Augustas
Média
2,7
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Lúcio T.
Lúcio T.

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1,0
Enviada em 23 de janeiro de 2017
Aaaaah a Rua Augusta! Outrora famosa belas vitrines da moda, estrelas andando pelas calçadas, madames endinheiradas, artistas em ascensão. Logo mais, caiu em depravação, um lugar de perdição, um ambiente no qual "namorar" tinha preço e horário. Com o tempo, o local meio underground chamou a atenção dos boêmios, dos gourmet, dos baladeiros e o "girar a bolsinha" foi substituído por "desce mais uma gelada" e atualmente, temos um espaço que mescla culturas, gostos e atitudes. Uma rua que você encontra o que quer, na hora que quiser. Aaaaah a Rua Augusta!

E com todo esse charme e histórias que nela passam todos os dias, que o diretor Francisco Cesar Filho (estreante em longas-metragens, antes fazia curtas-metragens documentais) juntamente com os roteiristas Hilton Lacerda e José Eduardo Belmonte, resolveram mostrar o cotidiano de alguém que mora nesta famosa via paulistana. Para quem mora perto (como eu) é legal ver na telona lugares que frequentamos e fingimos que não..... E se é legal ver algum boteco do qual se tomou umas geladas, já assistir ao enredo é como se a cerveja estivesse choca, ruim pragarai!

Já no começo da história, temos um aviso que tal película foi feito com uma grana para incentivo de filmes com baixo orçamento (o que explica a filmagem meio estranha), mas isso não explica o porquê não caprichar no roteiro quanto na direção, uma vez que já era previsto que não seria um blockbuster. O que se salva é o começo, mostrando em preto em branco, uma estória na Augusta em 1961, com uma narrativa a lá o desenho do Pica-Pau e com a Trilha Sonora parecida, o que achei fantástico! Mas quando entra a frase "tempos depois", se direcionando para a época em que a passagem de ônibus custava R$ 2,30 (2012), aí que fo%# tudo. Que desastre de produção! Nada com nada faz nada em um trabalho de pouco mais de uma hora. Em uma tentativa frustrada de mostrar a riqueza que se encontra por lá, temos um "bicho sem pé e sem cabeça" sobre um personagem que não é carismático e o drama de sua vida que nem sequer nos preocupamos com o que acontece. Tudo me pareceu muito compacto, sem ligação com uma futura cena ou acontecimento. O que pode agradar ao público masculino são as partes onde o prazer é pago e as atrizes Carol Abras(BELLINI E O DEMÔNIO de 2008), Ana Georgina Castro (aparentemente seu primeiro filme) e a Guta Ruiz (ENTRANDO NUMA ROUBADA de 2015) aparecem de "peitos abertos" para as câmeras.

O elenco até possui nomes de peso como Juliano Cazarré (SERRA PELADA de 2013), Selma Egrei (a eterna mãe do Coronel Saruê da novela VELHO CHICO) e Milhem Cortaz (TROPA DE ELITE de 2007), mas todos estão ruins demais.

O que salva é a Trilha Sonora e o pequeno conto de 1961. De tão pouco o investimento que deve ter sido injetado neste projeto que nem trailer tem. O que eu chamo de um verdadeiro drama, não para os cinemas mas sim para os olhos que o vê...
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