**Crítica | O Dublê (The Fall Guy)**
**Ano de lançamento:** 2024
**Duração:** 126 minutos
**Gêneros:** Ação • Comédia • Romance
**Elenco principal:**
* **Ryan Gosling** — *Colt Seavers*
* **Emily Blunt** — *Jody Moreno* (no seu texto citada como Moreno)
* **Aaron Taylor-Johnson** — *Tom Ryder*
* **Hannah Waddingham** — *Gail Meyer*
* Participações: **Jason Momoa** e **Teresa Palmer** (menções especiais e participações no universo promocional e homenagens à indústria)
**Baseado na série:** *Duro na Queda* (1981–1986), estrelada por **Lee Majors** e **Heather Thomas**, que fazem participação especial no filme.
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**Enredo & Estória**
*O Dublê* é uma carta de amor aos profissionais invisíveis do cinema: os dublês. A trama acompanha Colt Seavers, um experiente dublê de ação que vive nas sombras do astro Tom Ryder, executando as cenas mais perigosas enquanto o ator recebe os aplausos. Após um acidente grave no set, Colt se afasta por um ano — tanto da profissão quanto de Jody Moreno, diretora e seu antigo interesse amoroso.
Quando é chamado de volta para trabalhar no novo filme de Ryder, antigos sentimentos ressurgem. Mas o que parecia apenas um retorno profissional vira uma conspiração: Ryder se envolve em um crime, e a produtora Gail manipula os fatos para incriminar Colt. A partir daí, o filme vira uma corrida explosiva por sobrevivência e redenção.
**Atuações**
**Ryan Gosling** entrega um protagonista carismático, com timing cômico preciso e presença física convincente nas cenas de ação. Ele equilibra ironia e vulnerabilidade. **Emily Blunt** traz força e inteligência à personagem, fugindo do estereótipo da “mocinha” e mostrando autonomia. A química entre os dois é natural e um dos pilares do filme.
**Aaron Taylor-Johnson** constrói um astro egocêntrico convincente, quase uma caricatura do ator de ação mimado — o que combina com o tom levemente exagerado da narrativa. Já **Hannah Waddingham** cumpre bem o papel da manipuladora fria.
**Produção & Fotografia**
A produção é grandiosa, com cenas práticas impressionantes — explosões reais, perseguições em terra e mar, quedas e manobras que reforçam o realismo. A fotografia aposta em cores vibrantes e luzes intensas, reforçando o clima de blockbuster moderno.
Há uma metalinguagem interessante: o filme mostra os bastidores de Hollywood enquanto constrói sua própria ilusão cinematográfica.
✨ **Efeitos Especiais**
Os efeitos digitais existem, mas o grande mérito está nas **cenas práticas**, valorizando o trabalho físico dos dublês. Isso dá autenticidade ao espetáculo.
**O estilo “trash” ajuda ou atrapalha?**
O tom exagerado, quase “trash chic”, divide opiniões. Para alguns, pode parecer caricatural demais; para outros, é justamente o tempero que diferencia o filme de uma ação genérica. Parece uma escolha consciente do diretor para homenagear o cinema de ação oitentista com uma roupagem moderna.
**Sequências & Filmes semelhantes**
Até o momento, não há sequência confirmada.
Filmes semelhantes:
* *Trovão Tropical*
* *Deadpool* (pela metalinguagem)
* *Era Uma Vez em… Hollywood* (pela homenagem à indústria)
* *Missão Impossível* (pela valorização de cenas práticas)
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⚖️ **Avaliação Final — Vale a pena assistir?**
*O Dublê* é puro entretenimento. Não é um thriller profundo nem pretende ser. É um filme que abraça o exagero, celebra a ação clássica e ainda entrega romance e humor bem dosados. Pode não reinventar o gênero, mas cumpre sua proposta com energia e carisma.
⭐ **Nota final:** **7 / 10**
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