Star Wars: Os Últimos Jedi
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4,3
1965 notas

182 Críticas do usuário

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Birovisky
Birovisky

229 seguidores 196 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 14 de dezembro de 2017
E vamos para o oitavo capítulo desta treta familiar intergaláctica e que não é melhor que STRA TREK, leia sem espaços em: h t t p s : / / rezenhando . wordpress . com /2017/12/14/rezenha-critica-star-wars-os-ultimos-jedi-2017/ .

Tive o inenarrável prazer de estar em uma “junked” do filme e conferir as mais de duas horas deste aguardado filme. Confiram a “rezenha” crítica de Star Wars: Os Últimos Jedi e descubram se ainda é mais do mesmo ou algo lúdico e inovador foi adicionado a maior franquia do cinema de todos os tempos.

Uma continuação direta de Star Wars: O Despertar da Força com os novos personagens devidamente apresentados no longa anterior, chegou o momento da franquia finalmente explorar mais a fundo cada um deles, mostrando uma jornada bem definida, que não é necessariamente guiada por um único herói. Então, enquanto Rey está tentando encontrar seu lugar no mundo e aprender sobre a Força e sobre ser uma Jedi, os guerreiros da resistência, Poe, Finn e a novata Rose (que na minha opinião foi totalmente desnecessária por querer trazer à tona discussões do mundo real em momentos inoportunos), traçam planos para tentar se defender dos ataques da Primeira Ordem.

Durante suas duas horas e meia o longa faz questão de enfatizar que a cada ato heroico feito sem pensar, recursos e vidas são perdidos e que uma guerra não pode ser vencida apenas explodindo coisas, há também a necessidade de decisões estratégicas e de uma boa liderança que influenciam indireta e diretamente em uma guerra e todo esse peso é explorado.

Se engana que a atuação da General Leia Organa foi apenas um fan service em virtude da morte de Carrie Fisher, sempre com decisões sábias e dignas, mostra a importância de seu personagem e como acender a fagulha da esperança de uma revolução.

Enquanto os heróis da resistência são mais aprofundados neste longa, apenas Kylo Ren é explorado na Primeira Ordem (e ainda nem tanto como deveria). Os vilões continuam sem destaque e muitas questões continuam em aberto, por exemplo Snooker que desde o episódio sete mostrava um poder descomunal mas que neste fica em total segundo plano com total descrédito com uma certa soberba (coisa que não deveria acontecer com seres elevados, independente de que lado está) que digamos decreta o seu fim.

Eu achava que veria apenas um um Porg, e de repente deparei-me com uma ilha cheia deles, já surtei né mas até que foram criados vários momentos cômicos com estes personagens que foram exclusivamente projetados apenas para serem engraçadinhos e vender bilhões de produtos licenciados, não são tão irritantes quanto os Gungans e em alguns momentos conseguem ser mais fofos que os Ewoks, apesar que tem um Gungan em especial que eu adoro e vou contra a maioria, o Jar Jar Binks, que se reinserido de forma correta poderia ser importante para o universo Star Wars (nego lê isso e quer me matar).

O filme possui muitos altos e baixos que quase me fizeram cochilar na sala de cinema, inebriado pelo horário é verdade onde a idade não possibilita mais estas loucuras. Alguns momentos e diálogos do longa tentam nos fazer de idiotas ou simplesmente ignoram a lógica desde quando Ray pisa na ilha onde está Luke que chega a ser irritante o despreparo de um Jedi, não pelo despreparo em si, mas o roteiro mesmo muito mal feito nestes momentos que fazem de Luke mais um coringa do que Jedi.

O jogo confuso que foi inciado no trailer desenvolve-se pelo filme onde há uma espécie de dança entre o lado das Sombras e o da Luz, envolvendo Rey e Kylo Ren. Eles sempre aparecem espelhados e comunicando-se por telepatia, conflitados sobre o seu caminho e origem, interligados de uma maneira emocional que nenhum outro filme da franquia havia ousado fazer. O contraste entre eles também é visualmente interessante e fica ainda mais rico nas cenas em que eles são colocados lado a lado em uma sequência muito bem elaborada.

Falando em cenas de ação são tudo o que podíamos querer, acrescentando um visual exuberante, vide a batalha em Crait, um planeta que tem um solo feito de um mineral vermelho coberto por sal. Quando as naves voam, levantam uma névoa cor de sangue que faz parecer que o cenário inteiro está ferido por conta do embate. É um momento que dá vontade de rever muitas vezes, pena estarmos assistindo em 3D que deixa tudo mais escuro, não vejo a hora de assistir em casa com o contraste “estralando” na tela.

Algumas discussões que são importantes para a sociedade em um geral são discutidas desnecessariamente em Os Últimos Jedi, como por exemplo o maltrato de animais e o tráfico de influência (que acarreta na venda de armas e naves para os dois lados), dormi nessa parte.

Star Wars: Os Últimos Jedi consegue ser melhor que seu antecessor por conta da ousadia e vontade de não ser chamado apenas de um remake mal feito que se utiliza de referências. Neste conseguimos notar uma identidade própria sem perder a essência, e principalmente, para quem realmente é fã emocionar-se com algumas cenas que vão ecoar para sempre na mente.

Iria assistir de novo? Sim, de preferência sem o 3D.

Minha nota é 3/5.
Alexandre S
Alexandre S

92 seguidores 150 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 1 de abril de 2018
Mais um episódio de Star Wars não traz nada de novo e perde muito tempo com luke. Menos emocionante que a média não passa de mais um episódio
Luiz Marcelo (Padreco)
Luiz Marcelo (Padreco)

22 seguidores 140 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 7 de junho de 2026
Filme muito válido pelos sessenta minutos finais, porque antes disso é somente enrolação que chega a dar sono. Graças a parte do final do filme, conseguimos considerar como regular. Principalmente o pseudo vilão é muito complexo e chato (filho do Han Solo), ator / personagem que ainda não convencem. A nova heroína principal começa a se destacar de maneira positiva e seu entrosamento com Luke também consegue elevar a nota do filme. Pra você que é fã da franquia é obrigatório assistir, mas assista com muita paciência.
Phelipe A.
Phelipe A.

63 seguidores 135 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 15 de dezembro de 2017
Star Wars: Os Últimos Jedi (Star Wars The Last Jedi) é um dos filmes mais esperados do ano, continuação direta de Star Wars O Despertar da Força, mas com uma diferença, a direção e o roteiro ficaram a cargo de Rian Johnson que divertiu os fãs com muito fanservice porém não conseguiu entregar uma continuação grandiosa para a nova trilogia.

Geralmente o segundo filme é o destaque em uma trilogia, mas em Star Wars: Os Últimos Jedi o diretor e roteirista Rian Johnson não conseguiu manter a grandiosidade do universo que nos foi apresentado em O Despertar da Força, deixando rasos personagens que nos foram apresentados no filme anterior. Os únicos que foram bem desenvolvidos foram Luke Skywalker (Mark Hamill) e Leia Organa (Carrie Fisher), os demais não foram tratados como no filme anterior com profundidade possuindo duas camadas com um background que fez com que os fãs criassem teorias.

Começando por Rey e Kylo Ren, onde Rey foi diminuída para uma menina que não consegue fazer nada sozinha, diferente da garota destemida que resolvia tudo com as próprias mãos, não esquecendo de que resumiram o passado da personagem com apenas uma fala do vilão. Kylo Ren é um personagem difícil de lidar, e agora com o desfecho que teve em Os Últimos Jedi isso apenas piora, não sabemos se ele é vilão ou um futuro herói, não sabemos se ele é poderoso ou se é apenas um garoto mimado. A falta de carisma de Adam Driver no papel era mascarado por conta da imponência e da caracterização do personagem, e isso foi desconstruído logo no inicio do filme.

Finn (John Boyega) e Poe Dameron (Oscar Isaac) também foram diminuídos a coadjuvantes que fazem side quests e que no final das contas não servem pra nada, enquanto o "poderoso" Líder Supermo Snoke foi apenas um boneco de CGI (muito bem feito por sinal) falava apenas usando palavras de efeito. Um vilão digno de Star Wars que foi deixado de lado sem ao menos nos dizer quem era realmente.

Todos esses pontos negativos ficam na conta de Rian Johnson que nos deu um filme confuso, com muitos furos de roteiro, com uma edição confusa, e momentos que beiram a piadas Marvel Studios, e como fã de Star Wars não era isso que esperava. O que foi mostrado durante a divulgação do filme era algo diferente, mais denso e sério, lembrando que Os Últimos Jedi mostra a Aliança Rebelde sendo dizimada, com o nosso herói Luke Skywalker precisando voltar a utilizar a força para salvar os poucos que restaram.

Mas o filme não foi apenas isso, e contou também com cenas que emocionaram os que estavam no cinema, e cheio de fan services que agradaram aos que viram a sessão. Isso agrada muito, já que somos fãs de Star Wars e queremos sempre o melhor, realmente esperava muito mais dessa continuação e graças à Força o diretor J. J. Abrams volta para finalizar essa trilogia que tem tudo para trazer novos fãs e agradar aos fãs de longa data.

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Daniel W.
Daniel W.

52 seguidores 111 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 4 de dezembro de 2018
é um bom filme mas não vejo nada de mas,além de um tradicionalismo de saga star wars nas suas histórias que parecer sempre as mesmas coisas.
Otávio S.
Otávio S.

16 seguidores 103 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 25 de maio de 2020
Excelente bem envolvente...um melhor que o outro.
Gerson R.
Gerson R.

83 seguidores 101 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de dezembro de 2017
Rian Johnson pode ser considerado desde já um cineasta muito corajoso. Afinal, assumir uma das maiores franquias da história do cinema não é uma tarefa que qualquer um faria com habilidade e competência – tendo de um lado os fãs xiitas da saga e do outro uma galera que apreciou ótimo O Despertar da Força, que trouxe para as novas gerações toda a intensidade que o universo de Star Wars é capaz de transmitir, Johnson consegue, com sua direção e roteirização criativa, dinâmica e inovadora, mas ao mesmo tempo mantendo-se fiel ao espirito original do que George Lucas lançou há 40 anos atrás, fazer de Os Últimos Jedi um passo importantíssimo para o futuro desta franquia que mudou o cinema – a junção do novo com o antigo nunca soou tão poderosa antes, fazendo deste filme um dos melhores da saga – mas com alguns escorregões que discutirei à frente.

Aplicar ousadia em filmes já muito bem estabelecidos para o grande público é um risco – ao mesmo tempo que se apegar demais a mesma formula poderia ser um problema: enquanto J.J. Abrams foi (injustamente) acusado de fazer do episódio VII ser uma suposta cópia de Uma Nova Esperança, Johnson é rebatido (injustamente, também) pelos fãs que consideraram sua abordagem diferenciada demais do universo original dos filmes. A resposta para a condução dos dois diretores em cada um de seus longas é bem simples: Abrams simplesmente usou uma estrutura já utilizada para introduzir novos (e belos) personagens – ao passo que, agora, Johnson expande este universo, deixando de resumir a saga em apenas, Skywalkers, Darth Vader e “bem versus o mal” – mesmo que a trama apresente características que lembrem certos pontos dos episódios V e VI – Star Wars, como sabemos, além de ser uma fantasia riquíssima, representa várias questões pertinentes em nossas vidas – sejam aspectos de moralidade, assuntos sociais e questionamentos ideológicos – surpreendente em passar, em certos momentos, questões que nos trazem a exploração capitalista sobre pessoas mais carentes ou até mesmo na realidade de nosso mundo, onde heróis e vilões se confundem quando o assunto é guerra ou aquisição de armas.

Em Rogue One, Gareth Edwards soube muito bem introduzir tais fundos de maneira bem discreta, mas eficiente – e fico muito feliz em dizer que Johnson também faz isso aqui – mas notem como seu trabalho é mais complexo, dado o número de personagens de Os Últimos Jedi ser consideravelmente maior. Sabendo dosar a emoção, ação e até o humor, o cineasta nos apresenta, logo de inicio, aos rebeldes, cada vez mais acuados no espaço pelas tropas da terrível Primeira Ordem, comandada pelo maligno Snoke (Serkis) – enquanto isso, muito longe dali, em um longínquo planeta, Rey (Ridley) finalmente encontrou Luke Skywalker, escondido e se sentindo culpado pelo fato de Kylo Ren (Driver), seu ex-aluno na antiga escola Jedi, ter ido para o lado sombrio da Força. Com o tempo se fechando contra os rebeldes, Poe (Isaac), Finn (Boyega) e a jovem Rose (Train) – junto de BB-8, é claro – tentam sabotar a nave do líder supremo Snoke, indo atrás de um homem (Del Toro) que pode desabilitar as defesas do imenso cruzador galáctico – ao mesmo tempo que a Almirante Holdo (Dern) assume o comando da rebelião no lugar da General Léia (Fisher).

Notem como uma trama destas poderia ser terrivelmente inchada nas mãos de um David S. Goyer da vida – mas não, o roteiro de Johnson é bastante consistente em focar em cada personagem com precisão – dando uma atenção essencial e dinâmica para cada um – mesmo que em pouco tempo, a Rose de Kelly Marie Train se mostra uma personagem interessante justamente por conferir uma certa reflexão sobre como os interesses de poderosos pesam na vida de certas etnias ou pessoas mais humildes, além de mostrar para o inseguro Finn de John Boyega uma maneira mais eficiente de encarar sua vida após tantos anos sendo oprimido pela Primeira Ordem, quando era um Stormtrooper – e a maneira espontânea como o Poe Dameron do eficiente Oscar Isaac constrói sua personalidade, ao tentar compreender aos poucos o verdadeiro significado de liderança bate de frente com a personagem de Laura Dern, que, se a principio parece fria e arrogante, torna-se quase emblemática – como conferido quando ela protagoniza uma das cenas de batalha mais espetaculares (mas bela e triste, ao mesmo tempo) de toda a saga!

E na relação entre a Rey da super simpática Daisy Ridley com Luke temos momentos que definem a personagem tão bem aceita em O Despertar da Força – ela agora começa a entender sua função no universo para ajudar os rebeldes – e a tão esperada presença de Mark Hamill não decepciona: o ator, que em 1977 ainda demonstrava uma certa insegurança – normal para qualquer ator iniciante – mostra-se agora um ótimo profissional – ainda mais que o roteiro sabe perfeitamente explorar um lado da própria personalidade do artista – o humor; logo de cara, na conclusão daquele momento final do episodio anterior, ele já demonstra isso – e também quando começa o treinamento Jedi de Rey – mas vai além disso – sua privação e tendência a solidão são extremamente bem fundamentadas e compreensíveis, passando longe de soluções convencionais – e é aqui que o poder de ousar de Johnson faz efeito.

Sem tomar rumos previsíveis, a trama de Os Últimos Jedi não tenta jamais cair para o óbvio – o enfoque na Léia da saudosa Carrie Fisher é realmente surpreendente, principalmente para quem se questionava sobre algo levantado no final de O Império Contra-Ataca e em O Retorno de Jedi - se revelando em uma das cenas mais emocionantes e belas do longa – devidamente dedicado à grande atriz falecida no final do ano passado – sim, eu chorei nesta parte! Mas devo destacar, em questões de atuação, o desempenho de Adam Driver como Kylo Ren, transformando seu personagem no mais multifacetado e complexo que a saga já mostrou até então – ao contrario de Darth Vader, Ren é indeciso entre o lado da luz e o da escuridão – sua frustração em não conseguir convencer Rey a ir para seu lado e a forma como é maltratado pelo Líder Supremo Snoke revelam sua real faceta, deixando-o como o personagem mais visceral e intenso de todo o filme.

Mas, entretanto, fica claro que o roteiro tem uma certa dificuldade em garantir o bom entrosamento de outros personagens e as situações que eles poderiam gerar – enquanto o General Hux do excelente Domhnall Gleeson tem pouco a fazer além de demonstrar desprezo por Ren, o Snoke de Serkis torna-se um personagem quase sem importância – mesmo que desta vez o CGI usado para sua caracterização seja melhor construído – embora ainda funcione como um elemento surpresa em certo ponto. Outro fato que pode nos deixar um tanto triste é o pouco aproveitamento de Chewbacca (mais para o humor, apenas), C3PO (Daniels) e R2-D2 (Jimmy Vee, substituindo o falecido Kenny Baker). E o “hacker” vivido pelo grande Benicio Del Toro poderia ser até excluído do filme – refletindo a pouco funcional parte da trama no planeta Canto Bight, onde Finn e Rose tentam conseguir a ajuda do suspeito e misterioso homem – tal parte, revela-se com uma certa relevância, mas ela impede que outros momentos mais importantes sejam focados – ainda que bem ao fim revele sua importância, que só seria realmente vista nas continuações – aliás, o fato do filme segurar certas informações (principalmente sobre o passado de certos personagens) também acaba por decepcionar e aborrecer em certas partes – é bem visível como existem diversas “informações falsas” durante a trama – ou que pelo menos soam assim.

Ainda assim, as decisões estéticas e estruturais que Johnson toma durante a condução de toda a trama jamais fazem deste episódio VIII um filme aborrecido – o ritmo do longa é intenso e bem preparado – fazendo suas duas horas e meia passarem mais rápido – com técnicas simples, o diretor impulsiona a narrativa de forma bem natural – como ao inserir diálogos em cenas que acontecem antes do que está sendo mostrado, principalmente no treinamento na ilha de Luke e nos momentos importantes onde Rey e Kylo Ren fazem um tipo de “conexão mental”, revelando uma curiosa tensão sexual entre os dois – com uma montagem simples, mas relegando uma forma de atuar mais desafiadora aos atores (reparem no choro de Daisy em algumas dessas partes), tais momentos preparam uma conclusão que impressiona por não cair no lugar comum, tornando Rey e Kylo ainda mais interessantes e ricos em suas personalidades e características.

E sobre os aspectos técnicos em geral, só posso dizer que mantém a qualidade exemplar de toda a franquia – direção de arte riquíssima, ainda aproveitando-se para ser mesclada com os belos efeitos digitais, como feito em O Despertar da Força – vide as criaturas de cristal do planeta Crait ou a forma como as X-Wings sobrevoam as naves da Primeira Ordem – além de planos detalhados onde pode-se ver os atores em meio as naves, sem parecer falso ou evidente o uso do CGI – coisa também vista na forma como os movimentos do adorável BB-8 são bem recriados – fazendo dele um coadjuvante indispensável – com importância real na trama.

Além disso, a misce-en-scene de Johnson é bastante abrangente em deixar as cenas de ação sempre com planos abertos, possibilitando uma visão clara de toda a movimentação – sejam as batalhas de naves ou os combates com sabres de luz – bem coreografados – e a fotografia de Steve Yedlin enriquece o filme com cenas belíssimas, que remetem a algo novo, mas ao mesmo tempo clássico da saga – a batalha no planeta Crait revela-se quase uma pintura clássica, com as planícies brancas em meio ao fundo avermelhado da terra, com efeitos com a luz do sol que impressionam pelo realismo, ainda mais quando dois personagens finalmente irão duelar – tudo bem acompanhado pelos fantásticos efeitos sonoros (uma indicação ao Oscar é quase certa) e pela magnifica (ah, vá?) trilha-sonora do mestre John Williams, que não precisa apelar para fazer qualquer fã se emocionar com suas composições clássicas do tema, se mesclando com outras novas e também envolventes.

Mesmo que seu roteiro sofra com situações e momentos possivelmente descartáveis, Os Últimos Jedi ainda é uma experiência fantástica, capaz de emocionar e conquistar novos adeptos no universo da franquia, sem jamais ofender o passado – é um filme ousado, criativo e com um diretor e roteirista totalmente disposto a nos surpreender e envolver, com está trama repleta de ricos e complexos personagens, sejam os novos ou antigos.

Assim como Luke descreve a Força em certo momento, Star Wars é vida e pertence a todos, e não só a aqueles fãs que não conseguem abrir a mente para algo inovador, desafiador e emocionante como este episódio VIII o é.
Alvaro Triano
Alvaro Triano

98 seguidores 97 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de dezembro de 2017
O segundo filme da nova trilogia de Star Wars faz diferente do que se esperava de um filme do meio. Não chega a ser um "Império Contra-ataca", mas é tão bom quanto no que se propõe a fazer. Star Wars: Os Últimos Jedis constrói uma narrativa que brinca com a dualidade luz x trevas o tempo todo (1h40), fazendo com que o espectador duvide de vários diálogos entre o núcleo principal de personagens, nesse sentido, o roteiro de Rian Johnson, que também dirige o longa, faz total sentido. Johnson é cuidadoso em criar o seu storytelling e contar toda uma história antes de entregar o que realmente o grande público (e fãs) querem ver: luta de sabres. Sua direção é cautelosa, tem a leveza das cenas cômicas, mas também entrega com maestria a emoção dos reencontros e plot twists que o filme revela ao longo de seus 152 min. Achei um pouco enfadonho o longo tempo da construção de narrativa, mas é justificável para um o terceiro ato majestoso, que vai além de nossa compreensão e abrange ainda mais esse universo tão rico da franquia. O que Rian Johnson faz no final do filme é algo para se aplaudir de pé na sala do cinema ou onde você for assistir o filme. É emocionante! Grandioso! Traz esperança e nos mostra que Star Wars vai além de uma família, vai além de um capítulo, vai além de um simples filme pipoca. Star Wars: Os Últimos Jedis é emocionante porque fala de gerações, gerações que moldaram o seu caráter ouvindo histórias de personagens de uma galáxia muito muito distante.
Emerson M.
Emerson M.

29 seguidores 82 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de janeiro de 2018
pense em um filme que juntou o atual com o passado sem errar. nostalgia do inicio da saga de anakin e ansiedade no novo rumo faz qualquer fã delirar. ate mesmo quem não é fa ao ver sente a curiosidade de navegar nesse mundo infinito que é star Wars. com final que simplesmente serve para acabar com o antigo e dar vida ao novo me surpreendeu. superou todos os filmes de heróis do ano. mau poso esperar pelo próximo.
Pitacos.cinematográficos
Pitacos.cinematográficos

28 seguidores 71 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 21 de dezembro de 2017
Star Wars: Os Últimos Jedi é um filme diferente da saga, em que o tom solene foi deixado de lado em prol do entretenimento fácil, com uma edição que errou em não dar destaque a seus pontos mais fortes. Ainda assim, há sequências memoráveis e um desenvolvimento de trama surpreendente com um final arrebatador.

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