Meu Rei
Média
3,8
44 notas

5 Críticas do usuário

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Hugo D.
Hugo D.

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3,5
Enviada em 19 de junho de 2016
Um dama pesado e muito bom. Emmanuelle Bercot, em atuação magnífica, vive Tony, uma mulher que após um acidente vai se recuperar numa espécie de estação de tratamento de fisioterapia e começa a rememorar seu casamento desastroso com Giorgio (Vincent Cassel) muito bem no papel. O realismo passado pelos atores te deixa um pouco angustiado e com raiva das situações, mas é exatamente esse realismo que torna o filme muito bom. Ainda existe a participação de Louis Garrel, num bom papel coadjuvante.
Marco G.
Marco G.

539 seguidores 244 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de outubro de 2016
Filme francês grandioso que trata da relação de um casal. Os protagonistas com atuações geniais e merecidas todas indicações de prêmios. Corram.
Bruno Campos
Bruno Campos

629 seguidores 262 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 16 de novembro de 2016
Ótimo. Mais uma excelente atuação de Vincent Cassel ("Irreversível", "O Apartamento"), aqui como um sedutor cafajeste contracenando com uma mulher apaixonada "cegamente". A relação leva a mulher à exaustão emocional. A diretora Maïwenn (do excelente "Polissia") foi extremamente competente ao descrever a lógica emocional de cada personagem.
Carol
Carol

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de setembro de 2016
Uma história cheia de exageros sim, desde as brigas em vários lugares do casal até ao amor deles que parecia destruí-los e nunca acabar, mas na minha opinião não foi de forma nenhuma cansativo ou exagerado no drama ou na duração. Eu gostei e achei muito realista, os protagonistas são muito naturais na tela, da pra acreditar na relação, no amor, o início, meio e fim, porque tudo segue esse processo.
Gabrielagraciec
Gabrielagraciec

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de julho de 2025
CONTÉM SPOILER
O filme é um soco no estômago,
Eu diria até cruel e brutal. O eterno dilema entre: querer amar e não querer sofrer.
A busca por uma paixão que te tire da solidão, e então encontrar-se totalmente só, no escuro.
Georgio captura a atenção de Tony desde o início. Tudo flui com muita facilidade, em uma entrega total, quase como sonho, como almas destinadas. No ápice da paixão ele pede a ela um filho, algo que nunca quis com outra mulher. A gravidez representa o momento mais entregue e vulnerável da mulher. É justo nesse momento que pequenas incongruências começam a aparecer. Sinais sutis, a preocupação de Georgio com a ex namorada. E vai escalando para atos de desrespeito confusos na cabeça da protagonista, como se os hormônios da gravidez estivessem a enlouquecendo. Agora ela luta pela família idealizada. Ela já deu a ele praticamente tudo, por que não suportar mais um pouco? Chegando ao cúmulo de pega-lo na cama com outra mulher, com o filho pequeno nos braços. Tony não luta somente pela família, pelo sonho do casal feliz, ela luta pelo Georgio que a conquistou, um Georgio que nunca existiu.
Uma paixão completamente destrutiva, mas qual o momento de parar de lutar por amor, se ainda se ama? Como se a única real razão para abandonar o amor, fosse simplesmente o deixar de amar. Tony tem a sensação de lutar sozinha, e ela passa mensagem a quem assiste.
A personagem toca a alma de mulheres que vivem o luto da quebra do amor idealizado na gravidez. A dor que dilacera, enquanto a semente desse amor ainda cresce por dentro, e quem carrega é a mulher.
Na cena do termino, quando Tony finalmente toma coragem de pedir o divórcio, usa a linda jaqueta azul que usou quando se conheceram. Azul, talvez a cor da esperança. Da esperança que o amor renasça, sem nunca ter morrido. Após sair do carro, consternada, ela berra. Georgio tem esse poder sobre ela. É a forma sútil como ele age. Em um momento dizendo que não deixará a ex, em outro dizendo que ama Tony. A constante inconstância. Que deixa zonzo quem assiste, e deixa a personagem em carne viva.
Gerogio não é um monstro por inteiro, e justamente por isso ele se torna o pior dos monstros. Ou seria Tony que permite que ele seja esse monstro, em nome de um amor doentio?
No momento atual do filme, a protagonista aparece “presa” em um centro de reabilitação para voltar a andar, uma analogia a estar presa nesta relação, sem poder seguir em frente.
Apesar de toda a dor, inconstância e ausência, quando em bons momentos, Georgio tem o poder de fazer Tony rir, de preencher o ambiente, de tornar ela e o filho, uma família completa. Como poderia Tony resistir há algo que a faz tão mal, e paradoxalmente, tão bem?
A personagem vive o dilema de saber nunca amará novamente da mesma forma, e também de saber que nunca será realmente amada como deseja, ou merece por Georgio. Como sobreviver após o fim desse amor, ou como não deixar que esse amor te destrua?
Num piscar de olhos o tempo passa, são dez anos, e as coisas parecem não ter mudado muito. Tony porém passa a tomar consciência, quando Georgio tenta chama-lá para jantar e ela recusa. Ambos discutem, chegando a parte comovente em que Tony, finalmente, parece ter tomado ciência de tudo que realmente viveu, quando ele alega nunca ter batido nela, e ela retruca “abuso emocional não dói mais do que um soco?”
Na cena final, quando Tony já está de volta da reabilitação, a professora de Simbad pergunta “como está sua perna?” Ela diz “melhor, mas ainda manco” como fosse uma alusão ao “fim” do amor. Existe ainda a cicatriz. Então Georgio entra na sala, e o olhar da personagem revela que ela nunca deixou de ama-lo, nem nunca deixará. A delicada forma como ele olha para o relógio que ele deu, no braço dela, demonstra que ele sabe que ele continua ali, deixando marcas.
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