"Baseado em um dos mais estranhos casos criminais da França" é a frase que começa a película do diretor/roteirista da adaptação (da história de Alain Lamare), Cédric Anger. Tão estanho o caso que seu enredo está igual, estranho. De imediato, sabemos quem é o assassino e seu trabalho facilita seu disfarce. Não há motivos, relações, explicações, apenas o "nu e cru". Talvez Anger queira nos mostrar que uma mente insana é assim, não tem o porquê justificar certa atrocidade, ela apenas acontece nas mãos de pessoas psicopatas. E é que o ator Guillaume Canet (atuou em LAÇOS DE SANGUE de 2013, ATÉ A ETERNIDADE de 2010, A PRAIA de 2000 e em mais 32 filmes) faz aqui na pele do autor dos crimes, Franck Neuhart (rebatizado para o filme): mostra frieza, culpa, vontade, arrependimento e convive normalmente com os demais. Um problema que achei é que a narrativa se estende muito e acaba ficando meio massante. Se não fosse pela curiosidade em saber qual é o desfecho, é capaz de dar uma pausa para comer algo, ir ao banheiro, etc. E percebi algumas falhas, ou do roteiro ou da polícia francesa, por exemplos: aparentemente, "a fonte" das vítimas era o mesmo local (quando de dia), por que não fazer uma tocaia lá? Se havia um serial, por que não comunicar a civilização para que as moças não andassem sozinhas? E tem mais outros..... Vale em saber como termina a trajetória de mortes (que é fraca em minha opinião) e por descobrir mais uma bela atriz francesa, Ana Girardot, que em seu currículo já possui 12 filmes e que "mamamia"! O título (o mesmo no original) deve vir de uma frase de impacto do assassino (e é), porque de resto, não vejo sentido. Em resumo, achei chato, mas curioso. Não sei se assistiria de novo, até porque, na próxima, não vai ser no coração e sim na cabeça...