2016
Existe uma cena em Julieta, filme dirigido e escrito pelo espanhol Pedro Almodóvar, que é bastante definidora do caráter da sua protagonista (que é interpretada por Adriana Ugarte, quando jovem, e por Emma Suárez, na meia idade). Julieta Arcos guarda um grande segredo em sua vida e, nesse momento em particular, ela compara a sua fixação pela filha Antía (Blanca Parés) como um vício em drogas, em que ela alterna momentos de sobriedade com recaídas que a deixam no fundo do poço.

Por uma dessas circunstâncias da vida, que nos são explicadas por meio de flashbacks no decorrer do filme, Julieta e Antía seguiram caminhos diferentes. A mãe nunca mais ouviu falar da filha; e a filha, por sua vez, nunca mais mandou notícias suas para a mãe. Após muita dor e sofrimento, Julieta, finalmente, conseguiu seguir em frente com a sua vida e reencontrou a felicidade por meio de um relacionamento com Lorenzo (Dario Grandinetti).

Entretanto, em um encontro fortuito com Beatriz (Michelle Jenner), que foi a melhor amiga que sua filha teve, todos os sentimentos que Julieta escondeu nesses anos todos voltam à superfície e fazem com que ela reviva os acontecimentos de sua vida e as escolhas que a levaram a se afastar de Antía.

Baseado em um conto escrito por Alice Munro, Julieta é um filme que fala, basicamente, sobre a impossibilidade de escondermos algo muito sério em nossa vida. No decorrer do filme, ao vermos a angústia de Julieta, percebemos que a felicidade que ela sentia era uma mentira que ela mesma inventou para se convencer de que tudo estava bem. Enquanto ela tivesse a sombra de Antía em sua vida, Julieta viveria prisioneira de sua própria tristeza.

Por mais que Julieta tenha todas as cores vibrantes e fortes que são típicas do universo de Almodóvar; por mais que Julieta tenha personagens femininas interessantes, interpretadas por algumas das atrizes favoritas do diretor espanhol, como Rossy de Palma; a verdade é que esta é uma obra diferente dentro da filmografia de Pedro Almodóvar; por se tratar de uma obra mais intimista; por nos mostrar que, por trás de cada escolha, existe sempre uma consequência; e, principalmente, por se tratar de uma mulher que entende que, somente ao enfrentá-los, ela vai conseguir se livrar de todos os demônios que ela guarda dentro de si mesmo.
Elvira A.
Elvira A.

936 seguidores 266 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de junho de 2017
A que ponto o sentimento de culpa pode arruinar uma vida? Esta é uma das questões levantadas no sensível filme Julieta. A personagem carrega, desde a juventude até a meia-idade, intensos remorsos sobre acontecimentos pelos quais, na verdade, não foi a responsável. Todo esse sofrimento é narrado numa espécie de flashback, por meio do diário por ela escrito: dois encontros importantes num trem, um trágico acontecimento familiar, o afastamento da filha Antia (que,pelo visto, herdou da mãe esse peso sobre as costas). Felizmente, Julieta acaba encontrando momentos de paz, alegria e esperança, ao lado de Lorenzo, em um final que se prenuncia feliz. O diretor Pedro Almodóvar não carrega nas tintas, ao contrário, os sentimentos são mostrados de maneira suave e delicada. Ótimas atuações do elenco e belas paisagens espanholas.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 8 de dezembro de 2016
A impressão que fica,é que,em nenhum momento estamos assistindo um filme de Pedro Almodóvar.É um filme diferente de tudo aquilo que ele já dirigiu.

"Julieta'' ganha força na narrativa da personagem principal,e assim,entramos de cabeça em fatos importantes de sua vida.Momentos divertidos,tristes e emocionantes,serão mostrados sem nenhuma pressa aqui.
Belíssimo filme.
Renan S.
Renan S.

112 seguidores 124 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 6 de julho de 2016
Julieta marca o retorno de Pedro Almodóvar a temas semelhantes que alçaram sua carreira ao sucesso. No entanto, o resultado final ainda não é o que se espera e se sabe que o diretor pode entregar. Por mais que conte uma bela história, muitas vezes Julieta apresenta um tom melodramático que o prejudica como filme, impedindo até mesmo que as atrizes principais alcancem todo o potencial de suas atuações. Além disso, apesar de exibir estética, a partir do design de produção e figurino, que conte uma história a parte, Julieta não fica tão distante do padrão comum de cinema, sem exibir inventividade alguma. É quando há ausência de uma decisão para fazer o todo funcionar como devia. A crítica na íntegra:
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