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Ricardo L.
63.292 seguidores
3.227 críticas
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4,5
Enviada em 2 de março de 2021
Kleber Mendonça já demonstrava o grande diretor que era, numa direção formidável, com um roteiro incrível, bem distribuídos em três atos ótimos, um elenco compenetrado e muito compromissado com a história. Grande filme.
A presença de uma milícia em uma rua de classe média na zona sul do Recife muda a vida dos moradores do local. Ao mesmo tempo em que alguns comemoram a tranquilidade trazida pela segurança privada, outros passam por momentos de extrema tensão. Ao mesmo tempo, casada e mãe de duas crianças, Bia (Maeve Jinkings) tenta encontrar um modo de lidar com o barulhento cachorro de seu vizinho. E difícil ver bons filmes nacionais como esse , depois de muitos fracassos esse ano o. Brasil acerta com som ao redor com atuações ótimas as e uma história interessante recomendo nota 9.0
O Som ao Redor não é o tipo de filme que a gente consiga descobrir através da sua história qual o tema e a opinião do diretor sobre o que ocorre na tela. A coisa toda está mais como um espelho, onde nossa observação dos fatos e a sua interpretação sobretudo moral é que irá inserir um significado. Mesmo assim, dadas as devidas proporções, todo filme possui essa liberdade de interpretação. Do contrário, nem existiria crítica, pois todas as respostas estariam no filme, e não haveriam perguntas.
As grandes cidades brasileiras e sua poluição sonora aumentam cada vez mais,seja pela indústria ou seja pela população,esse é o tema principal a ser tratado em O Som ao Redor,um filme que tem como um foco o nosso cotidiano.Escrito e dirigido por Kléber Mendonça Filho,o roteiro segue uma região de classe rica de Pernambuco onde vem sofredo com constantes assaltos,assim um grupo de segurança privada chega para resolver o problema,paralelamente a isso Bia tem problemas de sono graças ao barulho do cachorro de seu vizinho.Não é um filme que vai servir como um entretenimento para todos,o filme foca no nosso dia dia e aproveita para nos oferecer uma experiência sensorial cheia de cenas longas que é um prato cheio para quem curte os aspectos técnicos de qualquer obra.Aqui marca a estreia de um bom diretor,um novo talento,Kleber Mendonça Filho dirige o filme com qualidade,vemos aqui um geito já particular de direção que ficou em seus filmes posteriores como as técnicas de uso de câmera,aqui ele gosta de usar os Zoons e Contra zoons e faz bastante tracking shots bem bacanas.Mesmo com um baixo orçamento e a divisão de atores profissionais e não profissionais,o longa consegue fugir do tosco e é bem realista.O roteiro acha vrechas para falar de segurança pública também e mesmo com poucos acontecimentos narrativos ele te prende com bons diálogos e ainda flerta com o suspense que eu gostaria ter visto mais.Já a qualidade técnica é inegável,temos uma experiência espetacular de som com uma edição e mixagem precisa do conturbado cotidiano das capitais brasileiras,e também a manipulação da câmera eficiente.As atuações são boas com destque maior para Irandhir Santos,o resto está bem também temos Waldemar José Solha,Gustavo Jahn e Maeve Jinkings.O Som ao Redor é um filme para se sentir,ser trazido para a realidade,tecnicamente é muito bom é bem dirigido mas falha em sua duração e ritmo.
Tá de brincadeira... nada com nada, um pseudo envolvimento de famílias no período da escravidão mas mesmo assim muito forçado... nunca uma avaliação positiva me enganou tanto.
O filme trata da vida de três personagens que moram em uma rua, do bairro da Boa Viagem, em Recife. O tema e o enredo são interessantes, a qualidade não, embora tenha sido feito com muito esforço, cuidado e atenção. Algumas cenas ficaram soltas e sem sentido e o som poderia ter sido melhor em outras. Também, não poderíamos esperar uma obra de arte vindo de um lugar sem tradição na arte do cinema, embora seja um bom começo. Eu diria que Maeve Jinkings, como Bia, foi perfeita. Irandhir Santos, como Clooaldo, Gustavo Jahn, como João estão ótimos, Waldemar José Solha, como Francisco, não. A simplicidade do enredo exige uma superação na qualidade das interpretações e direção, que não aconteceu, embora, repito, tenha havido muito esforço para isso.
O Som ao Redor é uma alma cinematográfica de como o acumulo de pequenas coisas e tensões do cotidiano podem nos presentear com um extraordinário filme. O novato e talentoso diretor Kleber Mendonça Filho, faz do longa uma obra incomum: uma linguagem experimental com momentos de um jugo sonoro imagético que lembra David Lynch, um dos filmes mais interessantes dos últimos tempos no cinema nacional.Tudo aqui é de uma sensibilidade cinematográfica impressionante, das camadas sociais em conflitos tensos , a trilha sonora que se adequa completamente á temática do filme. Não esquecendo que o sotaque nordestino empresta a cereja do bolo. Indiscutivelmente não dá para perder , principalmente os que apostam no cinema nacional.
Orgulho do cinema Nacional e principalmente do cinema pernambucano. O Som ao Redor nos mostra que para fazer bom cinema não é preciso que se conte uma estória no centro-sul do país, não é preciso atores globais, não é preciso apelas para baixarias e humores questionáveis. O Som ao Redor é o retrato da sociedade em que vivemos e por isso, é universal. Poderia ter sido feito em qualquer cidade. Genial!!! Grande obra cinematográfica para ser vista e estudada.
Engraçado como no início do filme eu tava bem incomodado com algo que eu nem sabia o que era. Sei lá. Talvez falta de identificação com aqueles personagens, talvez o sotaque... Mas o filme vai crescendo de forma absurda, tal que quando terminou eu só consegui pensar em "obra-prima, obra-prima, obra-prima". Tem umas coisas que me incomodam na história (a forma como o término do relacionamento do protagonista com Sofia nos é apresentada, por exemplo), mas Kleber Mendonça Filho é tão bom diretor que nos distrai o tempo todo com truques de filmagem e mudança de foco, tal que, quando acontecem essas coisas estamos completamente imersos na história, esperando a próxima sequencia (apesar de algumas, como aquela em que João e Sofia vão até a casa do avô, me soarem um tanto quanto desnecessárias).
Que fotografia! Que direção de arte! Que histórias! Que mise-en-scene! Kleber Mendonça Filho é um mestre. A única coisa que, tecnicamente me incomodou foi a atuação de alguns atores. Gustavo Jahn não é bom ator, não sei pq Kleber foi escolher esse cara. Ele não parece à vontade com o personagem, nem a garota que faz a Sofia (cosplay de Maria Flor). É perceptível que Mendonça está o tempo todo segurando a atuação nas rédeas curtas, mas simplesmente falta talento. Fiquei o tempo todo imaginando o personagem sendo interpretado por um ator no nível de Gustavo Machado, por exemplo. Por outro lado, Maeve Jinkings é uma coisa MARAVILHOSA. Que atriz, meu Deus!!!!! Ela consegue brilhar - e roubar o filme pra ela - até com cenas de pouca expressão.
O Som Ao Redor é um filme de imagens. De imagens sobre um cotidiano que talvez crie uma menor identificação em habitantes de fora de Recife, ou talvez uma difícil interação com pessoas que vivem mais a sul do país, mas ainda bem que isso não impede na apreciação de uma obra tão bem feita e tão fundamental no Cinema brasileiro. E é lindo que um filme tão bom como esse esteja rodando o mundo e conquistando prêmios por aí.
O Cinema Nacional precisa de mais diretores como Kleber Mendonça Filho
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