A Caça
Média
4,4
974 notas

120 Críticas do usuário

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alexandrecunha
alexandrecunha

53 seguidores 34 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de maio de 2013
Filme com enredo muito bom e forte, com excelente desenvolvimento dos atores.
Excelente abordagem, que foge dos padrões norte-americanos (graças a Deus).
Final fantástico e surpreendente, apesar de nao dizer ser baseado em fatos reais, a verácidade é mto forte!
Recomendo!!!
Thiago Ferreti
Thiago Ferreti

10 seguidores 277 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de agosto de 2024
Filme bem dirigido e com ótima atuação do ator principal( Mads Mikkelsen). Aborda um tema que muitos não tem coragem de falar. A história é desenvolvida de forma lenta e prende a atenção até o fim com uma atmosfera perturbadora.Considero uma obra prima.
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de abril de 2013
Confesso que não tava esperando nada depois do filme anterior do Vinterberg, que acho beeeem fraco. Mas não é que me surpreendi? Roteiro coeso, atuações fundamentais... O filme é muito bom. Principalmente ao tocar nos assuntos que faz questão de abordar. A perversão da criança, por exemplo. Até que ponto atitudes infantis podem ser vistas como infantilidade? Aliás, é um filme fundamental para pessoas que acham que crianças não mentem... Pessoas que esqueceram da sua própria infância.

Mads Mikkelsen se mostra muito versátil aqui (apesar de seu prêmio em Cannes ser equivocadíssimo), principalmente nos momentos mais próximos do final, quando ele finalmente extravasa. Finalmente porque é um dos pontos fracos do filme pra mim: sua passividade em frente ao que estava acontecendo com ele próprio. Gostaria, sim, de vê-lo dizer alguma vez "eu não fiz isso, acreditem em mim!" em vez de demonstrar essa fala por meio de atitudes. Porém, não dá pra negar que é coeso dentro da narrativa essa sua postura, afinal, o personagem é realmente introspectivo, e até, porque não, frio.

Thomas Bo Larsen também merece um grande destaque, ele tem pelo menos umas três cenas de cair o queixo. Lasse Fogelstrøm me impressionou, desde o momento em que ele entra em cena, e que não podemos ter o protagonista Lucas, domina o filme de forma magistral. A cena em que seu personagem confronta Theo é arrebatadora.

Como filme, A Caça é bem competente, apesar de se basear muito mais em cenas do que no todo representado por elas. Entretanto, isso pouco importa quando as cenas são de grande impacto e muito bem feitas (a cena em que Klara mente pela primeira vez não vai sair da minha mente tão cedo). E não é o final inconclusivo e non sense que tira o brilho do filme. Ok, estraga um tantinho, mas depois de tudo o que ele entrega, ou a forma com que os acontecimentos vão se desdobrando, esse era um risco iminente. E apesar dele, vou sempre lembrar de A Caça de forma otimista.
Osvaldo F.
Osvaldo F.

13 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de março de 2013
O filme é inquietante, assustador. Trabalhar com uma temática dessas é um desafio gigante para o Thomas Vinterberg, as ele o fez com uma destreza impecável. Ela dirige de maneira impecável com tomadas de cena onde deixam transparecer o sentimento das personagens de uma maneira belíssima.

Quem assiste, com certeza passará algumas semanas pensando e remoendo sobre a película, visto que nossa carga de preconceito fica abalado.

Uma fantástica ponte que podemos fazer é com a atuação da mídia em algumas história parecidas. Como a mídia trata casos como esse? Conseguem ser imparciais para não julgar previamente de maneira errônea ou segue o clamor popular da população?
Cinetrix
Cinetrix

20 seguidores 55 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de setembro de 2013
A premissa de "A caça" não é novidade. Impossível não lembrar da temática sobre pedofilia provocada por uma menor de idade em "Confiar" e da passividade e recriminação sobrida pela protagonista de "Precisamos falar sobre o Kevin". Aqui, essas ideias se mesclam para mostrar a reviravolta na vida de um professor que é injustamente acusado de pedofilia e tem sua dignidade afetada. Aos poucos, a história ganha contornos dramáticos esplendidamente perturbadores e bem desenvolvidos pela narrativa, seja pela injustiça para com o personagem principal, por seu comportamento inerte, pela mentira que se dispersa como verdade ou pelo desfecho reflexivo que faz jus ao título. Tudo é conduzido de forma segura e eficiente por Thomas Vinterberg, que também assina o ótimo roteiro. Destaque para a atuação de Mads Mikkelsen.
Leonardo d.
Leonardo d.

18 seguidores 73 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de janeiro de 2015
Um dos melhores filmes de 2013, que aborda de forma profunda e pungente a ausência da racionalidade quando a falsa verdade é imposta pela histeria e pelo inconsciente coletivos. Mesmo nas sociedades mais evoluídas (como a cidadezinha europeia em que se passa a história), a caça aos animais por puro esporte põe em xeque essa suposta evolução, para lembrar que, no raso e no fundo, os homens quase sempre deixam transparecer seu lado bruto, transgredindo o modelo de sociedade civilizada.
Patrick C.
Patrick C.

12 seguidores 4 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de janeiro de 2014
Excelente o filme! spoiler: Mas eu ia preferir que aquela menina e todos aqueles que o julgaram morressem queimados, isso sim.
Dá muito raiva tudo o que acontece com ele. spoiler: Devia ter mostrado como os outros pediram desculpas e foram se redimir. A história toda destruiu a vida do cara.
Rafael A.
Rafael A.

23 seguidores 40 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de maio de 2013
Filme dinamarquês intitulado de “A Caça”, ou Jagten (título original), é um filme reflexivo e sombrio, um drama que nos coloca frente a frente com nosso maior defeito humano, o julgamento.

Então você amigo(a) internauta estará pensando: “Imagina! Eu não não sou do tipo que julga os outros”, e eu lhe contrariarei dizendo que todo ser humano é, sim, um julgador por natureza. Seja sincero consigo mesmo, admita que é um julgador(a) por natureza, pois essa é a mais pura verdade sobre nós. Será que você não seria um daqueles que atiraria pedras naquele que dizia ser um “enviado” de Deus? Será que se hoje aparecesse alguém (como já aparece), dizendo que é um enviado de Deus, você não acharia bobagem, tiraria sarro dele, e o condenaria? Então o que nos diferencia daqueles que julgaram Jesus, por exemplo? Outros tempos, outra formas de julgamento, porém, o mesmo propósito, a condenação simples e pura. Então vamos ser claros, somos julgadores, isto está no nosso ser.

“A Caça” é um filme que abraça exatamente essa natureza humana, ela mergulha da forma mais “covarde” que um ser humano pode chegar a tal julgamento com o ser mais puro que conhecemos…as crianças.

O filme conta a história de Lucas, ex-professor de adolescentes que acaba indo trabalhar em uma creche. O professor é considerado por todos um bom amigo, bom professor, aquele tipo de pessoa que gostamos de ter ao lado. Porém, apesar de viver essa condição social favorável, ele tenta reconstruir a vida após um divórcio complicado, no qual perdeu a guarda do filho. Convivendo com tudo isso, e buscando essa reaproximação do filho, Lucas acaba se vendo imerso a uma situação nem um pouco confortável, pois a pequena Klara, filha de seu melhor amigo e com apenas cinco anos, fica perturbada quando o irmão mostra uma foto “sexual” e ela acabando dizendo que a diretora que Lucas mostrou sua genital à ela. Começa aí um inferno sem tamanho para o ex-professor.

Um adulto, sem histórico criminal, amigo de todos, pode ser na verdade um tarado sexual que abusa de crianças inocentes? Pode! E é exatamente isso que todos passam a acreditar. Amigos, colegas de trabalho, e até as próprias crianças começam a desenhar em Lucas a imagem de um monstro.

É filme é muito bem escrito, é tenso do começo ao fim. Ele oscila entre momentos de tranquilidade e uma tensão muito próxima do pânico entre os personagens, e isso é sem dúvida uma de suas qualidades. Outro bom ponto em temos na história é justamente este conflito entre a inocência infantil e a infantilidade adulta, digo isso, porque temos momentos claros do filme em que a pequena Klara afirma que falou besteiras e que Lucas não fez nada, mas as pessoas acreditam plenamente que ela está confusa e perturbada, e não a escutam, ou seja, é um fato curioso, escutar apenas quando o tema da conversa é “perigoso”, “feio” e não escutar quando é “verdadeiro” ou “autêntico”. Este é um ponto, aliás, que o filme trata de uma forma bem sutil, pois no começo vemos que os pais de Klara literamente a perdem! Ou seja, não sabem onde ela está, para onde foi, e Lucas a encontra e a leva de volta para casa: este fato não acontece uma vez, mas várias, fica aí uma relação clara entre o bem e o mal, pois a menina quando era inocente, e não tinha sofrido nenhum tipo de trauma era uma menina “perdível”, e agora, maltratada, abusada, ela vira o centro das atenções, uma “coitada”! Uma crítica direta aos próprios pais, avós, parentes, etc…que acabam favorecendo muito mais, atitudes negativas e coisas erradas que as certas, “cuidado para não cair” ao invés de “se cair não tenha medo”….”Não corra!” ao invés de “Você é muito rápido!”…etc…

Além deste lado filosófico que o filme nos propõe a pensar, ele também mostra ter uma direção bem segura, e isso deve ser credenciado ao diretor Thomas Vinterberg, que também ajudou a escrever o filme. Ele consegue nos guiar pelo filme de uma forma que nos mostra vários pontos de vista e isso nos dá uma noção muito clara do tamanho da situação, e até mesmo a gravidade que ela toma. A direção de arte e a fotografia são outros ótimos pontos do filme, isto porque existem algumas sequências que são muito bem feitas, saindo de tomadas externos para internas, e a qualidade se mantém da mesma maneira. Um exemplo disso é justamente quando Lucas entrega Klara aos pais depois que a pequena se perdeu, ela entra dentro de casa e brinca com o cachorro com a luz da porta ao fundo, isso deixa amostra apenas sua pequena silhueta.

No elenco temos Mads Mikkelsen, conhecido do grande público por ter sido o vilão de 007 Casino Royale, além dele Thomas Bo Larsen, Annika Wedderkopp, Lasse Fogelstrøm, Susse Wold e Anne Louise Hassing, todos dinamarqueses. Mads por sinal, levou o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes 2012, e sem dúvida foi um prêmio muito merecido. Assim como falei de Marion Cotillard em crítica de Ferrugem e Osso, acredito que estes atores se sentem mais à vontade em seus países, pelo menos nestes dois filmes, vi atuações brilhantes de atores que tinham papéis coadjuvantes nos EUA.

O cinema dinamarquês nunca foi tão vangloriado como o italiano, por exemplo, porém já produziu filmes de altíssima qualidade, como A Palavra (1995), Festa de Família (1998) e Dogville (2003), porém acredito que “A Caça” chegou para elevar o nome do país, e quem sabe conseguir mostrar mais da cultura deste país que é tão rico.
Carlos B.
Carlos B.

9 seguidores 7 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de abril de 2013
O melhor filme de Thomas Vinterberg desde "Festa de Família" é um drama psicológico perturbador, baseado na performance magistral de Mads Mikkelsen.
Quem gosta de filmes com temas fortes que te fazem refletir esse eu assino embaixo.
Rosangela Machado
Rosangela Machado

8 seguidores 22 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de abril de 2016
A Caça é daqueles filmes que a gente se pergunta sobre o ilimitado mistério do ser humano, desafiando a incógnita entre o mal e o bem que permeia todos nós. Uma resposta não desejada levou o protagonista a uma situação de contínua incerteza sobre suas atitudes, por aqueles que o rodeiam. E um comportamento conhecido por todos no cotidiano da vida não é suficiente para resguardar o que uma pessoa pode ser, num momento seguinte. A trama persegue, desde os instintos humanos possíveis até uma construção de paradigmas dentro de uma sociedade, muitas vezes engessado e (equivocadamente) definitivo.
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