**Minha crítica sobre *A Face da Morte***
Ao iniciar o filme *A Face da Morte*, minhas expectativas estavam moderadas, pois já havia ouvido opiniões variadas. Ainda assim, entrei na experiência com a mente aberta, disposto a me deixar surpreender. Porém, ao longo da exibição, percebi que o filme, infelizmente, não conseguiu me conquistar — nem como entretenimento, nem como obra cinematográfica com profundidade narrativa.
O título, que sugere um suspense psicológico intenso ou até uma reflexão existencial, acaba sendo mais promissor do que o próprio conteúdo. Desde os primeiros minutos, senti que a construção da trama carecia de impacto. A introdução é lenta, e embora isso não seja necessariamente um defeito, pois muitas obras de qualidade desenvolvem-se gradualmente, neste caso faltou um gancho real que despertasse o interesse do espectador.
Os personagens, um dos pilares de qualquer boa história, não possuem o carisma ou a complexidade necessária para criar identificação. Suas motivações não são bem exploradas, e suas ações muitas vezes parecem artificiais ou sem lógica interna. Como resultado, o envolvimento emocional com suas trajetórias se torna difícil.
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A forma como o protagonista “retorna” após a suposta morte, sem nenhuma explicação convincente, quebra qualquer lógica do roteiro e faz parecer que o filme não respeita nem suas próprias regras internas.
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No aspecto técnico, o filme também deixa a desejar. A direção de arte é genérica, a trilha sonora não se destaca, e a fotografia, que poderia ter contribuído para criar um clima de tensão ou desconforto (desejável em um filme com essa temática), passa despercebida. As escolhas de enquadramento e iluminação são básicas, sem nenhuma tentativa ousada ou criativa que possa provocar o espectador.
A direção parece hesitante, como se não soubesse exatamente o que deseja transmitir: um suspense, um terror psicológico, ou uma simples crítica social? A indecisão de tom afeta o ritmo do filme, que oscila entre momentos lentos e cenas apressadas, sem um equilíbrio claro. O resultado é uma narrativa desconexa, que não sabe para onde vai — e, por consequência, o público também não.
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Além disso, a cena final, que deveria causar um impacto emocional ou surpreender, parece mais uma tentativa forçada de criar um gancho filosófico que não combina com o restante do filme.
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Outro ponto fraco está no roteiro, que apresenta situações previsíveis e diálogos genéricos. Em um gênero que depende tanto do elemento surpresa ou da construção de tensão, o uso de clichês narrativos sem uma reinterpretação criativa torna a experiência monótona. Há diversas cenas que parecem recicladas de outros filmes, mas sem a mesma força ou impacto.
É importante lembrar que toda obra artística é subjetiva. O que não me agradou pode ter encantado outras pessoas. Porém, como espectador que valoriza boas histórias, personagens bem escritos e uma direção segura, sinto que *A Face da Morte* ficou aquém do que poderia ser. O conceito tinha potencial, mas a execução falhou em quase todos os aspectos.
Em resumo, *A Face da Morte* é um filme que prometeu mais do que entregou. Faltou identidade, faltou alma. A sensação final é de frustração, como se o tempo investido na obra não tivesse valido a pena. Respeito o trabalho dos envolvidos, pois produzir cinema é um desafio, mas não posso dizer que tive uma experiência satisfatória.
**Minha nota é 4/10.** Pela tentativa de criar algo reflexivo, mesmo que tenha falhado. Há uma boa ideia escondida ali — só que, infelizmente, muito mal aproveita
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