O Som ao Redor
Média
3,7
470 notas

78 Críticas do usuário

5
13 críticas
4
18 críticas
3
9 críticas
2
15 críticas
1
15 críticas
0
8 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Thalita Uba
Thalita Uba

66 seguidores 52 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de janeiro de 2014
Um argumento simples com muitas possibilidades de abordagem. Essa é a base da trama de Kleber Mendonça Filho. E é isso mesmo que ele faz: cria diversos contextos e diversos personagens, trabalhando suas realidades e explorando as relações entre eles e as tão conhecidas diferenças sociais, tão visíveis em nosso país. Com uma trama baseada no cotidiano, em acontecimentos pequenos e desimportantes, e em coisinhas do dia-a-dia, ele retrata a classe média de maneira muito justa, mostrando sua indiferença para com os problemas sociais e econômicos do país, e os condomínios fechados como verdadeiros presídios onde as pessoas se encarceram por opção própria.

Tudo isso renderia uma bela novela, né? Chama lá o Jayme Monjardim e vamos colocar no ar às 21h depois que acabar a da vez. Aí é que entra o grande trunfo de Kleber e sua equipe: a linguagem utilizada por eles, bem mais experimental e cinematográfica, é que faz de O som ao redor um baita filme. Com bons planos-seqüência, atores desconhecidos mas extremamente talentosos, e uma trilha sonora sensacional – que, definitivamente, justifica o título –, eles conseguiram fazer o que há muito andava difícil de a gente ver: um bom filme. Não uma mininovela, uma quase minissérie ou um clipe estendido. Um filme. Com produção, roteiro e direção de filme. Com cara de cinema. E de cinema de primeira. Uma belezura.
Eduardo P.
Eduardo P.

84 seguidores 98 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 20 de janeiro de 2013
Com um dos roteiros mais realistas e coerentes da história do cinema, "O Som Ao Redor" é um daqueles raros filmes aparentemente simples, mas com tantas subjetividades que impressiona. Retratando as contradições, realidades da classe média brasileira atual (fazendo claras assimilações com o passado brasileiro) o filme constrói um grande olhar sobre a sociedade; sem julgamentos, apenas observa, aponta as contradições e mostrando toda a realidade. Parece que estamos vendo nossos vizinhos, conhecidos, porém, como entramos dentro das residências, dentro do quarto, recebemos o estranhamento, como se agente estivesse invadindo a privacidade deles. Para quem gosta de filme de arte é um prato cheio, mas para quem estar acostumado com o comida mastigada de Holywood não irá se envolver, afinal, não há efeitos epeciais, melodrama açucarado, suspense alà James Bond, romantismo de novela das oito e nem nada banal. Tudo é real, ou melhor, assustadoramente real. O Brasil inteiro estar lá. Basta você tem mente aberta para perceber. O NY Times não ia elogiar um filme brasileiro, sem atores famosos ou diretor "do clubinho" atoa. Vale destacar os sons que o diretor capta: o telefone tocando, o som do elevador, o latido do cão, a construção do prédio... E ainda brinca com a trilha sonora. Pode ser loucura minha, mas tive a impressão que é uma "zoação" com Holywood, quando o casal estar na antiga casa, uma música de suspense toca, como se algo fosse acontecer - típico do cinema comercial norte americano. Mas é tudo... Assista e verá.
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de março de 2013
Engraçado como no início do filme eu tava bem incomodado com algo que eu nem sabia o que era. Sei lá. Talvez falta de identificação com aqueles personagens, talvez o sotaque... Mas o filme vai crescendo de forma absurda, tal que quando terminou eu só consegui pensar em "obra-prima, obra-prima, obra-prima".
Tem umas coisas que me incomodam na história (a forma como o término do relacionamento do protagonista com Sofia nos é apresentada, por exemplo), mas Kleber Mendonça Filho é tão bom diretor que nos distrai o tempo todo com truques de filmagem e mudança de foco, tal que, quando acontecem essas coisas estamos completamente imersos na história, esperando a próxima sequencia (apesar de algumas, como aquela em que João e Sofia vão até a casa do avô, me soarem um tanto quanto desnecessárias).

Que fotografia! Que direção de arte! Que histórias! Que mise-en-scene! Kleber Mendonça Filho é um mestre. A única coisa que, tecnicamente me incomodou foi a atuação de alguns atores. Gustavo Jahn não é bom ator, não sei pq Kleber foi escolher esse cara. Ele não parece à vontade com o personagem, nem a garota que faz a Sofia (cosplay de Maria Flor). É perceptível que Mendonça está o tempo todo segurando a atuação nas rédeas curtas, mas simplesmente falta talento. Fiquei o tempo todo imaginando o personagem sendo interpretado por um ator no nível de Gustavo Machado, por exemplo. Por outro lado, Maeve Jinkings é uma coisa MARAVILHOSA. Que atriz, meu Deus!!!!! Ela consegue brilhar - e roubar o filme pra ela - até com cenas de pouca expressão.

O Som Ao Redor é um filme de imagens. De imagens sobre um cotidiano que talvez crie uma menor identificação em habitantes de fora de Recife, ou talvez uma difícil interação com pessoas que vivem mais a sul do país, mas ainda bem que isso não impede na apreciação de uma obra tão bem feita e tão fundamental no Cinema brasileiro. E é lindo que um filme tão bom como esse esteja rodando o mundo e conquistando prêmios por aí.

O Cinema Nacional precisa de mais diretores como Kleber Mendonça Filho
Fernando M.
Fernando M.

33 seguidores 51 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de abril de 2015
Em tempos que os filmes brasileiros se resumem a globochanchadas, é preciso que uma película venha lá de Recife, feita por um diretor estreante, para nos mostrar que... ainda há esperanças para o cinema nacional.

Várias histórias paralelas que se cruzam, que se entrelaçam. Histórias com pessoas comuns, dessas que até parece que a gente conhece, mas... que também têm seus segredos cabulosos.

Kleber Mendonça Filho dirigiu o filme com pulso firme e domínio de técnica e, ao mesmo tempo, deixou a narrativa leve, fluida, gostosa, com uma tensão arrepiante em cada movimentação de câmera, cada gesto.

Violência é o que se respira nesse longa, crianças brincando por trás de alambrados, adolescentes namorando no canto deserto dos prédios. Uma vida medrosa se desenha por trás do concreto levantado pela corrida imobiliária, onde as pessoas moram próximas, mas pouca gente se conhece.

Mas a câmera consegue se deter a pequenos detalhes que estalam aqui e ali como pequenas bolhas de poesia, que arejam a atmosfera sufocante que toma conta de um bairro residencial da zona metropolitana de Recife.

O filme foi muito feliz em associar um suspense com um humor sutil, em ter uma fotografia belíssima, uma construção narrativa muito original e um desfecho impressionante.
Praxedes, M.
Praxedes, M.

25 seguidores 6 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de fevereiro de 2014
O filme de Kleber Mendonça Filho traz à tona algo que é caro ao cinema nacional, principalmente o atual, algo que chamo de “legítimo drama”. Os aqui referidos “legítimos dramas”, são filmes sem closes excessivos e sem diálogos forçados (diferentemente dos filmes que têm como base o estilo brasileiro de se fazer novelas), deixando apenas os diálogos típicos do cotidiano, sem exageros. O título “O Som ao Redor” faz muito sentido quando se vê a película, já que, em pelo menos algum momento de quase todas as cenas, senão todas, é possível evidenciar algum ruído, como sons de carros passando, buzinas e cachorros latindo, mostrando, desta forma, o caos que é a vida urbana contemporânea. Outra crítica que o filme de Mendonça Filho faz a sociedade atual é o medo exacerbado da violência e de assaltos, que os cidadãos de grandes cidades, e até os de pequenas atualmente, sentem, fato este é o gerador da narrativa.
“O Som ao Redor” não é um filme que terá uma legião de fãs, nem perto disso, mas não é algo de se estranhar. É um filme que possui uma beleza e franqueza difícil de se “degustar”, principalmente para a população que se acostumou a Michael Bays e repudia quase tudo que a isso foge.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.289 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de março de 2021
Kleber Mendonça já demonstrava o grande diretor que era, numa direção formidável, com um roteiro incrível, bem distribuídos em três atos ótimos, um elenco compenetrado e muito compromissado com a história. Grande filme.
Cinetrix
Cinetrix

20 seguidores 55 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de setembro de 2013
"O som ao Redor" é uma excelente crônica que envolve relações sociais e a segurança de moradores em uma rua de Recife. A estória se destrincha lentamente e algumas ações dos personagens são movidas pelos sons do dia-a-dia. O cotidiano, diga-se de passagem, é retratado de forma realista e sonoramente contagiante, fazendo com que o espectador se sinta dentro do filme. O trunfo desta produção brasileira não é apenas o curioso conteúdo narrativo, mas a maneira como tudo é exposto, o que faz do roteiro e da direção, ambos de Kleber Mendonça Filho, serem os destaques. Para quem perceber, o ritmo lento e a câmera estática que observa as ações de todos tem uma pegada Tarantinesca (não é atoa que ele ganha uma referência no longa). A conclusão, que pode parecer vaga, faz refletir não apenas pelo conexto antropológico, mas pelo som ao redor de todos.
Janaina Q.
Janaina Q.

10 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de fevereiro de 2013
Muitas pessoas se perguntam por que o filme tem sido tão elogiado se, afinal, as cenas trazem algo tão cotidiano. É isso: a trama tem foco num dia a dia que, lamentavelmente, ainda passa despercebido e por meio do qual contrastes sociais seculares perpetuam suas raízes com a explosão urbana. Uma cachoeira de sangue onde se banham um anacrônico - e, paradoxalmente, atual - senhor de engenho e seu neto "gente fina". Mas, na trama - como na História -, onde há coronéis, atua o cangaço!
Renato P.
Renato P.

17 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 17 de fevereiro de 2013
depois de um bom tempo "digerindo" as reflexões do filme, aconselho que assistam, o cinema nacional produz sim excelentes filmes ,infelizmente muitos não tem o espaço necessário para sua divulgação e acabam ficando no ostracismo, escondido do "grande público", neste filme não tem atores globais, nem efeitos especiais, não possui cenas dramáticas, nem vampiros de olhos azuis, não foi indicado ao óscar, tampouco aquelas cenas de ação hollywoodianas, o cenário é o nosso dia-dia, os atores são pessoas comuns como a maioria, mas o conteúdo garanto que é dos melhores, fala daquilo que está a nossa volta e passa desapercebido aos nossos olhares.
Charly L.
Charly L.

10 seguidores 19 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de novembro de 2016
Achei o início difícil de assistir, pois não dava pra perceber nenhuma trama ou história, apenas fatos aleatórios que vão acontecendo. Mas não desisti, e com o tempo fui gostando de tudo isso é queria ver até onde ia dar, e me senti recompensado com o final.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa