O documentário Yorimatã (2014), dirigido por Rafael Saar, oferece uma visão íntima e cativante sobre a trajetória de Luhli e Lucina, duas figuras pioneiras e pouco convencionais da música brasileira. O filme mistura registros históricos, como imagens em VHS captadas pelo fotógrafo Luiz Fernando Borges da Fonseca, com depoimentos atuais de grandes nomes da música brasileira, incluindo Ney Matogrosso, Gilberto Gil e Zélia Duncan. Além de celebrar a produção musical rica e inventiva da dupla, o documentário também explora sua vida comunitária e estilo de vida alternativo durante o movimento hippie dos anos 1970.
Uma das forças do filme está em sua abordagem emocional e nostálgica, que reconstrói a utopia vivida pelas artistas em sua busca por liberdade criativa e pessoal. Por outro lado, alguns críticos apontam que a narrativa poderia ser mais objetiva em certos momentos para facilitar o entendimento de espectadores menos familiarizados com a trajetória das artistas. Ainda assim, Yorimatã é amplamente elogiado por resgatar uma história cultural rica e inspiradora que esteve, por muito tempo, fora dos holofotes.
Premiado no Festival In-Edit Brasil, o documentário é um tributo à música, ao amor e à coragem de viver de maneira autêntica, destacando a importância de Luhli e Lucina para a MPB e para o universo musical independente do Brasil.