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Marcelo M Silveira
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1 crítica
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3,5
Enviada em 14 de março de 2015
Não, não é um filme espetacular merecedor de um Oscar, mas temos que intender que o Oscar nem sempre agrada o grande público, que acha chato 8 e 1/2 de Fellini e idolatra Crepúsculo, Se beber não case ou coisas assim. Eu até achei o filme bom, embora tenha umas cenas intelectuais metido a besta, que em Hollywood é muito valorizado.
Sei que ganhou o Oscar, porém, achei muito ruim.E,vi que não é uma opção tão pessoal . Estávamos em 4 e ninguém gostou. Mas,para tirar a dúvida, lancei a pergunta na minha pg do Face. Apenas 2 pessoas gostaram
Um filme que com certeza traz algo de bom para o espectador, temos uma visão interessante do ser ator, de percepção de personalidade, e também de duras críticas aos próprios críticos, aos filmes blockbuster, entre outras coisas, só não é tão única pelo fato de alguns argumentos não serem inéditos e mais que isso ultrapassados, um filme que sim tem sua importância, porém não é nada de revolucionário e exagera em alguns pontos e contrapontos, é pretensioso e conseguiu uma grande noite no Oscar, uma pena para Boyhood e O Grande Hotel Budapeste que na minha visão deveriam ter uma noite com mais prêmios.
Quando assisti tentei não me deixar influenciar pelas críticas que já tinha escutado, pois estaria recebendo a história do filme sem "pré - conceitos" estabelecidos. Todavia, tenho que admitir que as opiniões que observei anteriormente realmente tinham fundamento. Película muito bem construída, com história original e interessante. Cativou minha atenção até o final.
Birdman é um filme intenso, concentrando nos diálogos, a verdade dos bastidores do teatro e das grandes produções artísticas, o relacionamento entre os artistas, suas vaidades, competições, suas lutas por influência e poder, pelo prestígio, pelo sucesso junto do público e junto à crítica. Talvez, a primeira impressão de quem assista seja estranheza, pois o formato do filme é diferenciado. A câmera segue os personagens pelos corredores estreitos dos bastidores de um teatro, e uma bateria varia seus ritmos de acordo com a maior ou menor tensão e impacto de cada cena do filme. A participação imaginária de uma ilusão esquizofrênica do personagem principal do filme, o "Birdman", também contribui para aumentar a tensão narrativa. É um filme sobre os artistas, sobre como é a relação deles com a arte de representar, sobre o que está por trás de cada produção, e sobre o que o telespectador não vê, mas existe. Dentro disto, não há uma separação total e definitiva entre o que é casual e intencional, e muitas vezes o casual, aos olhos do telespectadores, parece intencional, e vice e versa. O tom do filme é humor, mas um humor sério, tenso, dramático. Um humor dos bastidores da Brodway. É a tentativa de penetrar na essência mesmo do artista, e da sua luta, em uma arena cujos extremos é a máxima competência e talento, que na maioria das vezes não representa o máximo do prestígio e do sucesso. Dentro disto, o que é comercial, e não é arte, e o que é arte, e por essa razão mesmo, não é tão comercial? Assistam o filme, e principalmente, tentem absorver o que está por trás do que é dito, pois em Birdman, o que é dito não é necessariamente o que é - como toda a boa comédia.
Antes mesmo de ver o filme, impressionou-me a genialidade metalinguística de fazer um filme sobre um ator em decadência que anos antes foi marcado por ter feito um super-herói de destaque no cinema. Qualquer um com mais de 30 anos certamente quando olha para Michael Keaton imediatamente se lembra de Batman em sua primeira versão cinematográfica. Mas aqui ele é... Birdman! Ou seja, Michael Keaton interpreta um personagem inspirado em... Michael Keaton! Uma sacada genial!
BIRDMAN – meu favorito do ano. Iñarritu foi um cara que começou muito bem – Amores Perros – mas ficou um chato – Babel. Então, considerava-o o terceiro em talento do super trio mexicano, que forma com Cuaron e del Toro. Mas o cara resolveu mudar o jogo, saiu daqueles climas pesados que caracterizaram seus filmes e mudou totalmente de estilo: uma comédia surrealista, metalinguística, cheia de símbolos e que ataca Hollywood em vários momentos. Só isso já daria um filme digno de nota. E se eu disser que ele filmou quase tudo em plano-sequência? Aí já temos um candidato a um dos melhores filmes do ano. Todo mundo fala de Michael Keaton – que não vai ganhar o Oscar por causa de Eddie Reidmaine - mas meu preferido é Edward Norton – que não vai ganhar o Oscar por causa de JK Simmons. Seu personagem é um narcisista, arrogante, que só pensa em si mesmo, embora diga que tudo que faz é pelo teatro. Toda hora que entra em cena, surge aquela apreensão: o que ele vai aprontar agora? O cara é imprevisível, sempre pronto para deixar todos de cabelo em pé. Muitas críticas a Hollywood: a piada inicial sobre grandes atores que ganham dinheiro fazendo super-heróis deve ter mexido com muitas vaidades! E o mais legal: é uma autopiada para três atores do filme – Keaton-Batman, Norton- Hulk e Emma Stone – Spiderman. E as piadas tragicômicas continuam sobre o envelhecimento, a insegurança, a fama, a egolatria. Meu preferido, por ser diferente, por ser corajoso, por ser autorreferencial.
O filme mostra a decadência com o desejo de retornar por caminhos diferentes. O personagem vive um eterno conflito com o sucesso do passado e o seu desejo de ser aclamado por um novo sucesso, porém com mais conteúdo. Os atores são carregados de conflitos internos. O roteiro é dinâmico e melancólico (a melancolia vem na medida certa, pois não chega e entediar). Recomendo.
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