Um filme que representa bem a carreira de Jean-Pierre.Depois de realizar "Ladrão de Sonhos" e "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain",consegue mais uma vez fazer um filme de um personagem só.Embarcamos na aventura tanto dramática,quanto divertida de T.S. Spivet,atuado brilhantemente por Kyle Catlett.E só.
-Filme assistido em 14 de Novembro de 2015 -Nota 6/10
Bacaninha! um filme do ótimo diretor Jean-Pierre Jeunet, sendo ele o diretor do clássico contemporâneo O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, elenco que ainda conta com boa atriz Helena Bonham Carter, aqui ele está apenas ok, nem fede nem cheira. Roteiro talvez seja um dos pecados do filme, valorizando demais o ato de ser super dotado, mas com explicações vagas, deixando o expectador refém do carisma do pequeno protagonista, que nesse caso se torna irrelevante . Uma viagem extraordinária é um filme assístivel, mas chato em alguns momentos.
Um bom filme, embora muito monótono. Um drama na vida de um garoto de 10 anos. O enredo foge um pouco do lugar comum dos filmes. Grande parte do filme se resume na viagem solitária dele para Washington, de trem e de carona. Sua vida em família é reduzida a alguns flashes. Seus pensamentos quando sozinho é que fazem alguma diferença.
Ele começa bem, mas depois se perde. Uma hora ele parece ser um filme de drama, outra hora ele parece ser um filme de aventura infantil. Os personagens são apresentados com pouca profundidade.
Jean-Pierre Jeunet parece ter ganhado uma muleta narrativa: é incapaz de desenvolver seus personagens sem esmiuçar suas características com todo tipo de artifício voando pela tela. O ruim disso é que nem sempre é necessário para o desenvolvimento da história, e em Uma Viagem Extraordinária certamente não o é para todos os seus personagens, exceto para T.S. Spivet (Kyle Catlett), o herói da viagem do título. Um garoto de 10 anos que vive com sua família em uma fazenda no oeste dos Estados Unidos, uma região montanhosa que a ótima fotografia de Thomas Hardmeier é capaz de tornar ainda mais bela com o uso das cores primárias (azul, vermelho, verde) adoradas pelo diretor. Ele é um menino prodígio da ciência e demonstra isso constantemente através da sua maneira obsessiva com que cataloga dados do mundo à sua volta, e nesse caso os gráficos voadores de Piere Jeunet vem bem a calhar, pois dá uma visão "cientificada" da realidade.
Sendo muito objetivo, o filme é interessantíssimo. Um filme daqueles que você pensa 10 vezes antes de assistir, passa por ele várias vezes até que resolve assistir...e se surpreende. Filme muito sensível, considerado a melhor "obra" em 3D na época pela revista Variety (revista especializada em midia desde 1905) considerada a mais importante no segmento. Só por isso já vale "perder" seu tempo para assistí-lo. É um filme sensível que retrata conflitos familiares muito comuns como por ex; as diferenças entre filhos com a mesma criação, predileção e decepções dos pais, percepções, expectativas, sonhos, perdas dolorosas, aceitação entre muitos outros conflitos pessoais existentes em TODA FAMÍLIA, SEM EXCEÇÃO. E é a isso que me refiro quando digo que, na minha humilde opinião, é sim um filme indispensável. Experimente assistí-lo 2 vezes (isso mesmo) em um intervalo de tempo considerável (por ex alguns meses). Você vai notar que, a maneira que você estiver se sentindo emocionalmente, fará você perceber e refletir sobre situações que não havia percebido. Filme de riquíssimo visual (como Amelie Poulin), alterna drama com pontos engraçados, narrativas e diálogos interessantes. Um filme pra assistir com o coração e não apenas com olhos.
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