Um filme de ação que se preze precisa seguir uma fórmula já existente para tentar atingir o público alvo de maneira abrangente. Coloque nessa fórmula ótimas cenas de explosões, perseguições, lutas e afins. Adicione motivações de vingança, romance, comédia, mulheres bonitas quase sem roupa e um elenco fuleiro e voilà: eis a receita de sucesso! Aqui neste filme, ainda há um plus que atrairá ainda mais espectadores ao cinema: foi o último filme de Paul Walker. Com esse importante detalhe, realçado por uma belíssima homenagem ao ator no final do filme, temos todos os ingredientes para uma superprodução que promete arrancar milhões de bilheteria mundo afora. Para o que pretende, Velozes e Furiosos 7 consegue com louvor fazer a alegria dos fãs da série. Cenas espetaculares de ação, com muita adrenalina e exageros de dar inveja ao James Bond. Carros voando (de todas as maneiras possíveis e impossíveis), socos e pontapés muito bem coreografados, roteiro absurdo e o carisma de parte do elenco fazem com que o ingresso valha a pena (só não recomendo o 3D, que mais uma vez deixa a desejar e não vale pagar a mais por ele). Só que apesar de todo estardalhaço histriônico, que atende as expectativas primárias de qualquer espectador em busca de correria desenfreada e vazia, o filme incomoda demais principalmente por 2 motivos: o roteiro somente é capaz de agradar na homenagem final ao Paul Walker, pois na maior parte do tempo só dá espaço para diálogos risíveis, cheios de frases de efeito ridículas que ficam ainda piores ao serem interpretadas por atores medíocres; e parte do elenco que é simplesmente uma reunião de gente sem nenhuma expressão genuína. Vin Diesel poderia facilmente ganhar o prêmio de maior canastrão do cinema. Ele com sua cara imutável de bad boy é tão pilantra em suas feições que causa riso involuntário; Michelle Rodriguez, Jordana Brewster e Kurt Russell só conseguem soar patéticos; os únicos que ainda trazem carisma e fazem a diferença são Jason Statham de vilão, Ludacris e Tyrese Gibson bancando a parte cômica, Dwayne “The Rock” Johnson em sua pequena participação, e o Paul Walker, mais pela comoção do que por seus dotes interpretativos. Em suma, o filme é divertido passatempo para uma tarde com amigos no shopping testando seus níveis de testosterona, e para as meninas que gostam de carecas, velocidade e explosões. Se torcer, não sobre muita coisa, mas não há nem como exigir muito desse filme, pois ele mesmo não se leva a sério, e isso talvez seja o principal motivo de ser bacana. Pegue seu balde de pipoca e copão de refrigerante, e divirta-se!