Raça
Média
4,1
138 notas

11 Críticas do usuário

5
3 críticas
4
3 críticas
3
4 críticas
2
1 crítica
1
0 crítica
0
0 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Sidnei C.
Sidnei C.

127 seguidores 101 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 25 de novembro de 2016
Jesse Owens. Pra muitos o nome pode não dizer nada. Mas acho que a maioria das pessoas conhecem sua história. Em 1936, Owens ganhou 4 medalhas de ouro na Olímpiada de Berlim, onde Hitler pretendia demonstrar a superioridade da raça ariana. O filme Raça se propõe a contar esta história. Mas, como é comum às mais recentes cinebiografias, não tem a pretensão de contar toda a vida de Jesse Owens, mas se focar mais em sua participação nas Olimpíadas, seu grande feito. Por isso, não há muita enrolação no início, e rapidamente já nos vemos em plena Olimpíada de 1936, com a incrível participação vencedora de Owens.

O que o filme tem de mais interessante é revelar alguns detalhes sobre a participação de Owens e da equipe americana nos Jogos de 1936, que a grande maioria de nós desconhece. Assim, o filme acaba naturalmente acrescentando personagens ligados à sua vitória decisiva, como seu treinador, o representante do Comitê Olímpico Americano Avery Brundage (pintado com tintas um pouco de vilão, é bem verdade), o atleta rival alemão Luz Long, e a diretora de cinema Leni Riefenstahl. É bastante elogiável que o filme não generalize o comportamento dos alemães da época do nazismo. Assim, Riefenstahl é mostrada mais preocupada com a qualidade de cinema do documentário que produzia (o clássico Olympia) do que com cumprir com o caráter de eminente propaganda que lhe foi encomendado. O filme mostra, ou insinua, que na defesa de sua obra ela teve a coragem de enfrentar o temido Goebbels. Luz Long, por sua vez, por seu comportamento amigável com o rival Owens, acabou sendo punido pelo regime nazista.

Da parte de Owens, o filme não deixa de salientar o racismo bi-nacional que ele sofreu, mostrando com rara auto-crítica para um filme americano como toda a discussão de um possível boicote do Comitê Olímpico Americano não fazia muito sentido num país que à época impunha aos cidadãos negros uma segregação tão terrível. Assim, o racismo da Alemanha nazista seria tão preocupante para um atleta que em sua própria casa era obrigado a encarar bancos de ônibus e banheiros separados?

Raça é um filme modesto, se apoiando basicamente em contar sua história. O roteiro é bem convencional, lembrando o de um bom telefilme. Mas acerta na escolha dos atores, todos convincentes, e que ajudam a nos fazer envolver em sua história. Stephan James (que ficou conhecido em Selma, de 2014) foi uma boa escolha como protagonista. Os experientes Irons e Hurt tiram de letra seus papéis. Mas Carice Van Houte, como Leni Riefenstahl, e Jason Sudeikis, como o treinador Snyder, se destacam entre os coadjuvantes. Mais pela história que quer contar – e que infelizmente ainda tem ressonância num mundo que não mudou tanto assim depois de quase um século – do que por suas qualidades como cinema, Raça é um filme que merece ser visto e descoberto.
Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 3 de novembro de 2019
Na história do esporte, Jesse Owens cravou seu nome ao ganhar quatro medalhas de ouro na modalidade atletismo, durante os Jogos Olímpicos de 1936, que foram realizados em Berlim, Alemanha.

O filme Raça, dirigido por Stephen Hopkins, conta justamente a história por trás do triunfo de Owens, com ênfase nos treinamentos feitos na Universidade de Ohio, e na relação com seu treinador Larry Snyder (Jason Sudeikis). Numa época em que os Estados Unidos viviam a segregação racial, toda a trajetória de Owens já era vitoriosa, devido aos obstáculos que ele teve que superar em busca da realização de seus sonhos.

Entretanto, o que diferencia Raça de outros filmes que possuem a temática esportiva é a conjuntura histórica na qual o longa se passa e que aborda as discussões sobre a participação norte-americana nos jogos organizados pela Alemanha nazista e nas relações que foram estabelecidas entre as autoridades olímpicas norte-americanas, principalmente Avery Brundage (Jeremy Irons), e figuras proeminentes do regime nazista, notadamente o super Ministro Joseph Goebbels (Barnaby Metschurat).

Além de encontrar seus melhores momentos na disputa dos jogos em si e nas ocasiões que levaram Owens aos seus ouros olímpicos, Raça encontra seu ponto alto quando o regime nazista é confrontado com a questão de que o grande heroi daquele evento olímpico foi um homem simples, negro, vindo do país mais poderoso do mundo desde sempre.
Fabrício Madureira
Fabrício Madureira

6 seguidores 55 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 20 de novembro de 2017
É o tipo do filme em que já se sabe o que vai acontecer no final (e nem poderia ser diferente , já que se trata de um relato sobre um fato ocorrido). O ponto legal do filme é a forma como é mostrado o preconceito e os bastidores do regime nazista. O ruim é aquela velha história de mostrar os EUA como o mocinho da história, apesar de que neste caso específico ninguém é mais vilã que a Alemanha nazista. Um bom filme, nada de extraordinário.
Luciano
Luciano

7 seguidores 48 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 8 de fevereiro de 2019
Bom filme com um belo retrato de época e boas atuações. Baseado na incrível história real do Jesse Owens, um negro que mesmo ganhando na Alemanha Nazista não foi totalmente reconhecido nos EUA em vida. Vale a menção a outro grande esportista que é retratado no final, o alemão Luz Long.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa