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Alvaro S.
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349 críticas
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4,0
Enviada em 6 de janeiro de 2016
É espantoso como os filmes do Studio Ghibli, do Japão, conseguem tratar maravilhosamente sobre os sentimentos humanos. É um turbilhão de emoções, uma após a outra, reveladas sutilmente até a catarse final, quando o peito se enche e os olhos esvaem-se em lágrimas. A história gira em torno da adolescente Anna que vai para o interior do Japão passar uma temporada na casa de seus tios, para curar sua asma. Lá ela conhece a jovem Marnie e esta muda sua vida para sempre. É grandioso, mesmo sendo modesto. É atemporal, sendo incrivelmente contemporâneo. É emocionante, sincero, reflexivo, despretensioso e mágico. E agradará crianças, assim com adultos. Curiosidade. Este parece ser (porque não quero crer que seja), o último filme do lendário estúdio de animação Studio Ghibli.
Nota do público: 7.8 (IMDB) Nota dos críticos: 89%(Rotten Tomatoes)
Eu entendo quem não curtiu muito esse filme ele é realmente um pouco lento e os personagens secundários são muito mal desenvolvidos e caricatos. Mais o tema do filme me toca muito e aquele final me chocou e me emocionou muito.
Quando eu comecei a ver o filme logo pensei: "vai ser um filme fofo", já no meio eu tive outra ideia, como: "isso parece suspense com gente morta" mas quando chegou o final parece que tudo aquilo que teve na animação era só o jeito japonês de se dizer: "família é para sempre". O longa é lindo e imprevisível, apesar de desde o início o telespectador entender que tem alguma coisa errada acontecendo por ali ainda assim não é possível se imaginar com clareza qual será o desfecho. Enfim, não recomendo para qualquer um porque são poucos que vão entender a beleza da animação japonesa, entretando para aqueles que decidirem assistir vejam sem pré-conceito.
No que parecia ser uma relação de amizade apenas entre duas meninas vai se mostrando um amor maior. Amor de família. Anna é um menina que desconhece os rumos do seu passado e por isso vive em uma crise existencial. As memórias de Marnie é sobre sua jornada para auto-descoberta sobre o amor que a guiou até ali. Talvez essa seja a animação do Studios ghibli mas pé no chão do studio apesar que ainda há um mistério que circunda toda a trama e sem esquecer que toda a história se guia por meios de sonhos e devaneios da personagem, elementos que são bastantes corriqueiros das animações do studio. O cenário é rico e característico que da força a toda trama delicada e emocional da animação. Acho que não vai ganhar Oscar de melhor animação, mas de toda forma é um belo filme.
A história de reconexão com a vida de uma garota através da figura misteriosa de uma menina não poderia ter melhores idealizadores. Os detalhes nos traços do desenho, as “mágicas” de movimento, a trilha sonora contemplativa, as expressões dos personagens e, por fim, o roteiro complexo (mas coeso) escrito a seis mãos e baseado no romance de 67 por Joan G. Robinson são todos mecanismos válidos para aumentar a introspecção nessa viagem intimista em busca do que nos torna aptos a sermos seres humanos que desejam viver. Boa parte dessa dúvida da protagonista, Anna, reside em sua incapacidade de viver em sociedade. Mas qual seria outra forma de viver, não é mesmo?
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