Ninfomaníaca - Volume 2
Média
3,8
693 notas

49 Críticas do usuário

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Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de março de 2014
Lars von Trier, é um gênio do cinema, embora seus filmes não sejam comerciais. Esse é outro caso de cinema feito para escandalizar, sobre sexo e para um público restrito. Está mais para um drama do que para uma comédia. Ele tenta explorar todas as possibilidades de sexo, entrando, inclusive, no sadomasoquismo. Tudo que se passa no filme já é de conhecimento geral, entretanto, os detalhes é que fazem a diferença. Não dá para perceber se o filme é uma crítica à liberdade sem limites das mulheres, de um modo geral, e de algumas em particular, quando Joe, a personagem principal, se deixar levar ao extremo do sofrimento, nas mãos de um profissional sádico, contratado por ela para maltratá-la.
As ações são rasteiras, mas os diálogos são de alto nível. O enredo não tem uma sequência linear, Joe, inclusive, divide a história de sua vida em capítulos.
Ninguém escapa das críticas, você sai do cinema com um peso na consciência, admitindo que também tenha culpa, só não sabe em que.
É um daqueles filmes que gruda em você por muitos dias, eu gosto disso.
Como já disse, vale a pena, para um público restrito.
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de março de 2014
Essa segunda parte da epopeia sobre uma mulher ninfomaníaca, ou seja, viciada em sexo, não foge muito das características já vistas no filme anterior, até porque é uma continuação direta, e segue a mesma cartilha do didatismo, popularização e é tão provocativo quanto. E claro, encerra o filme com louvor, tudo, todas as intenções de Lars Von Trier, se encaixam finalmente. Até porque, nesse projeto, os dois filmes devem ser vistos como um só: foram concebidos pra apreciação das 4/5/6h, de forma ininterrupta, o que infelizmente, se tornou inviável nos cinemas.

Não há muito o que acrescentar acerca das associações feitas por Joe e Seligman, pois, também assim como o primeiro, Von Trier exemplifica tudo o que quer fazer, nos mínimos detalhes, por saber que está atingindo um público amplo, e dando pouco espaço para a interpretação, de fato. Mesmo quando vai falar, por exemplo, de uma visão de Joe na infância, ou da divisão da Igreja ocidental e oriental, até porque o filme continua tematizando seus capítulos para que, assim, possa falar sobre diversos assuntos, e não apenas 'sexualidade'. Porém, evidentemente por ser o final da história, existe um espaço maior para quem está assistindo dar sua própria definição sobre o que significa uma referência ou outra, mantidas em aberto. Entretanto, também existe muito espaço pra, mais do que nunca, Lars falar através de seus personagens: convicções, opiniões, e até um certo pedido de desculpas implícito às acusações de misoginia que recebeu há alguns anos, em Anticristo; Joe é totalmente oposta à Mulher, protagonista do outro filme do diretor, e é, numa analise bem superficial, isenta de culpa, e por ser mulher, até redimida pelo roteiro em alguns momentos - como no diálogo que encerra a história, no fim do capítulo 8.

Existem sequências memoráveis nessa parte derradeira, todas elas relacionadas ao magnífico estudo de personagem que é esse filme. K, por exemplo, é misterioso, e impossível de se compreender. E P soma muito à história. O que dizer da cena da 'cobrança' de Joe em que ela desnuda o homem, que, até então, não conhecia seu próprio desejo sexual. Aliás, a interpretação própria da personagem sobre alguém que, como ela, nasce com um desejo sexual proibido, é de uma sagacidade brilhante. Interessante notar que o olhar do diretor sobre o sexo, agora até mais do que antes, nunca é sensual, é tudo sempre filmado com a intenção de ser algo quase clínico, ainda mais quando dá closes contínuos nas genitais. Desagradável, e com intenção de ser. Afinal, não à toa Von Trier fez seu nome sendo um dos grandes provocadores do nosso tempo.

Então, depois de tantos pensamentos ou explanações difíceis de assimilar numa tacada só, chegamos num final completamente inesperado, irônico e sarcástico. E o roteiro, corajosíssimo, tira um sarro de toda a trajetória da personagem madrugada afora desde que foi encontrada na rua, machucada. Fazendo uso da interpretação metafórica, de que a cena é fruto de um sonho gerado na mente perturbada e subversiva de Joe, ou analisando a cena final da forma literal, como foi apresentada, em qualquer forma, é inevitável negar a intenção daquele momento, que não passa de uma característica tão presente na filmografia de Lars Von Trier: instigar o espectador, criar um enigma, tomar as rédeas por completo do filme e dizer: 'eu posso fazer o que eu bem entender', mesmo que isso seja negar o que acabou de ser dito alguns instantes atrás. É a cena em que é possível reconhecer o bom e velho Lars, que já fez diversas obras-primas. E aqui, entregou mais um grande filme.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de janeiro de 2017
A parte 2 de ninfomaníaca perde sua genialidade, mas não sua qualidade, temos um roteiro que se entrega a tramas mais utópicos e perde sua critica, mas, continua sendo um filme muito acima da media, temos toda uma discursão em torno de fetiches, de aborto e dá odiosa natureza social. Continuamos a acompanhar a historia da vida de Joe, dessa vez sua historia traz mais criticas sociais do que a discursão filosófica do primeiro, tecnicamente a película é perfeita, fotografia, edição, trilha sonora, mixagem de som, etc. Atuações ótimas e a boa e velha câmera sem tripé de Lars. Se você acompanhou a versão completa do filme (que tem três horas), verá muitas cenas que na maior partes dos filmes são desnecessárias, mas aqui é muito, muito necessária, vale um destaque para a cena do aborto, explicito, ela choca, deixa o telespectador agoniado, faz você apertar o sofá e olhar para baixo, Lars Von Trier é um gênio na construção desse tipo de cena, após o aborto em si temos mais uns 7 minutos de discursão sobre o evento, discursão essa que não se toma partido, todos os tipos de argumentos são apresentados e a conclusão fica para o telespectador, telespectador esse que é sempre lembrado no enredo, Lars Von Trier nos faz questão de lembrar que estamos vendo um filme sobre sexo, e dali se extrai a filosofia, toda a discursão em torno de fetiches, sadomasoquismo é brilhante, mas muito pouco explorada, Lars bate numa mesma tecla, a busca do prazer, prazer esse que vale a abdicação da família, e mesmo batendo nessa mesma tecla, Lars não a desenvolve, isso incomoda, quando você pensa que essa historia vai ser desenvolvida, Lars coloca outra historia pra gente, mais para o final do filme temos motivações banais, mesmo assim, seu final é genial.

SPOILER:::: Lars poderia encerrar o filme com Joe dormindo e acabou, mas ele faz seu ouvinte
(assexuado) a querer relações sexuais com Joe, e ao invés de apenas aceitar, Joe a mata. Joe passa o filme inteiro achando que ela é uma pessoa má, em determinado momento ela a culpa a elite ao seu não enquadramento, mesmo assim , para Joe, tudo que acontece de mal as pessoas ao seu redor é sua culpa, mas, naquele ultimo momento ela percebe que a sociedade é má e corrompida, e pode ser expressada em apenas uma palavra, como Joe mesmo diz, “Hipócrita”. Joe e pode até aflorar o de pior nas pessoas, mas ela não é ruim sozinha. O primeiro filme começa com alguns minutos de tela preta e o ultimo termina com alguns minutos de tela preta, um símbolo ao luto, não apenas a morte da sua sexualidade ou a morte da seu ouvindo, mas sim a morte da sociedade como um todo.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.274 seguidores 3.217 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de setembro de 2024
Volume II tem potencial atingindo num roteiro bem inscrito, atuações convincentes e uma trilha pesada em meio a tantos acontecimentos! Bom filme
Crismika
Crismika

1.192 seguidores 510 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de setembro de 2018
O volume 2 de Ninfomaníaca veio fechar o que ficou inacabado no Volume I, onde Lars von Trier com mais uma obra prima abordando o tema de sexualidade através de uma ninfomaníaca, com interpretações ousadas com cenas de sexo quase explícito, mas abordando o tema de forma poética através das imagens e sensações que somente Lars von Trier sabe transmitir através das imagens. Filme impactante que não sai de nossas cabeças fazendo ficar pensando, pensando e refletindo sobre o assunto. IMPERDÍVEL!!!
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de março de 2014
Eis que o motivo pelo qual Joe (Charlotte Gainsbourg) foi encontrada num beco em estado lastimável foi finalmente revelado. A perturbadora saga sexual da protagonista de Von Trier é enfim trazida à tona em sua totalidade. Aliás, o filme é mesmo de Charlotte. No primeiro volume, ela aparecia simplesmente como narradora de sua incrível e assustadora jornada, mas agora nesta segunda parte ela participa também das cenas de flashback. A atriz tem realmente uma atuação extraordinária em toda sua exposição e complexidade. Os capítulos finais são bastante interessantes e causam um incômodo ainda maior que os anteriores. Toda a dureza da personagem, assim como sua tentativa frustrada de abstinência, passando pela terrível sensação de culpa que a assola, é algo tão perturbador que é digno de pena. Não há nada de sexy no filme, muito pelo contrário. O filme continua mostrando as formas obscuras que a sexualidade pode tornar-se, inclusive transformando-se num estorvo, que machuca emocional e fisicamente. Além disso, essa segunda parte ainda ousa tocar em outros assuntos extremamente polêmicos, alguns mais até que a própria ninfomania, como o sadomasoquismo, o lesbianismo e a pedofilia, esta última então numa cena que ao mesmo tempo é perturbadora e assustadoramente emotiva. O cineasta tenta explicar a pedofilia de uma maneira plausível e justificável, o que é por si só é algo perturbador o suficiente. O desprezo por atitude tão covarde é mostrado de maneira tão controversa quanto o tema em si. Além disso, o filme ainda traz novamente o ótimo Stellan Skarsgard e Shia LaBouff, e outros dois atores que não participaram da primeira parte: Jamie Bell e Willem Dafoe. Não há como você desvencilhar o primeiro do segundo filme, já que ambos se completam. A segunda parte me pareceu mais ágil, apesar da queda de ritmo no último capítulo. O que realmente me incomodou no filme foi o desfecho desnecessário depois de toda a explicação que foi dada para a jornada de Joe. Se tivesse terminado alguns segundos antes, o filme teria sido digno de um final “feliz” (se é que isso fosse possível), mas a vontade de Trier de incomodar e mostrar sempre a perversidade dentro de nós, arrisca num final que não condiz muito com o próprio comportamento dos personagens principais: Joe e Seligman. Mas isso, apesar de arranhar minha visão final do filme, não chega a arruiná-lo ou tirar os vários méritos que ele tem. Os diálogos aqui me pareceram mais bem cuidados e inspirados que na primeira parte, por exemplo, o que me parece meio estranho já que ele foi concebido como um filme só. O que importa é que por fim o filme nada mais é que a demostração de uma vida dolorosa, como várias outras que vemos por aí, tratada de forma dura e com toques de amoralidade. Um filme que levanta questões bastante pertinentes sobre o complexo comportamento da sexualidade e como ela pode destruir ou, se não é para tanto, trazer uma amarga desesperança e falta de perspectiva. Enfim, mais um filme difícil de digerir na sempre complexa filmografia de Lars Von Trier.
Edson T.
Edson T.

12 seguidores 22 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de maio de 2016
Traz temas bastante polêmicos da humanidade. Mostra a sexualidade explícita na tela, doa a quem doer. Os dois volumes podem ser tratados como um filme só, que impressionam pelos diálogos e principalmente pela cenas fortes, tais como a do auto-aborto, ninfomania, etc, fazendo-nos pensar sobre. O final surpreende.
Marcio S.
Marcio S.

108 seguidores 126 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de setembro de 2014
A vontade de Lars von Trier era que a história de Joe fosse um filme de quase cinco horas, porém os produtores não gostaram da ideia e o dividiram em dois. Ele ainda teve que, mesmo contrariado, aceitar cortes em cenas que acharam fortes demais em termos de sexo. Mesmo acontecendo isso tudo, mesmo que percebendo o corte abrupto do final do primeiro filme, o Vol.2 consegue mostrar o quanto von Trier estava certo em não querer dividir, pois o filme é claramente uno e ainda sim é mais um grande acerto na filmografia do diretor.
Joe continua contando a Seligman sobre sua vida. Ela é ninfomaníaca e desde o início da história pediu que Seligman escutasse sem julgamentos. Terminamos o Vol. 1 com o desespero de Joe ao descobrir um problema em si mesma. Agora sua história fica muito mais dura e pode ser que nem todos espectadores consigam não julgá-la.
Lars von Trier que também é o roteirista consegue contar uma história que apesar de ser explicada demais por Seligman levanta questões interessantes. Como levantada pelo próprio Seligman, Joe tem ações que nada se falariam se fossem um homem ("Era uma mulher exigindo seus direitos"). Acaba por mostrar à sociedade machista em que vivemos. Joe tem um problema e é obvio. Se fosse um homem o mesmo seria dito, mas o fato é que muitos iriam achar um comportamento normal para os padrões do sexo masculino. Joe não queria nada além de sexo. Quem quisesse fazer sexo com ela faria. Digamos que ela escolhia seus parceiros e os tinham na mão. Enquanto os homens achavam que estavam no comando, na verdade ela estava no controle.
Pelo o que aconteceu no fim do Vol. 1 Joe busca algo a mais. E assim como uma droga a necessidade por sexo só tende a aumentar, chegando em um ponto que o prazer tem que ser alcançado de forma estúpida e bruta. Quando chega nesse estágio o senso de certo e errado se perde completamente. Testemunhamos atitudes que nos deixam com o coração na mão, mas não podemos julgá-la por seus atos. Joe pede que não haja julgamentos, porém fica cada vez mais difícil para o espectador. Isso passa a ser interessante, pois até que ponto devemos intervir em seu livre arbítrio. Difícil, mas essa questão é válida e nos faz refletir o quanto julgamos no dia-a-dia.
A passagem do tempo na história parece não ser tão bem feita, mas para isso tenho a opinião de que o filme, à medida que, Joe vai contando, é Seligman que reproduz as imagens da maneira que ele quer e então a passagem de Joe jovem para Joe adulta e o mesmo com Jerome, é fruto de como Seligman enxerga os fatos. Até o final sugere um pouco quando von Trier filma com a tela escura.
Ao chegarmos ao final Lars von Trier sugere a vontade de dar um fim a uma sociedade hipócrita, falsa, que diz ser um, mas que na verdade é outro. Um filme muito bom apesar de ter um excesso de metáforas guiadas por Seligman, porém com um discurso com uma essência interessante.
Priscila S.
Priscila S.

13 seguidores 22 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de março de 2014
Se vc não gosta de psicologia e nem de analisar o comportamento humano, provavelmente não vai gostar. O filme descreve uma mulher viciada em sexo, e como todo vício, este é autodestrutivo!
Na segunda parte, Joe vivencia a pior dor para uma mãe: a separação de um filho, em virtude de uma vida promíscua.. Mas não é tão simples como parece ser a resolução do problema, se assim fosse, Joe não se submeteria às sessões de masoquismo em detrimento do tempo com a família, de fato na visão da sociedade, esse ato é muito mais libertino quando se trata de uma mulher. Jerome (sua paixão) deu provas do seu amor, ao aceitar que Joe pudesse se satisfazer com outros, o que não foi e o que não seria suficiente para controlar os desejos da ninfo. Essa ninfo que teve uma vida devastada, de angústia e prazer por prazer retratada de forma filosófica por Lars Von trier.
Fred Coelho
Fred Coelho

9 seguidores 14 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de março de 2014
Ninfomaníaca - Volume 2 tão somente é a continuação da história de Joe e quem não viu o primeiro nem adianta assistir pois não vai entender nada, pois não existe começo só conta com um final surpreendente. Perturbada por seu prazer sexual não ser totalmente saciado a relação entre ela e Jerôme esfria, porém neste meio termo nasce seu filho Marcel. Após este acontecimento e com o marido viajando muito a trabalho ela sente o desejo por algo diferente é quando convida um ''negro'' que morava próxima a sua casa para transar com ela mais para sua surpresa aparecem dois se tornando como disse o critico o ''ménage à trois mais confuso e menos sexy visto nas telonas.'' Não satisfeita ela começa a frequentar seções de sadomasoquismo onde leva chibatadas do personagem K. interpretado por Jamie Bell, neste momento comparações da passagem da bíblia são feitas principalmente quando Joe leva 40 chibatadas quantidade quase que igual a que Jesus Cristo levou em sua crucificação 39. Joe se mostra uma mãe desnaturada deixando Marcel sozinho em casa é quando o menino levanta e quase cai da janela sendo salvo pelo seu pai que chega na hora. Depois do episódio o pai sai de casa levando Marcel. Decida a tentar mudar seu comportamento ela até frequenta seções de grupos que tratam de pessoas viciadas em sexo, porém sem sucesso. Quando conhece L. interpretado por Willem Dafoe ele a apresenta a novo trabalho que mudará sua vida passando a cobrar dividas de homens usando suas técnicas de sedução. L. sugere que ela encontre uma substituta é quando conhece P. uma garota que foi abandonada pelos pais. Ela lhe ensina as técnicas do trabalho e acaba se envolvendo com a jovem. Em uma de suas missões ela percebe que o credor é Jerôme e passa a missão para P. que obtêm exito na tarefa. Entretanto ela se envolve com Jerôme frustando Joe e a levando a tentar mata-lo mais a arma falha na hora e ela acaba apanhando de Jerôme que a humilha transando com P. da mesma forma como havia tirado sua virgindade quando ela tinha 15 anos. É neste momento que ela é encontrada no beco. No fim da trama ela adormece porém Seligman tenta transar com ela que reage. Na sequencia ouve-se um tiro que determina a morte dele. Enfim como postei na crítica do Volume 1 Lars von Trier não produziu uma obra de arte mais com toda certeza ele produziu um filme bom e de qualidade. Recomendo a todos :D
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