Colossal
Média
2,9
129 notas

17 Críticas do usuário

5
2 críticas
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1 crítica
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JR Costa
JR Costa

13 seguidores 62 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 26 de junho de 2017
Colossal é um daqueles filmes digamos... diferentes e que não agrada a todos. Mas, a experiência de assisti-lo é mais rica quando se sabe o quanto menos sobre o mesmo. Nesta resenha não há spoilers específicos, mas ainda assim é recomendável não ler antes de ver o filme.

Nacho Vigalondo é o diretor-roteirista espanhol responsável por produções independentes como Crimes Temporais, que tem lugar cativo no concorridíssimo panteão dos filmes de viagem no tempo, e Extraterrestre, filme de 2011 que traz uma nova e intimista abordagem sobre invasão alienígena. Talvez por restrições orçamentárias, mas com extremo benefício para suas escolhas narrativas, estes temas grandiosos foram retratados com um escopo mais contido. Já com Colossal, seu segundo longa em língua inglesa, o cineasta mantém a tradição de dar uma nova roupagem a um gênero maior, podendo se aventurar mais com o aumento do escopo, mas sem perder o toque dramático e a meticulosidade no desenvolvimento dos personagens.

Anne Hathaway exercita seu talento ao viver Gloria, uma mulher com uma sucessão de fracassos e problemas, que precisa voltar para sua cidadezinha natal. Lá ela descobre um “poder”: ao entrar num local determinado em um horário específico, sua presença faz surgir um monstro gigantesco em Seul, Coréia do Sul, que repete seus movimentos em tempo real, naturalmente com consequências catastróficas.

Assim como a corrida nuclear, a ameaça química, a tensão comunista, os questionamentos éticos no avanço da genética e a degradação ambiental foram responsáveis (ou as metáforas) para a criação dos monstros cinematográficos em variadas épocas, aqui Vigalondo usa fantasmas bem atuais para a criação de seu(s) monstro(s): o ser humano e suas atitudes individualistas, a inveja, o bullying, a falta de empatia ou até mesmo a total indiferença para com o outro. O próprio ser humano é o responsável pela criação de um monstro em si ou no seu próximo. O ser humano intoxica seu próprio corpo, prejudica sua própria mente e contamina os que estão ao seu redor, sem se importar, sem se preocupar e, muitas vezes, sem sequer notar.

Outra nuance de destaque é como que Colossal também é uma grande manifestação, na sua forma peculiar, de outra temática em voga: o empoderamento feminino. Gloria é uma protagonista alcoólatra e cheia de falhas. Não é, portanto, um exemplo a se seguir, muito menos uma heroína. É possível que seja produto do meio, mas o roteiro se concentra em indicar, diretamente ou com sutilezas, como que todos os personagens masculinos principais à sua volta são tóxicos e prejudiciais à ela. O namorado falha miseravelmente em dar o apoio necessário e correto para a situação, o jovem com quem tem um caso nunca se prontifica a defendê-la, mesmo tendo plenas condições físicas para tal, e o amigo de infância, Oscar, bom... além do óbvio, seria um perfeito estudo de caso para professores de psicologia usarem em suas aulas sobre pessoas dominadoras e relacionamentos abusivos.

Com boas sacadas que acabam bem amarradas ao longo da projeção e deixam o espectador sempre às cegas com os rumos que a história vai tomar, Colossal funciona bem também como filme de gênero (e muito pouco como comédia, embora boa parte do material de marketing insista nisso). Não que esteja isenta de furos - há pontos básicos para implicar, como o fato de não parecer nada plausível que as autoridades sul-coreanas não evacuem e isolem a área da cidade em que o monstro sempre aparece. Mas, a preocupação do longa nunca foi mesmo com o desenvolvimento da mitologia, nem com a explicação da ‘lógica’ criada.

Colossal é um filme de monstro às avessas. Menos foco na destruição, mais espaço pros dramas pessoais. Mais implícito na ação, mais explícito nas metáforas.

padecin.com
Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de junho de 2017
Totalmente fora da caixinha, se fosse melhor explorada poderia ter sido bem melhor.

para a critica completa: parsageeks.blogspot.com.br
Tokufriends e NewZect Tokusatsu
Tokufriends e NewZect Tokusatsu

2 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 10 de julho de 2022
Bem, após vários anos acabei de assistir Colossal para tentar entender por que este filme foi um fracasso de bilheteria tendo tantos elogios em alguns segmentos da crítica.

Anna é uma atriz estupenda e ajuda o filme a se salvar.

Porém o diretor usou... uma meia volta no universo para contar algo importante e psicologicamente atterrorizador. Isso acabou ficando esquisito e maçante ao longo do tempo, ainda que o final tenha sido igualmente interessante e decepcionante.

O filme pode ser chamado de interessante, diferente, com efeitos bem feitos. Mas COM CERTEZA não tem nada hilário como li por aí. Não há nada para se dar risada, pois o filme mais se assemelha a um drama com ficção científica, completamente original mas ao mesmo tempo estranho.

O filme também não honra as séries Tokusatsu como se esperaria, e eu poderia encerrar dizendo que um outro diretor quem sabe poderia ter pego esta história e feito algo muito melhor. Deu pra assistir até o fim? Deu... mas a cereja do bolo na última atitude dela no filme é triste.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 883 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 23 de janeiro de 2026
Colossal é um filme de drama/ficção científica que contou com a direção e roteiro de Nacho Vigalondo. Na trama, acompanhamos Gloria (Anne Hathaway) que percebe que está ligada à uma criatura gigantesca que surge destruindo a cidade de Seul. Logo, Gloria percebe que as suas atitudes ou falta delas podem comprometer o destino de várias pessoas e talvez do mundo todo. Por de simbolismos e da metáfora do monstro que sai destruindo a cidade da Coreia, Vigalondo procura fazer do seu longa um filme fora da curva. Quem procura ver o filme e esperar um King Kong ou Godzilla vai sair decepcionado, pois a ideia central está em como nossas atitudes narcísicas podem afetar o outro. A principio vemos que Gloria é a personagem narcísica diante de um fim de relacionamento, alcolotra e sem nenhuma responsabilidade. Ao se enxergar como monstro, percebe que deve mudar, assume a sua responsabilidade e procura ser uma pessoa melhor. Por outro lado, o seu antigo amigo de escola Oscar (Jason Sudeikis) é quem se torna o narcisista. O filme toca na questão da independência feminina ao vemos personagens homens tão problemáticos enquanto a isso, a ponto de ficarmos empáticos pela protagonista. Por falar nisso Hathaway está muito boa em seu papel. O ponto mais baixo do filme é de abordar isso com superficialidade. Vigalondo se apoiou em bons simbolismo para desenvolver um tema muito bom, mas sua narrativa foi ficando esvaziada ao longo do filme.
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