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Kawan Nascimento
1 crítica
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5,0
Enviada em 27 de fevereiro de 2021
Não tenho palavras para *descrever* o que acabei de assistir, *esqueça* tudo o que você já viu sobre duplos *sentidos*. No mercado cinematográfico, estamos vivendo uma era de manipulação por parte das grandes empresas que fazem questão de superistimar filmes detalhados como Hereditário e *Midsommar*, ou usar o bom e velho efeito especial como em Invocação do Mal e todos os filmes do seu universo. Eu não saberia sobre esse filme que estou prestes a criticar *de forma bem amadora* se eu não fosse um jovem apaixonado, não só por filmes, mas por todo o conjunto que forma essa ferramenta de sonhos que é o cinema! Babadook é real, ele não precisa de convite como dito no filme, creio que nenhuma *longa-metragem* lançado nos próximos anos se compara *à essa* magnífica junção de fotografia, edição e atuação! Babadook é ágil na trama, te faz arrepiar a cada suspense, a cada ato de que aquilo realmente está ali, não só na ficção, mas também nos deixa nítido a apologia *à* traumas que trazem transtornos a nossa rotina, desde um simples ato de conversar com diversas personalidades como na hora de ir dormir, Babadook é simples sem muitas aparições e é isso que assusta, ele depende totalmente da formação acadêmica dos atores que estão todos sensacionais em destaque óbvio os protagonistas! Assista sozinho, tire suas conclusões e compare um verdadeiro terror psicológico com uma trilha sonora confortável e efeitos sonoros educados, e veja a diferença entre Babadook e qualquer outra coisa que *estourou* no cinema por puro jogo de manipulação em massa.
Há certas coisas que são difíceis de deixar para trás,certos traumas que parecem aumentar cada vez mais,The Babadook da diretora australiana Jennifer Kent usa um monstro para representar esses traumas.
É um filme que é bastante voltado para o drama,um drama carregado em que acompanhamos o difícil dia a dia de mãe e filho que são atormentados por forças distintas,a mãe do garoto vive em uma depressão sem fim devido a morte do seu esposo no dia do nascimento do filho,o garoto por sua vez é atormentado por um monstro:Mr. Babadook que o assombra todas as noites.
O mais importante aqui é como a diretora aborda temas sérios como a depressão pós parto e o luto.É muito bem abordado,ao acompanharmos a convivência entre mãe e filho e chega a ser agonizante ver o quão abalada está à Amelia,a sensação de solidão,e a falta que ela sente do marido,de alguém que compartilhe momentos não só íntimos quanto de convivência é substancialmente muito forte.
Seu filho Samuel é apenas um garotinho que quer atenção,ele quer amor por parte de sua mãe que está distante dele e ao mesmo tempo sente a falta de uma figura paterna que possa suprimir esse desejo,seu comportamento no entanto é julgado pelos outros que não o compreendem.Esse clima dramático é bastante no funcional,porém o seu horror psicológico possui falhas.
Se a diretora aposta na figura do Babadook para alcançar um horror através de uma espécie de Bicho Papão,ela acaba por mesclar de forma um pouco inconsistente o psicológico e o visual.Tem uma certa dose de CGI que ao meu ver não é tão necessária que acaba por culminar em um terceiro ato com uma espécie de Possessão demoníaca e exageros de entidades malignas.
De qualquer forma The Babadook é dramaticamente falando,muito forte,a Jennifer Kent trata importantes temas como depressão e uma figura materna posto á prova.O Horror psicológico é bem construído por partes quando não aposta em alguns exageros.Mas ainda assim,é uma boa forma de mostrar que certos "monstros" podem até não nos deixar,mas mesmo assim podemos dominá-lo.
Um filme bastante metafórico, não é simplesmente um filme de monstro piu assombração convencional, diz muito sem entregar diretamente, as atuações e fotografia são ok, o terceiro ato me incomodou um pouco, principalmente quando o garoto de 6 anos encarna o Macauley em "esqueceram de mim" e toma conta da situação de um jeito nada crível, fora isso é um filme que vale sim a pena.
Babadook é um filme atmosférico e que gosta de trabalhar com a sugestão até certo ponto. As escolhas técnicas, tanto em som, quanto em imagem saem um pouco da curva dos filmes de terror e ajudam a criar o clima de mistério.
Pena que no ato final a diretora se permite reproduzir vários clichês de gênero e entrega um clímax muito aquém do que era esperado com tudo o que foi desenvolvido até ali.
Não fosse essa escolha pelo óbvio e a falta de força em sua conclusão, poderia se tornar um dos grandes filmes de terror da década, dado que o roteiro é muito eficiente em criar a alegoria da depressão e perda e como lidar com esse sentimento.
Filme muito bom! É um dos primeiros q vejo q não precisa de padre, exorcista, ou alguem religioso. Está longe de ser um filme igual invocação do mal, Anabelle e afins, mas tem td q um filme d terror precisa ter! Terrrrooooorrrrrr!!!
Excelente filme de terror psicológico. Foge totalmente às "regras" do terror: sem assassino, sem mortes, sem sangue.spoiler: E o monstro nada mais é do que uma metáfora para a depressão. Vale a pena conferir.
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