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Marco G.
540 seguidores
244 críticas
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4,0
Enviada em 4 de abril de 2016
A cinematografia de Paolo Sorrentino consegue consegue em poucas cenas ter grandiosidade. Com elenco espetacular nos alpes suiços a musica è outro ponto fortíssimo deste filme. O melhor do cinema italiano atual.
Totalmente filmado em um lindo hotel luxuoso em um lugar magnífico nos Alpes suíços, o filme traz uma discussão bem humorada e recheada de closes e cenas estranhas, às vezes psicodélicas, todas com nus artísticos de excelente ângulo, aproximação e fotografia, para discutir o legado de cada pessoa nessa passagem curta pela vida. O filme possui um elenco composto por dois atores septuagenários e alguns jovens de primeira qualidade e todos consagrados. Os jovens se perguntam a todo instante qual a melhor maneira, ou o que fazer, para conduzir sua existência ao presenciar nos velhos o espelho de suas próprias decisões e, por óbvio, desilusões. O dilema que perpassa as histórias de cada um dos hóspedes se resume no tradicional viver as emoções ou buscar resultados, a conclusão é que todos devem se pautar por uma rotina diária de fazer o bem, altruísta, isso o que importa. O Diretor que venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro por A grande Beleza em 2013, não economiza em cenas com as lindas paisagens de montanha, com muita neve sempre, e, o melhor, lindas mulheres em trajes sumários. Direção e elenco profissionais. Vale muito a pena assistir.
A juventude é um drama/musical italiano que contou com a direção e roteiro de Paolo Sorrentino. O filme recebeu 1 indicação ao Oscar de 2016: melhor canção. Na trama, acompanhamos Fred Ballinger (Michel Caine) um maestro aposentado que está aproveitando as suas férias/aposentadoria hospedado em um hotel de luxo na Suíça junto com a sua filha Lena (Rachel Weisz) e o seu melhor amigo Mick (Harvey Keitel). Enquanto Mick que é um roteirista busca terminar de escrever o seu último filme, Ballinger em um tédio profundo, recebe um convite da rainha Elizabeth II para se apresentar no aniversário do Príncipe Philip. A proposta de Sorrentino é bastante prática e filosófica ao contemplar a questão da terceira idade e o existencialismo contido nela. Com um tema essencial, mas esquecido no cinema, o diretor busca ampliar sua visão com diálogos profundo e longos principalmente entre os 3 principais atores no filme (elenco de peso por sinal). O contraponto entre a juventude e a velhice é mostrado em algumas cenas. A narrativa busca um espalho também em seus personagens secundários que são todos bem aproveitados dentro da trama e outros que servem de alivio cômico como o caso do Maradona. O filme talvez tenha se perdido um pouco no final do seu segundo ato quando se afasta do protagonismo de Ballinger e foca mais em Mick (embora isso aconteça por uma razão que é logo explicado na abertura do terceiro ato). No geral, é um filme que não tem medo de sua narrativa.
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