Que Horas Ela Volta?
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Kamila A.
Kamila A.

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5,0
Enviada em 2 de setembro de 2015
Meus pais, quando se casaram, ainda jovens, tiveram que deixar para trás a sua cidade (Campina Grande-PB), para firmar residência em Natal-RN, onde eles poderiam ter mais oportunidades nas suas recém-iniciadas trajetórias profissionais. Na viagem, foram acompanhados por Nina, empregada doméstica da família, também paraibana, analfabeta, e que, ao decidir seguir meus pais, deixou também para trás a sua família (mãe, irmãos, um filho). Em Natal, meus pais constituíram família, tiveram três filhas, as quais foram cuidadas e criadas com muito amor e carinho por Nina. Minha mãe, que era bancária e tinha uma rotina de trabalho muito atribulada, não conseguia, muitas vezes, acompanhar tarefas escolares, preparar a farda do colégio, brincar com a gente, conversar... Nina é parte de nossa família. Mas, ao mesmo tempo, Nina sabia que existia um limite que ela nunca deveria ultrapassar.

A história que contei rapidamente aqui é a de Nina. Mas a trajetória dela e a de muitas outras empregadas domésticas anônimas foi retratada de uma maneira emocionante e singela pela diretora e roteirista Anna Muylaert no filme “Que Horas Ela Volta?”. Na estrutura narrativa do filme, é importante ressaltar o paralelismo que existe entre as figuras das mães do filme. Bárbara (Karine Teles), uma profissional de sucesso, que fez da profissão a sua prioridade e que não consegue se aproximar do filho Fabinho (Michel Joelsas); não é muito diferente de Val (Regina Casé), que deixou o Estado de Pernambuco para se mudar para São Paulo, com o objetivo de poder proporcionar melhores condições de vida para sua filha Jéssica (Camila Márdila), o que, obviamente, acabou fazendo com que ela se distanciasse da menina.

Val, assim como Nina, morava integralmente na casa de seus patrões. Por estar sempre ali, presente, acabou se transformando na referência de Fabinho. Por estar sempre ali, presente, provavelmente Val acabou transferindo todo o amor que daria para Jéssica para o filho de seus patrões. Inconscientemente, talvez, mas por amor à sua filha, para se manter fiel ao propósito que a levou à São Paulo, Val aguentava todo e qualquer sacrifício (o quarto minúsculo, apertado, quente, a rotina puxada de trabalho).

Nesse sentido, “Que Horas Ela Volta?” é um filme sobre a mudança cultural e social vista no nosso país em anos recentes. Val é o produto de um Brasil patriarcal, dominado por relações injustas de trabalho, por papeis sociais pré-determinados, por diferenças exacerbadas entre as classes sociais. Isso fica nitidamente explícito quando, treze anos após deixar Pernambuco, Val recebe a notícia de que Jéssica quer vir à São Paulo, assim como ela, em busca de melhores oportunidades, da chance de poder prestar vestibular em uma boa universidade.

Aí está a principal e notável diferença. Se, no Brasil patriarcal, a mudança vinha por meio do esforço físico, do trabalho duro e dedicado; hoje, o motor principal para a transformação social vem da educação, da instrução, das oportunidades iguais de acesso ao ensino. Jéssica revoluciona, não só o mundo da sua mãe, como também o mundo hipócrita dos patrões dela. Para Jéssica, que teve a sua mente expandida por meio do contato com professores que incutiram nela a necessidade da reflexão do mundo que se encontra à nossa volta, todos somos iguais e somos donos dos nossos próprios destinos.

Entender as nuances desse conflito é compreender a beleza que existe por trás de “Que Horas Ela Volta?”. O longa é um tributo aos avanços sociais vistos nos últimos anos, mas, além disso, é uma homenagem às Val e às Nina desse nosso país que, com seus sacrifícios, abriram as portas para que as Jéssicas do Brasil pudessem ter as oportunidades que têm hoje em dia. O que chama a atenção no trabalho de Anna Muylaert, nesse filme, além de trazer dignidade a essas personagens (que saem do mundo de invisibilidade para o de visibilidade), é que a diretora faz um retrato cultural e social muito particular do nosso país, de uma maneira universal – o que explica o grande sucesso que a obra tem obtido no mundo inteiro.
Felipi V.
Felipi V.

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5,0
Enviada em 24 de agosto de 2015
“Que Horas Ela Volta?” (2015) vem impressionando com sua repercussão internacional de forma a empolgar todos que torcem para que um dia algum de nossos longas-metragens seja reconhecido com um Oscar de Melhor Filme Estrangeiro ou até de Melhor Atriz. Prova disso é que foi mencionado, como forte candidato ao prêmio da academia norte-americana, pelo blog Indiewire, um dos mais conceituados veículos independentes sobre cinema dos Estados Unidos. Desde “Central do Brasil” (1998) que nosso cinema não tinha um candidato tão forte e unânime entre a crítica internacional, recebendo aplausos a cada exibição. Tanto que Regina Casé e Camila Márdila ganharam o Prêmio Especial do Júri na categoria de Interpretação de Cinema Mundial no Festival de Sundance e o Prêmio de Melhor Filme para o público no Festival de Berlim, ambos em 2015.
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Anna Muylaert demonstra toda sua experiência adquirida com trabalhos anteriores, que já impressionavam por sua qualidade e diversidade de gêneros. Em “Durval Discos” (2002) apresentou uma narrativa cômica e nostálgica, com os cativantes Ary França e Etty Fraser nos papéis principais e com uma trilha sonora marcante. Com “É Proibido Fumar” (2009) se arriscou satisfatoriamente no suspense, um tipo de narrativa pouco explorado na cinematografia nacional, extraindo ótimas atuações de Glória Pires e Paulo Miklos. “Chamada à Cobrar” (2012) foi um thriller, que apesar de soar caricato em alguns momentos, não deixa de ser inovador e corajoso se destacando por sua narrativa pouco comum no cinema brasileiro e que já abordava um conflito de classes, mesmo que de maneira específica.
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Ela tem ainda no currículo filmes para TV, como “E Além de Tudo Me Deixou Mudo o Violão” (2013/TVE) e o seriado “Preamar” (2012/HBO). Além disso já era conhecida como roteirista de obras audiovisuais que atestam sua qualidade como contadora de histórias. Geralmente em parceria com o diretor Cao Hamburger, começou nos anos noventa com o saudoso “Castelo Rá-tim-bum” (1999), passando por longas-metragens como “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” (2006), “Xingu” (2012) e “Irmã Dulce” (2013).
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‘Que Horas Ela Volta?’ é uma produção tecnicamente impecável, que explora temas historicamente relevantes para a sociedade brasileira, representados de forma sintonizada com nosso tempo. O pós-eleições de 2014 e as discussões e embates entre as classes sociais estão presentes de forma didática e realista, remetendo as mais diversas camadas da sociedade. Temos a empregada retirante que convive em uma simbiose artificial com os patrões da classe média alta, mas deixando claro as diferenças de cotidiano. Uma relação que só desperta conflito, devido a evolução geracional presente na mudança de pensamento que a personagem da filha dela encarna. Posicionamento esse que só se tornou possível com a recente possibilidade de acesso das classes mais pobres a uma educação básica e superior.
Seu ponto mais forte está na construção da interpretação da personagem Val (Regina Casé), que consegue se expressar tanto de maneira contida, quanto engraçada, nunca parecendo exagerada e nos fazendo relembrar de trabalhos anteriores como o excelente “Eu Tu Eles” (2000). Qualquer um que já tenha convivido com as incontáveis domésticas do nosso país, vai reconhecer a verdade dos seus trejeitos e diálogos. Principalmente nos momentos em que contracena com a filha Jéssica (Camila Márdila), ambas conseguem transmitir verdade na relação mãe e filha presente em todas as famílias.
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E quando as duas se juntam à patroa Barbara (Karine Teles) - atriz premiada por “Riscado” (2010) – são os momentos em que o filme atinge seu ápice como instrumento de reflexão. As cenas que envolvem as “brigas sociais domésticas” deixam o espectador desconfortável, logo após os recompensando com inteligentes alívios cômicos, de forma que que o público não consiga se sentir indiferente ao que vê, efeito que só obras de excelência narrativa conseguem obter. E quando entramos no quarto em que a empregada dorme é que fica evidente que ainda temos diferenças na forma superior e inferior que cada pessoa é tratada em nossa sociedade. A doméstica que é considerada como “quase da família”, não senta na mesma mesa para as refeições com a família e nunca desfrutou da piscina da casa ou do quarto de hóspedes onde ficaria mais humanamente acomodada.
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O conceito social eternizado por Gilberto Freyre, “Casa Grande e Senzala”, ainda não foi totalmente posto em desuso em nossas cidades. Ainda restam fronteiras sociais, étnicas e financeiras, de forma muito evidente, dentro dos nossos lares. Muitas casas ainda mantém o “quartinho da empregada nos fundos”, quase como uma senzala moderna e em muitos casos com jornadas de trabalho análogos ao de escravos. E essa não é uma prática contemporânea, que ainda não tivemos tempo de modificar, vide “O Primo Basílio” lá no longínquo ano de 1878, mas parece que ainda restam rastros do comportamento da família burguesa urbana do século XIX. Barreiras que só são quebradas nos momentos em que o filho dos empregadores troca o conforto de seu quarto, pelos carinhos maternos da empregada que o criou e o trata com mais compreensão.
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Essa temática já havia sido abordada em longas anteriores, como em “Domésticas: O Filme” (2001), de Fernando Meireles, no documentário “Doméstica” (2012), nas adaptações de ‘O Primo Basílio’ (1988 e 2007) e até mesmo em outro excelente destaque de 2015 “Casa Grande”. Até em produções estrangeiras, como “La Nana / A Criada” (2009/Chile) e “The Help / Histórias Cruzadas” (2011/EUA). Mas, sem sombra de dúvidas ‘Que Horas Ela Volta? ’ é mais efetivo em comunicar seu discurso e provavelmente vai conseguir unir a profundidade do roteiro, com um sucesso de público que só as repetitivas comédias nacionais têm obtido nos últimos anos. Entretanto, nele o humor é só um recurso a mais, dentre todos que a obra oferece, por isso tem sido reconhecido fora do Brasil e com certeza vai deixar sua marca na história como um dos melhores de 2015 e das últimas décadas do cinema brasileiro.
Sandra Gracieti
Sandra Gracieti

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de setembro de 2015
O filme é tocante, na Val reconheci a simplicidade, os trejeitos e a naturalidade da pessoa q presta serviço de diarista em minha casa, lembrou-me também minha mãe quando exercia esta função.
A Jéssica remeteu-me a minha adolescência e os questionamentos q fazia sobre o tratamento dado a minha mãe pelos patrões dela e cada um deles contribuiu pra q eu quisesse estudar, trabalhar e tirá-la daquela "vida" assim como aconteceu no filme.
Gostei muito do q vi, a carência afetiva daquele menino suprida pela empregada, a arrogância e a falta de noção da patroa pra tratar com as situações, dando importância ao q não tinha e deixando de dar ao q realmente importava, o marido infeliz, deprimido buscando a alternativa errada como tábua de salvação, enfim, vários temas tão atuais em nossa sociedade q estão gritando nos nossos ouvidos todos os dias mas q preferimos ignorá-los e fingir q está tudo bem.
Daqui um tempo vou assisti-lo novamente, pra não esquecer o passado e acordar para o futuro caso esteja dormindo.
Vilmar O.
Vilmar O.

2.033 seguidores 357 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de janeiro de 2016
Filmaço 100% família, o qual demonstra um relação distante, digamos até que meio omissa de pai e filho, mãe e filho, além de mãe e filha. Outras pessoas fazendo o papel de pai e mãe, porém com os pais ainda vivos, mas as coisas funcionando, mesmo que possa ser visto como distorcido para alguns.

Além de tudo vemos uma forte relação de empregado e patrão, com uma espécie de devoção, algo muito mais difícil hoje em dia, pois vivemos numa sociedade do descolamento, ninguém mais se apega a nada, tudo é efêmero, o presente praticamente não existe mais, ninguém se importa, só olha-se para o passado e pensa-se no futuro.

Confiram esta obra-prima do cinema nacional que deveria estar entre as finalistas do Oscar 2016. Injustiça. :(
Gabriela Santos
Gabriela Santos

23 seguidores 446 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de novembro de 2024
A produção é uma grata adição à dramaturgia brasileira. O filme possui um roteiro bem feito, boas atuações e um enredo cativante, que emociona e transmite uma sensação de proximidade com as protagonistas.
Leandro A.
Leandro A.

21 seguidores 65 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de setembro de 2015
Eu assistir o filme, para mim e um dos melhores filmes. Engraçado na hora certa , piada excelentes e não forçadas drama de congela a pele na medida certa ,até mesmo uma simple despedida de um garoto com a Val é uma coisa tocante , o melhor e que mostra a realidade do brasil a desigualdade social, temos a chata uma mulher que humilha os pobres que está excelente no papel ,que nos passar a expressão correta ,o filho que foi sempre criado pela empregada e não gosta da mãe um bom ator ,o marido apaixonado pela filha da empregada ,ator mais ou menos a Val por algum segundo me perguntei regina você é uma otíma atriz porquê esquenta meu deus .regina casé impercável não mudo nada , eu quero essa empregada! ,dá um show de comédia ,drama ,papel,emoção a cena da piscina perfeita ,uma das melhores cenas do cinema e a filha da Val gostei muito dela perfeita ,dá toque de emoção ,uma atriz comum futuro pela frente adorei e linda.Só o final que não gostei muito não é pela historía mas,sim como termina ,mas não tira o brilho e o glamour desse filme , merece o oscar #oscarbrasil regina casé melhor atriz e não faça o esquenta porfavor .
AndréIsaque
AndréIsaque

17 seguidores 62 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de março de 2016
EXCELENTE !!! A história é comovente e mexe com toda a sociedade. Esse filme é uma OBRA PRIMA DO CINEMA BRASILEIRO, que precisa de mais filmes assim e menos comedia, sentimos como a vida de Val e sua filha são descriminadas e como todos nós contribuímos para toda essa situação
Luiz Cappellano
Luiz Cappellano

62 seguidores 103 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de março de 2016
O Brasil sendo o Brasil! Nosso país poderia ser resumido na frase que Giuseppe Tomasi di Lampedusa coloca na boca do príncipe de Falconeri em seu romance O Leopardo (1956): "Algo deve mudar para que tudo continue como está." No Sudeste do país aos escravos negros sucederam-se os imigrantes (principalmente italianos) e, a estes, as empregadas domésticas nordestinas. Se pensarmos em gravuras de Debret ou fotografias do século XIX, veremos as "mães negras", que deixavam de amamentar e criar os próprios filhos para se dedicarem à criação dos filhos das "sinhás" a quem serviam. "Val" é o equivalente contemporâneo da "mãe negra", que reside num pequeno quartinho (equivalente à Senzala) nos fundos da casa da sua "sinhá", dona Bárbara. Fabinho, desde a primeira cena, é acompanhado, mimado e educado por "Val" e, desta maneira, é com ela que desenvolve laços e vínculos afetivos. A mãe é absolutamente ausente, a própria imagem da "grande dama" paulistana, bem sucedida no trabalho e mal sucedida como esposa e mãe. Quando surge Jéssica, a filha de "Val", bem preparada e politizada, pretendendo disputar vaga na Universidade e que se faz hospedar não no quartinho de sua mãe mas no quarto de hóspedes, as relações são subvertidas dentro da casa e tanto o patrão quanto seu filho tentam reproduzir com a moça as relações imbrincadas de submissão social e sexual - inclusive mediante presentes e favores - a que estavam expostas tradicionalmente as jovens escravizadas.Uma outra reprodução está em curso: Jéssica, a exemplo do que fizera "Val" com ela própria, também deixou um filho em Pernambuco. O ciclo só irá se quebrar quando primeiro a filha e depois a mãe deixarem a mansão senhorial e forem buscar uma vida mais real e mais livre na periferia e "Val" reivindicar que Jéssica traga seu neto para que ela o crie. Uma única ressalva seria que, como bem colocou a revista Carta Capital, no artigo O retrato incompleto de "Que Horas Ela Volta?" (por Matheus Pichonelli — publicado 17/10/2015 14h13) "O filme acerta ao provocar desconfortos, mas perde força quando se apoia em estereótipos e reduz as assimetrias ricos e pobres a uma questão de mérito". Finalizamos da mesma maneira que iniciamos, ou seja, afirmando que o filme mostra o Brasil sendo o Brasil! Recomendo que todos assistam.
Celso M.
Celso M.

346 seguidores 178 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de dezembro de 2015
Aplausos! Aplausos! Aplausos!
O filme é realista ao extremo. Tece o paralelo entre um ponto e outro, sendo um o lado servil e o outro o lado de ser servido. Regina Casé com sua personagem " Val", eletriza em suas atuações tão realistas que chega a espantar. Um primor de capacidade e concentração. Uma atriz simplesmente adorável! O filme é delicioso e flui como o dia a dia comum de nós mesmos, com todos os elementos da vida. Infelizmente ficou de fora do Oscar 2016, mas Regina ganhou como melhor atriz no festival de Sundance e pode sim também ser indicada ao Oscar 2016. Não perca por nada. O filme enobrece e merece sempre aplausos. Regina Casé em sua realidade é pobre como apresentadora e nobre perfeita como atriz. Confira!
Geovanne R
Geovanne R

81 seguidores 113 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de setembro de 2015
Sem dúvida um dos melhores filmes que já vi, e de uma perfeição sem igual, bastante tenso e sem deixar de ser engraçado,
Que horas ela volta? E surreal retrata com exata perfeição a desigualdade social, com certeza muitas pessoas vão se identificar com essa história. Com cenas realmente belas, com perfeitas atuações, todos os personagens são bem complexos, mais tudo fui com muita naturalidade.
O único ponto mesmo que não gostei foi o fato da Val pedir demissão, era só entrar num acordo, de todos os dias dormir em casa ou coisa assim.
E também em nenhum momento a história deixa clara o desejo da Val sair, se tivesse apresentado um sonho dela bem no começo talvez aí sim justificaria sua saída.
Mais enfim que horas ela volta? E magnífico primoroso lúdico realmente muito bom!
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