O Ano Mais Violento
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3,7
158 notas

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Júnior S.
Júnior S.

1.193 seguidores 269 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 6 de dezembro de 2015
É engraçado a visão distorcida que alguns tem de um filme gângster, sempre os relacionando com: tiros, sangue, mulheres seminuas, e claro um personagem de ética duvidosa. É óbvio que o personagem de Oscar Isaac não é propriamente um homem 'honrado' no teor cru da palavra...Um empreendedor ambicioso, Abel Morales tenta tocar os negócios e sustentar seus contatos enquanto enfrenta várias ameaças e pressões de seus sócios, na violenta Nova York de 1981, um dos momentos mais dramáticos das estatísticas de segurança pública da cidade. Só esta premissa, até simplória, O Ano Mais Violento tem início, dirigido por J.C Chandor(diretor e roteirista dos ótimos Margin Call e Até o Fim) o filme é extremamente feliz em sua abordagem, ao mesmo tempo que sua falta de ação e clima dramático, sua estética sombria e minimalista o credencia como um legitimo filme gângster. Jessica Chastain totalmente injustiçada nas premiações, sua personagem apesar de estereotipada, é construída com verdade e tem bons momentos dramáticos, e Oscar Isaac faz bem o tipão impetuoso, mas ainda não convence muito como protagonista. E o anticlímax é um dos mais sensacionais dos últimos anos. Uma mistura bem feita de O Poderoso Chefão e Pagamento Final. Só não leva cinco estrela mesmo pelo protagonista fraco e a personagem estereotipada de Chastain. Ótimo.
Marco G.
Marco G.

540 seguidores 244 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de abril de 2015
Filme muito bem feito passado nos anos 80, com protagonistas da nova geração.
Alvaro S.
Alvaro S.

2.259 seguidores 349 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de maio de 2016
Quero esclarecer desde já que o ano mais violento do qual o título se refere é o ano de 1981, época que o filme se passa e comprovadamente o mais violento de Nova York e só.
Esclarecido isso, você pode acompanhar sem pressa a jornada de Abel Morales (Oscar Isaac), um imigrante latino que realizou o American Dream e tenta conduzir seu negócio no ramo de combustíveis de forma hábil e dentro da moral. O mesmo não pode ser dito de sua mulher Anna (Jessica Chastain).
Tanto um como o outro estão perfeitos em seus papeis. Ele comedido, quase frio. Ela firme, um turbilhão de emoções prestas a explodir. Ambos muito humanos.
É uma obra a ser apreciada nas nuances dos personagens, nas suas relações pessoais, na caracterização de época, na fotografia quase sem contrastes e ser degustado aos poucos, devagar, como um bom vinho marcante.
Curiosidade. Jessica Chastain foi a grande responsável para que o ator Oscar Isaac ganhasse o papel do filme. Ela escreveu um e-mail de 3 páginas recomendando o ator.
Nota do público: 7.0 (IMDB)
Nota dos críticos: 89%(Rotten Tomatoes)
Bilheterias
EUA - $5,7 milhões
Mundo - $12 milhões
Acesse o blog 365filmesem365dias.com.br para ler sobre outros filmes.
Peter B.
Peter B.

87 seguidores 127 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de abril de 2015
Conduzir um negocio de forma ética em tempos que a sociedade sangra é realmente um sacrifício a mais. O filme mostra bem de perto a realidade que vivemos hoje, corrupção. traição. Segurança publica precária .Gostei muito da atuação de Oscar Isaac.
Julio Davila
Julio Davila

17 seguidores 64 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de julho de 2015
Intenso e realista, o Ano Mais Violento é um filme sublime.

Já me arrependo de ter dito que Ex Machina era o melhor filme de 2015. Exatamente um dia depois, vi O Ano Mais Violento e devo dizer que este é um filme majestoso. A partir de agora não irei mais declarar filmes como sendo os melhores de 2015 e esperarei até o final do ano para fazer isso.
O Ano Mais Violento é dirigido e escrito por J.C Chandor, um sério e inteligente diretor/roteirista que fez apenas três filmes em sua vida: Margin Call, Até o Fim e O Ano Mais Violento. Os três filmes tiveram enorme sucesso crítico e fizeram Chandor ser considerado um dos grandes diretores/roteiristas trabalhando hoje.
O filme se passa em 1981, um dos anos mais violentos da história da cidade de Nova Iorque e gira em torno de Abel Morales (Oscar Isaac) e sua mulher Anna (Jessica Chastain). O casal é dono de uma empresa de distribuição de petróleo e Abel, um homem muito trabalhador, característica que deve ter vindo do fato de ele ser um imigrante, tenta triunfar de maneira limpa e honesta em uma indústria em que a sujeira e a desonestidade reinam. Quanto mais sucesso Abel acumula, mais as pessoas querem lhe derrubar e agora que Abel vai fazer a transação de sua vida, ele está sendo constantemente assaltado, perdendo grandes quantidades de seu produto. Abel desconfia de seus competidores e é tentado a tomar decisões moralmente erradas quando seu mundo começa a desabar. O desenrolar dos efeitos é brilhante.
A história que Chandor conta é espetacular e abre espaço para o diretor criticar o Sonho Americano, o sistema econômico e as condições de imigração do país. Abel passou a vida inteira dele trabalhando duro (afinal de contas, é um imigrante) e o espectador conecta-se com ele em um piscar de olhos. Tudo o que ocorre com Abel é injusto, Abel não merece sofrer o tanto que sofre e nós acompanhamos sua emocionante trajetória com pesar. O filme é extremamente realista e não esconde nada que ocorre em sua sombria e cativante atmosfera. A batalha de Abel pela honestidade e integridade de seu negócio é admirável e vemos duas realidades diferentes de imigrantes, quando vemos Abel se relacionar com seu funcionário, Julian. Ao ver alguém entregar tanto, se dispor tanto e sofrer tanto por um objetivo que ele claramente merece atingir, vemos que existe algo de errado com o sistema. Abel trabalha muito mais que qualquer outro e, paradoxalmente, sofre mais. Essa é sem dúvida nenhuma uma excepcional história e Chandor a dirige estupenda. O filme não é um gângster/policial como seu titulo sugere, o filme é um inteligente drama sobre a brutal realidade da vida.

O filme conta com uma cinematografia belíssima e a composição de cena é exímia. As performances de Oscar Isaac, Jessica Chastain e David Oyelowo são, respectivamente, espetacular, apreciável e sólida. A direção de Chandor esta excelente e ele constrói cenas de seu roteiro com admirável perfeição. Tudo é conduzido espetacularmente e o filme não destoa em nenhum momento, estando constantemente impressionante e revelador.

O ritmo não vai agradar a todos, mas esse é um excelente filme com cenas que vão desde extrema tensão até sutil e formidável sensibilidade.

Nota: 8/10
Felipi V.
Felipi V.

9 seguidores 20 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de abril de 2015
J.C. Chandor é um diretor que demonstra uma maturidade narrativa bastante interessante em todos os seus filmes até o momento. Sempre na perspectiva ética de um sistema que foge ao controle humano e independe das ações que as pessoas tomam para tentar evitar determinado acontecimento. Em “O Ano Mais Violento / A Most Violent Year” (2014) ele utiliza uma analogia com a máfia, para continuar sua dissecação sobre a moral e os comportamentos sociais e pessoais, em situações extremas.

“Margin Call - O Dia Antes do Fim” (2011), discutia o conjunto de fatores que culminaram na crise financeira de 2008. O diferencial do filme de estreia do diretor, era não retratar todos os personagens envolvidos, como capitalistas inescrupulosos e estereotipados. Ainda que a maioria deles, no fim das contas, como a maior parte das pessoas, importavam-se mais com seus empregos do que com o dano que iam causar aos clientes. Porém, ficava claro, que por mais que eles tentassem algo, no fim das contas, não tinham como evitar o colapso, pois o sistema já havia se tornado incontrolável. Seu elenco contava com atores qualificados, como Kevin Spacey, Jeremy Irons, Stanley Tucci, Demi Moore, Paul Bettany e Zachary Quinto.

Em outra análise do comportamento humano, “Até o fim / All Is Lost” (2013) acompanhava um velejador solitário em um barco, enfrentando a fúria da natureza, onde por mais preparo que ele tivesse para a viagem, nunca era o suficiente para escapar à cólera do mar. Não é qualquer diretor que consegue filmar um ator sozinho durante um longa-metragem inteiro e manter a atenção do público até o final. Além disso, apesar de o personagem não emitir mais do que alguns gemidos de dor, o longa consegue comunicar muito para os espectadores mais atentos, fazendo-nos questionar o que levou o navegador àquela jornada. Seu maior mérito foi utilizar toda a experiência e o peso de interpretação dramática de Robert Redford, pois a obra não funcionaria com um ator menos “calejado”.

Em O Ano Mais Violento, o personagem Abel Morales (Oscar Issac) é um empresário do ramo petrolífero, que tenta administrar seus negócios da maneira mais “legal” possível. Após alguns anos no comando da empresa herdada do sogro, um “ex-gangster”, transformou-a num empreendimento bem sucedido e lucrativo. No ano de 1981 ele tenciona dar um passo ousado ao adquirir um depósito de combustíveis pertencente a judeus ortodoxos, localizado em um porto da cidade de Nova York. Tudo parece dar errado, quando seus caminhões tanque começam a ser sequestrados e seus funcionários ficam assustados, ao ponto de quererem andar armados nas suas entregas. Piorando a situação o banco que iria financiar a sua transação resolve voltar atrás com o empréstimo combinado.

Novamente o diretor foi muito feliz na escalação dos atores. A escolha de Issac que vem se destacando com atuações como a de “Inside Llewyn Davis - Balada de um Homem Comum” (2013) e de Chastain elogiada por “A Hora Mais Escura / Zero Dark Thirty (2012), foi acertada. Papeis que chegaram a ter Javier Bardem e Charlize Theron cotados para interpretá-los. Ainda sobressaem-se David Oyelowo que também esteve muito bem em “Selma - Uma Luta Pela Igualdade” (2014) e Albert Brooks. A fotografia carregada de cores fortes em contraste com ambientes escuros com muitas sombras, reforça a noção de suspense. A neve do cenário remete a frieza dos diálogos e das decisões dos personagens. Estamos sempre esperando algo veemente acontecer, para em seguida nos lembrarmos que a maior parte dos conflitos podem ser resolvidos com uma simples conversa.

Chandor consegue elevar a um nível diferente, um gênero amado por muitos e atribui uma atmosfera realista, que tenta fugir do ciclo de violência física e gráfica. Seus motoristas querem se defender, com o uso de armas de fogo, até sua mulher Anna (Jessica Chastain), como filha de mafioso que é, tenta convencê-lo a contra-atacar. Ele faz tudo o que pode para não fazer as coisas à moda antiga, do jeito ilegal e brutal. Mas, por mais que tente, o discurso da narrativa deixa claro que é impossível ampliar seu poder sem lutar contra alguns concorrentes, ainda que nunca precise matar ou mesmo espancar alguém. Suas armas são apenas a inteligência e a paciência.

Geralmente em filmes que retratam a máfia, a brutalidade é um recurso indispensável para a composição da história. Mas A Most Violent Year apresenta um roteiro que busca desconstruir esta visão. As agressões são mais sugeridas do que demonstradas em tela e nem sempre vem de onde esperamos, mas não torna a narrativa menos feroz. A ambientação na Nova Iork do início dos anos 80 é exatamente para nos dar a dimensão dos tempos em que a história se passa. Apesar de as selvagerias não estarem ocorrendo na tela, já sabemos o que acontece ao redor e deixam os personagens apreensivos, por causa do contexto histórico. Pois foi uma das décadas mais truculentas da cidade, que só melhorou com a polêmica política de tolerância zero do prefeito Rudolph Giuliani, no início dos anos 90.

O “herói” de O Ano Mais Violento segue uma jornada onde ilusoriamente almeja vencer sem trapacear, mas descobre que não é possível ganhar um jogo onde todos escondem cartas nas mangas, sem criar seus próprios truques. E é na ingenuidade de Abel Morales contrastada com a esposa e o promotor de justiça Lawrence, interpretado por Oyelowo, que entendemos a construção do seu caráter. De acordo com a mulher, ele não é duro o suficiente para alcançar seus objetivos e conforme o promotor seus negócios não são ilibados como Morales afirma. Através destes embates é que ele vai descobrir quem realmente é e do que é capaz para alcançar seu intento. No fim ainda que ele não se utilize de recursos fisicamente violentos, já não se sabe mais se ele é menos inescrupuloso que seus concorrentes, na busca do seu “Sonho Americano”.

É uma lástima que o filme tenha sido subestimado pelo grande público e não tenha conseguido pagar seu custo com a bilheteria dos cinemas. Foi também esnobado pelo Oscar, apesar de ter recebido prêmios em festivais como o Spirit e o Gotham e uma indicação no Globo de Ouro para a atriz principal. Mas, não se deixe enganar, pois é um suspense policial instigante que surpreende pelo esmero, a qualidade e merece ser assistido e divulgado.
Fernando F.
Fernando F.

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4,0
Enviada em 28 de junho de 2015
bem na verdade o filme chama mta atenção, principalmente pelo título que da uma impressão de muita ação e violência. mas a verdade que tem apenas uma morte. Do resto o filme traduz muito bem como é tentar não se envolver num mundo tão complicado como o da máfia. de 0 a 10 uns 6,5
Lucas Augusto Campos
Lucas Augusto Campos

5 seguidores 38 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de abril de 2015
Leia a crítica do filme O ANO MAIS VIOLENTO no link do blog:
Joabe F.
Joabe F.

3 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 4 de abril de 2015
O ano mais violento e uns dos melhores filmes de máfia dos últimos tempos. Dirigido pelo diretor mais promissor da atualidade J.C.Chandor ele demonstra toda sua qualidade tanto na parte técnica como na parte de tira boas interpretações dos seus atores. As partes técnicas são perfeitas destaque para fografia barroco com tom bem amarelado deixando o filme bem melancólico. Atuações são boas Oscar Isaac já mostrou que é um grande ator ele consegui demonstrar toda as frustrações de abel, mas toda vez que Anna morales (Jessica Chastain) aparece acaba roubando todas as cenas e uma injustiça ela não ser indicada ao Oscar ela é super misteriosa e tem uma personalidade forte(o melhor aspecto do filme), mas como nenhum tudo são flores o filme tem problemas com roteiro ele acaba ficando um pouco longo e com ritmo bem devagar quando as coisas ficam bem rápidas e super interessante ele volta a fica devagar.
Resumindo o ano mais violento e uns dos filmes mais originais do ano com boas, mas como todo filme do chandor acaba ficando longo e deixando um gosto amargo na boca..
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