O Som ao Redor
Média
3,7
470 notas

78 Críticas do usuário

5
13 críticas
4
18 críticas
3
9 críticas
2
15 críticas
1
15 críticas
0
8 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de fevereiro de 2019
O Som ao Redor é uma alma cinematográfica de como o acumulo de pequenas coisas e tensões do cotidiano podem nos presentear com um extraordinário filme. O novato e talentoso diretor Kleber Mendonça Filho, faz do longa uma obra incomum: uma linguagem experimental com momentos de um jugo sonoro imagético que lembra David Lynch, um dos filmes mais interessantes dos últimos tempos no cinema nacional.Tudo aqui é de uma sensibilidade cinematográfica impressionante, das camadas sociais em conflitos tensos , a trilha sonora que se adequa completamente á temática do filme. Não esquecendo que o sotaque nordestino empresta a cereja do bolo. Indiscutivelmente não dá para perder , principalmente os que apostam no cinema nacional.
Lidiana C.
Lidiana C.

24 seguidores 10 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 12 de outubro de 2013
Filme de 2012 dirigido e escrito por Kleber Mendonça Filho conhecido por produzir curtas como: Vinil Verde, Eletrodoméstica e Recife Frio, este é o primeiro longa de ficção do cineasta que sem sombra de dúvidas conseguiu a façanha de refazer o cinema, retratando a classe média como nunca tinha sido mostrada.
Trata-se sim de uma crítica à sociedade. Mas não a sociedade dos morros, do tráfico de drogas, dos presídios, como estamos acostumados a ver em filmes como Carandiru, Tropa de Elite e tantos outros que expõem tão bem os problemas de um Brasil oprimido e que levianamente são criticados por quem acha que cinema nacional resume-se a: favela, palavrões, tráfico, seca do nordeste.
O Som ao Redor mostra o cotidiano de uma rua de classe média no Recife. Aparentemente o que vemos realmente é o dia-a-dia dos personagens, nada demais. No entanto, logo no início do filme nos deparamos com fotos em preto e branco mostrando trabalhadores rurais, plantações de cana-de-açúcar, casarões antigos, e em seguida um condomínio moderno cheio de crianças brincando. É o ponto de partida da história e um belo contraste social!
A chegada de seguranças particulares muda a rotina da vizinhança. Uma vizinhança que parece ser comandado por um coronel dos tempos antigos: Sr. Francisco (Waldemar José Solha) que é dono de vários imóveis na região e exerce grande influência entre os moradores.
Talvez tudo que eu escreva aqui já tenha sido escrito antes. E não é para menos, eu realmente nunca tinha visto a classe média como ponto central em um filme brasileiro. Geralmente vemos o imigrante nordestino, o bandido, a polícia, o morador de rua. Não que isto seja ruim, mas retratar um outro grupo de pessoas preocupado com a sua segurança, preocupado com o recebimento intacto da Revista Veja, é algo realmente novo.
A obra de Mendonça Filho tem essas nuances que podem passar despercebidas, mas que merecem ser discutidas.
Um outro ponto curioso é o do menino que escala as casas. Ele é mostrado em duas cenas: a primeira é quando Bia, incomodada com os latidos do cão, perde o sono e vai para a varanda. Ela então vê um garoto escalando os telhados de uma casa.
Na outra cena, a filha de Bia sonha com vários meninos que sobem em árvores e em casas. Ela fica apavorada!
Há uns anos atrás no Recife de fato existiu um "menino-aranha" que roubava os apartamentos escalando-os. Tiago João da Silva foi morto a tiros com 18 anos. Kleber Mendonça Filho recria essa personalidade que ficou tão popular no Recife, transformando-a em uma figura quase fantasmagórica. É o medo da classe média que vê sua segurança abalada, ou medo da ascensão dos que sempre foram oprimidos?
Quando o neto do Sr. Francisco vai visita-lo no antigo engenho podemos entender as fotos que são mostradas no início do filme e como Sr. Francisco conseguiu tantos imóveis. E o mais curioso, é que seu neto, o personagem mais simpático da trama é quem tem um pesadelo com a cachoeira da fazenda. Ele sabe que o patrimônio do avô e que um dia será dele, foi construído às custas de trabalhadores que deram o suor e certamente a vida pelo engenho.
Realmente não sei se consegui escrever uma crítica a altura do filme. Depois de assisti-lo entendi porque tem sido tão falado e esta sendo cotado para representar o Brasil no Oscar 2014.
O que posso afirmar é que se você tem aqueles velhos conceitos contra o cinema nacional, esta perdendo uma grande chance de assistir grandes obras como O Som ao Redor. Com Oscar ou sem Oscar não tenha dúvidas de que Kleber Mendonça Filho revela-se como um cineasta promissor e de que seu primogênito é uma reviravolta no nosso cinema.
Marcos A.
Marcos A.

95 seguidores 123 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de janeiro de 2013
Filme nacional sensacional, vindo de Pernambuco e mostrando que tem muita coisa boa sendo feita em todo país. Colocar o som como um personagem crucial na história só torna o filme mais maravilhoso, e ainda tem drama, suspense, vingança e sustos. Infelizmente, foi lançado na ultima sexta-feira somente em algumas salas do Rio, SP e Pernambuco. Um filme que merece ser visto.
Bruno Campos
Bruno Campos

630 seguidores 262 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de abril de 2020
Obra-prima máxima de Kleber Mendonça Filho. O olhar sensível sobre o entorno (o real protagonista do filme) é extremamente singular.
Wellingta M
Wellingta M

938 seguidores 257 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de outubro de 2014
Orgulho do cinema Nacional e principalmente do cinema pernambucano. O Som ao Redor nos mostra que para fazer bom cinema não é preciso que se conte uma estória no centro-sul do país, não é preciso atores globais, não é preciso apelas para baixarias e humores questionáveis. O Som ao Redor é o retrato da sociedade em que vivemos e por isso, é universal. Poderia ter sido feito em qualquer cidade. Genial!!! Grande obra cinematográfica para ser vista e estudada.
Khemerson M.
Khemerson M.

61 seguidores 74 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de dezembro de 2014
Existe uma narrativa pungente por trás das simplórias micro-histórias que compõem este fabuloso O Som ao Redor, que se revela através da eficiente diegese sonora que dá título ao filme. Rigorosamente falando, não existe necessariamente uma grande trama que costure todas as narrativas do filme, mas verdadeiros flagrantes do cotidiano dos personagens que têm sua importância intensificada através da captura eficiente de sons ambientes, cujo design sonoro eficaz nos ajudará a mergulhar naquele ambiente e compreender melhor aquele universo.

Universo esse que diz respeito à indivíduos de um condomínio de classe média de Recife que, enquanto lidam cada um a seu modo com pequenas situações do cotidianos, estão cada vez mais preocupados com a própria segurança, sobretudo depois que o carro de uma jovem amanhece arrombado. Aliás, esse é o pontapé da trama: depois de passar a noite com uma desconhecida, o personagem João, ao levar sua jovem amante até o carro dela, encontra-o arrombado e roubado. Após despedirem-se, João passa a investigar o fato entre os vizinhos até começar a desconfiar de seu primo, Dinho. Cenas depois, seguranças particulares estão circulando pela mesma rua oferecendo seus serviços aos moradores que, cada vez mais ressabiados, aceitam sem questionamentos... (LEIA O RESTANTE DO TEXTO NO LINK ABAIXO!)
Domingos M.
Domingos M.

41 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de janeiro de 2013
assisti hoje no cinema ao filme pernambucano: "o som ao seu redor", que além de muito premiado, foi elogiado pelo N.Y. times.
gostei tanto, que resolvi escrever sobre o filme.
o que mais me chamou a atenção foi o nível de realismo da obra. o "power-mega-hiper-realismo", chegou a me lembrar de alguns entre os melhores filmes iranianos. até o tempo do filme parece o tempo real.
a imprevisibilidade também se destaca. sem muitas pistas falsas, o roteiro vai construindo a história e em nenhum momento eu previ o que viria em seguida. acho que isso tem a ver com o compromisso dos criadores com a verdade. nossos olhos estão acostumados com tiros e explosões, com o glamour e os efeitos... a comida previamente mastigada.
a despretensão estética dos planos, chega a passar despercebida, tamanha a minha imersão na catarse.
sem atores famosos, primeiro longa do diretor e um orçamento de 2 milhões, (considerado baixo por alguns...) o filme mantém os sentidos aguçados, diante de situações cotidianas, que parecem caminhar com uma estranha delicadeza, para o colapso.
o filme mostra um novo olhar sobre o nordeste desenvolvido. um nordeste que passa longe da seca e da miséria. um preciso retrato social, que apresenta novos arquétipos, sem nenhum tipo de clichê.
essa tardia, porém feliz mudança de assunto, agrega um frescor muito peculiar ao filme. eu ri, me emocionei, fiquei tenso e envolvido.
nenhuma novidade tecnológica, nenhum conceito estético novo, nada... apenas uma mudança radical de assunto e de olhar, que fazem do filme, um retrato atual do povo brasileiro, sobretudo do nordestino.
recomendo muito para quem gosta de cinema brasileiro, para quem cansou dos fogos e efeitos hollywoodianos, ou que simplesmente querem comer algo com novo sabor. gosto muito de filmes que me fazem pensar ou mudam algo em mim.[spoiler]
Maria Inês A.
Maria Inês A.

20 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de janeiro de 2013
Estou impactada. Uma imagem vale mais que mil palavras, o som é muito mais que fundo. É central, tem voz, é presença marcante. Ritmo singular, roteiro sem progressões previsíveis. Tem humor, tem amor e tem a violência como linguagem corrente do ser humano e especialmente do Brasil desigual em que vivemos.
Vinicius M.
Vinicius M.

25 seguidores 4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de dezembro de 2013
Um ótimo filme sempre deixa o seu público impressionado, e dessa forma, O Som ao Redor não foge dessa ''regra''. A forma que o filme retrata a vida daqueles moradores (além da relação empregado-pratão e patrão-empregado) é incrível. Sem dúvidas entra para minha lista de melhores filmes brasileiro.
Robson M.
Robson M.

4 seguidores 20 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de novembro de 2015
Sem palavras. Impressionante. O filme começa com um enredo tão comum que chegamos a nos identificar nas cenas e de repente, Bum!
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa