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Eduardo Santos
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183 críticas
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4,0
Enviada em 4 de agosto de 2016
Um ícone do cinema. James Dean foi um ator que causou furor e ainda hoje é referência na história da Sétima Arte como um galã temperamental e desajuizado. O tal Rebelde Sem Causa que influenciou gerações. Seu nome me parece estar no mesmo patamar emblemático de Marilyn Monroe, só que na versão masculina. Sua carreira meteórica de apenas três filmes, até sua trágica morte no auge, traz interpretações marcantes e eternas. Nesse filme, o desconhecido Dane DeHaan – que no quesito aparência física não tem praticamente nada que lembre nem mesmo vagamente o verdadeiro Jimmy (quiçá apenas o topete) – encarna este poderoso personagem com bastante dedicação e eficiência. Um jovem em ascensão que não poderia ser rotulado e que fugia do padrão certinho da década de 1950. O filme narra parte dessa trajetória, onde um desconhecido James Dean, que acabara de filmar com o prestigiado Elia Kazan o seu primeiro filme (Vidas Amargas) e que só buscava bons papéis e atuar bem. Era meio avesso aos holofotes. Nesse ínterim, ele acaba tornando-se amigo do fotógrafo Dennis Stock (numa atuação supreendentemente excepcional de Robert Pattinson, que a cada papel felizmente se distância do seu fardo crepuscular). Entre idas e vindas, alguns pitis em meio a demonstrações de pura humildade e simplicidade, o filme mostra um lado de James Dean que é bem interessante: o seu lado familiar. Dean era um cara único, e sabia bem o que queria. Justamente por não querer ser moldado pela indústria cinematográfica, ele se tornou tão icônico. Talvez por mostrar ter personalidade própria e não ser somente um astro pré-fabricado pelos estúdios. As tão famosas fotos que são mostradas nos créditos finais, e que são a espinha dorsal do filme (pois é praticamente uma saga conseguir convencer o ator a tirar tais fotos), mostram a naturalidade e simplicidade de um homem tão comum quanto extraordinário. Embora o filme não seja perfeito, causa um tremendo bem estar. Muito bem realizado tecnicamente, embora um pouco moldado por demais (exatamente o oposto do que Dean foi), o filme é um instigante retrato da vida de um ícone que sempre será um dos maiores nomes do cinema. Vale bastante a pena.
"[[[parágrafo]]]Muitas vezes esquecemos que vídeos são uma sequência de fotografias, apresentadas em movimento, que assistimos em uma tela. A forma como nos relacionamos com o cinema atualmente, através da internet, também nos faz ignorar a importância que outras mídias tiveram na divulgação de determinados artistas, ainda mais nas primeiras décadas da indústria cinematográfica. Ensaios fotográficos para revistas como a ‘Life’ já foram extremamente importantes para a fama de atores, principalmente antes de a tecnologia da informação democratizar o consumo de fotos e vídeos, através da internet. [[[parágrafo]]]Filmes também são um produto de mercado, que dependem de diferentes tipos de propaganda para obterem sucesso comercial e para tornarem seus astros famosos. Fotos publicadas em revistas já foram uma forma muito popular de o público se relacionar com o cinema e conhecer um pouco mais da vida de seus atores e atrizes preferidos e conhecer novos talentos em potencial. Muitas imagens já foram decisivas na carreira de artistas, tanto para melhorá-los aos olhos do público, quanto para denegri-los. Mesmo na nossa atual era digital, revistas como a Entertainment Weekly, ainda geram um frisson coletivo, quando lançam alguma imagem exclusiva em suas capas, principalmente quando são de filmes adaptados de quadrinhos..." Critica completa no blog FÃ CULT #FÃ CULT #fancult #PipocadePimenta #Fvfraga
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