Terapia de Risco
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4,0
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Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 22 de maio de 2013
Existe muito de “Contágio” em “Terapia de Risco”. Não estamos somente nos referindo ao fato de ambos serem filmes dirigido por Steven Soderbergh e escrito por Scott Z. Burns, mas, principalmente, quando percebemos que os dois longas oferecem um olhar bem atento aos bastidores da indústria de saúde e farmacêutica. Se “Contágio” acompanhava o ciclo de existência de uma epidemia a nível mundial, “Terapia de Risco” aborda uma realidade mais bem definida e que envolve uma jovem chamada Emily Hawkins (Rooney Mara) e seus conflitos pessoais que a levam a encarar um misto de ansiedade e depressão.

Quando conhecemos a conjuntura por trás dessa personagem, entendemos o por que de ela ser acometida pela enfermidade que a aflige. Sem uma estrutura familiar que lhe dê suporte, Emily encontrou seu eixo na figura de Martin (Channing Tatum, reprisando a parceria com o diretor depois de “Magic Mike”), com quem ela se casou. A convivência entre os dois foi muito intensa, porém exígua, tendo em vista que ele foi preso por fraude no sistema financeiro. Quando entramos em contato com Emily, aliás, ela está lidando com toda a tensão advinda da liberdade do marido e da pressão que ela coloca sob si mesma de sustentar a família enquanto o marido não recoloca a sua vida no lugar.

Quando Emily procura o psiquiatra Jonathan Banks (Jude Law, que também esteve em “Contágio”), após uma tentativa frustrada de suicídio, é que “Terapia de Risco” entra em seu tema central: a relação entre o uso de remédios em pacientes com patologias como as que Emily enfrenta – e que são pautadas pelas mudanças de humor e de comportamento – e a forma como os médicos receitam esses medicamentos – muitas vezes, eles se envolvem em estudos, nos quais são pagos, e colocam seus pacientes como cobaias de pílulas sem eficácia ou efeito comprovados. O filme tira seu título original – bem como a tradução – dessa situação.

Se tivesse seguido o caminho documental que “Contágio” aborda, com uma análise mais fria de um tema bem amplo, “Terapia de Risco” até que poderia render um bom filme. Entretanto, o problema dessa obra mais recente de Steven Soderbergh é justamente o recorte particular que faz na história de Emily Hawkins. Isso faz com que “Terapia de Risco” opte por uma abordagem narrativa bem complicada, cheia de tentativas de surpreender o espectador – o que faz com que a história fique com alguns furos mal explicados e vá perdendo seu impacto a cada nova camada que vai sendo desnudada para a plateia.
Juliane C.
Juliane C.

7 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 6 de agosto de 2013
esperava mais. mataram o tatum nos 37 minutos de filme...nao gostei disso rsrsrsrs...mas eh um filme bom sim
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de maio de 2013
O diretor Steven Soderbergh entrega com Terapia de Risco o seu filme mais sagaz em anos! Gosto muito do tom frio, essa fotografia apática que usa pra contar um thriller de tirar o fôlego sobre psiquiatria. Algumas pessoas podem se incomodar com a falta de tempo pra respirar no filme, e seus diálogos com termos específicos a todo o tempo, o que pode causar uma certa dificuldade de entendimento. Há que se prestar a atenção em alguns detalhes no meio de tantas reviravoltas.

E que reviravoltas! O roteiro de Scott Z. Burns dá espaço pra todos os personagens terem seus momentos no filme, e ainda sobram surpresas. A medida que o enredo avança e vamos percebendo que aquilo tudo, na verdade, é uma verdadeira guerra de raposas pra saber quem presta menos. O que denota uma certa inteligência na construção da trama é, justamente, que não sabemos quando ou porque exatamente torcer por aqueles personagens, já que a culpa máxima vai caindo gradativamente em cada um deles.

Rooney Mara é uma atriz tão sem graça, mas aqui dá um show. Principalmente nas cenas mais próximas do desfecho do longa, quando o filme não economiza em ousar em suas cenas com Zeta-Jones (outra que está muito bem). Todavia, o filme é mesmo de Jude Law. Protagonista absoluto, é dele que surgem as ações: acompanhamos a história sob o seu ponto de vista, e quando ele é enganado, somos juntos. Na rasteira que o roteiro nos dá no final, quando mostra se ele é um mocinho ou não (existe isso?), ele dá show também. Brilhante atuação.

Soderbergh se coloca à frente de muitos diretores de Hollywood, mais uma vez, na direção de atores, e em nesse filme inteligentíssimo, também na construção da mise-en-scene. Aqui, abusa de diálogos em off, começados numa cena em um ambiente diferente da cena de onde o texto origina-se, pra apenas depois nos levar até a presença do locutor daquela fala. Isso se mostra acertado, uma vez que só tende a deixar ainda mais claro o desespero velado que caminha lado a lado com a saga do "psiquiatra" e sua "paciente", de uma forma bastante sutil. A verdade é que aqui não deixa de constar denúncias e verdades sobre esse mundo da depressão, entretanto, vai além.

Como eu já disse ali em cima: Terapia de Risco é sagaz. E se destaca por isso. Não vai ser incomum gente saindo do filme sem entender nada, então eu deixo logo uma recomendação: revejam. Talvez com o final em mente, o filme se clareie, e faça ainda mais sentido do que visto pela primeira vez. Porque sim, aqui tem que se prestar atenção no limiar das situações, a tensão crescente e nas máscaras sendo colocadas e retiradas, na história maquiada da primeira meia hora pra, em seguida, o roteiro dizer muito bem por quais temas quer percorrer. Cinemão de qualidade que me faz apenas lamentar que Soderbergh esteja se despedindo do cinema aqui (segundo ele, esse é o seu penúltimo filme). Definitivamente, não deveria.
felipeborges95
felipeborges95

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 21 de maio de 2013
Filme ao melhor estilo Sherlock Holmes, filme conta com excelente roteiro que prende sua atenção do começo ao fim.
Luc73
Luc73

1 seguidor 11 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de maio de 2013
Terapia de Risco é um thriller que mantém o interesse até o fim com suas reviravoltas em que nada é o que parece. Com boas atuações do elenco todo em especial Jude Law e Rooney Mara. Soderbergh mostra que domina vários gêneros de filmes e tem uma técnica apurada.
Luiz Eduardo F.
Luiz Eduardo F.

5 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de maio de 2013
Sabe aqueles filmes que você só assiste por causa das circunstâncias e acaba saindo da sala do cinema com a sensação que fez um “ótimo negócio”? Pois bem, “Terapia de risco” fala do capitalismo, da transformação da felicidade em mercadoria, envolvendo a dependência proporcionada por antidepressivos, além de conter uma trama inesperada que deixará todos grudados na telinha até o fim do filme. Recomendo!!!
Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 19 de maio de 2013
É um bom filme, trata dos ganhos exorbitantes com o sistema financeiro que leva a jogos criminosos para melhorar ou depreciar o valor de uma ação, no caso em questão das milionárias industrias farmacêuticas. Termina virando um filme de investigação policial. Jude Law e Ronney Mara estão impecáveis, Catherine Zeta-Jones tem um papel secundário, mas não compromete. A questão das pessoas viciadas ou que necessitam tomar remédios de uso continuado são o centro do enredo e a razão da prosperidade daquelas indústrias.
Cristiane M.
Cristiane M.

3 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de maio de 2013
Ótimo filme!! Muito muito bom, me bateu uma tristeza saber que esse é um dos últimos filmes desse grande diretor!
Thalita Uba
Thalita Uba

66 seguidores 52 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de maio de 2013
A história é tão cheia de reviravoltas que é quase impossível não soltar um spoiler! Acho que isso, por si só, já torna o filme bem surpreendente – o que é sempre bom. É uma trama que te prende e faz você realmente prestar atenção no que está acontecendo. Preciso também mencionar a atuação dos atores, que fizeram um trabalho excelente. O final é um pouco atropelado – as coisas se solucionam todas muito rapidamente e puf!, acabou o filme. –, mas é certamente uma ótima pedida para quem gosta de suspense.
Jonathan G
Jonathan G

50 seguidores 92 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de maio de 2013
No mínimo curioso. Terapia de risco é aquele tipo de filme que você deve desconfiar de tudo e de todos, o roteiro aborda arestas inteligentes e instigantes e Judy Law e Rooney Mara estão perfeitos em seus papéis, assim como Tatum e Zeta Jones cumprem sua parte. O problema está no grande arco que eles abordam na história o que acaba comprometendo a atenção do telespectador, tudo acaba sendo grande e volúvel. A cada momento há uma surpresa só que não é taõ interessante, talvez tenha faltado um senso Linear do fatos que por mais instigantes são dispensáveis. Talvez seja mais atraente para fãs do gênero e de Sodenbergh.
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