O Jogo Da Imitação
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Estevan Magno 007
Estevan Magno 007

8 seguidores 17 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de fevereiro de 2015
A Segunda Guerra Mundial foi, e é tema de muitos livros e filmes. Muitas obras de Hollywood retratam o período de forma similar: as bombas sobre Londres, invasão de Paris, reuniões secretas e discussões políticas. Mas os clássicos exploram histórias de superação - O Pianista, de amor - Casablanca, e de coragem - A Lista de Schindler; histórias que ultrapassam as loucuras de Hitler e nos emocionam por não constarem, justamente, nos livros de História.
Dessa forma. os britânicos nos brindam com um clássico adaptado do livro de Andrew Hodges: O Jogo da Imitação, que conta a história de Alan Turing - um pioneiro na computação - e de como ele desenvolveu uma maquina que fosse capaz de decifrar o código da maquina nazista Enigma. Para Alan, a unica forma de desvendar os segredos da Enigma era criando outra maquina, por isso o título da fita.
A sua história foi encoberta pelo governo inglês até o fim dos anos 90, por ser confidencia de Estado. Mas suas invenções foram estudadas e aperfeiçoadas para chegar no pequeno Smartphone que você tem em mão. Além da contribuição tecnológica vale ressaltar que a Christopher (nome dado por Turing à maquina) encurtou a Guerra em 2 anos e salvou mais de 14 milhões de vidas.
Christopher era, também, o nome de um garoto mais velho que estudava com Alan quando esse era jovem. Graças a sua afinidade para decifrar códigos, Turing se via excluído dos outros meninos, mas não de Chris, que parecia atender suas necessidades geniais. Nessa época Alan percebe algo que vai mudar sua vida para sempre: a atração por garotos. A homossexualidade era crime na Inglaterra até 1967 e Alan foi condenado, recebendo a absolvição real apenas em 2013.
Por isso o diretor foca na solidão depressiva em que vive Alan após o fim da Guerra, e o sofrimento que ele passou ao optar por castração química, para não se separar do amor de sua vida e sua criação: a maquina Christopher. Todo drama vivido por esse gênio complexo (todo gênio é) foi muito bem interpretado por Benedict Cumberbatch que entende os sentimentos do homem que salvou milhões, mas que ninguém foi capaz de salva-lo. Cumberbatch, meu ator favorito na atualidade, está impecável e além da indicação merece o Oscar pela vívida atuação.
A trama desenrola muito bem, não só por se tratar de uma história emocionante e impressionante - desculpe o lirismo - mas também pela bela escolha de elenco: os britânicos da película dão show, além de Keira Knightley que impressiona e concorre ao Oscar merecidamente.
Como disse no início, são as "pequenas" histórias que fazem da História o que ela é: a vida de milhões de seres complexos que juntos compartilham um universo de sentimentos e experiencias, então vamos agradecer Alan Turing por permitir que milhares de pessoas compartilhassem suas emoções, mesmo ele não podendo compartilhar as suas: Muito Obrigado, Alan.
Natalia M.
Natalia M.

6 seguidores 10 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de maio de 2015
Muito bom. História triste e bem contada, Keira sempre bem e Bene me surpreendeu.
João Victor T.
João Victor T.

6 seguidores 52 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de outubro de 2015
Excelente filme, mostra outra parte da guerra que muitos não conhecem mas que influencia e muito nos resultados. Gostei da história
Paulo A.
Paulo A.

21 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de dezembro de 2020
Filme belo, inteligente, didático, com atuações incríveis e um roteiro impecável, esse é O jogo da imitação. Recomendo!
Saulo A.
Saulo A.

14 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de outubro de 2015
Filme muito bem trabalhado e atuação impecável do Benedict Cumberbatch
silviaamancio
silviaamancio

7 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de janeiro de 2015
As pessoas quem menos imaginamos são as que fazem coisas que ninguém poderia imaginar! O filme mostra a bela, heroica e trágica história do matemático inglês Alan Turing, o cérebro que "desarmou" o nazismo e percursor daquilo que hoje conhecemos como computador. Uma bela interpretação de Benedict Cumberbatch de uma mente brilhante, oprimida e silenciada por uma sociedade sufocante.
Lucas Augusto Campos
Lucas Augusto Campos

5 seguidores 38 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de abril de 2015
Um dos filmes que mais me chamou a atenção nos últimos dias foi o comentado e aclamadíssimo O Jogo da Imitação. Uma série de elogios, avaliações de cinco estrelas e indicações ao Oscar qualificam ao drama um tom de ostentação. E para ser bem sincero, e esclarecer tudo logo no início do post, não há como reclamar de O Jogo da Imitação, mesmo que eu ainda descorde dele em algumas partes. A obra é primordial, feita em sequências belíssimas, que nos capacitam a experiência triunfal de assistir a um dos épicos mais sensacionais do ano. De um elenco fantástico á uma direção inovadora, O Jogo da Imitação usufrui dos elementos mais requisitados para se transformar num filme digno de aplausos e reconhecimento. A capacitada história real do criptoanalista inglês Alan Turing, que durante a Segunda Guerra Mundial desenvolveu uma máquina para desvendar um enigma nazista, é incrivelmente de "tirar o fôlego".

Para facilitar a compreensão do meu apreço pelo filme, vou começar pelo elenco. Citando, é claro, Benedict Cumberbatch. What an actor, what an actor! No início, desconfiei da performance do britânico, que me deu palpites o suficiente para estranhar a acidez da atuação. Mas no final, esclarece-se o porque da aparição de Cumberbatch em cada lista de indicados na categoria de Melhor Ator Principal este ano. E nenhuma vitória (é claro, "embriagada" pelos favoritos Michael Keaton, de Birdman e Eddie Redmayne, de A Teoria de Tudo, ainda na minha lista de desejados, ambos lutando pelo Oscar este ano).

Mas, vamos dizer o que é true: 2014 é o ano das atuações. E quantos filmes, também, não é? J.K. Simmons, Michael Keaton, Eddie Redmayne, Benedict Cumberbatch, Patricia Arquette, Julianne Moore (de Para Sempre Alice, outro desejado), Amy Adams... Todos estão simplesmente formidáveis, e com certeza memoráveis. Gostei muito de ver Keira Knightley aqui, apesar da performance da atriz não ter me convencido tanto quanto ao seus anteriores destaques impiedosos em Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação. Não sei não. Desta vez, Knightley me deixou um pouco confuso, pois a achei salgada demais. Enfim, acabei considerando o papel de K.K. como a noiva temporária do criptoanalista e sua braço direito, que no final, é bem rentável. Triste por alguns atores terem sido desconsiderados ao Oscar por este filme, por tanto quase merecerem, como Matthew Goode e/ou Mark Strong.

Independente desses pequenos acasos que tanto ocasionaram minha privada rebeldia ás premiações deste ano, O Jogo da Imitação merece cada indicação que recebeu. E pensar que estava criando algumas falsas previsões do filme, e que todas elas estavam erradas. Mas acontece, aliás, nunca se sabe. O Jogo da Imitação colocou dois atores de um público menor numa película de um público (bem) maior, (não que eu esteja inferiorizando Keira e Benedict); a direção vem do norueguês Morten Tyldum, até agora desconhecido mesmo dos olhos mais atentos, em seu quarto longa, do qual por ter igualmente feito opiniões errôneas, desculpo-me; um roteirista novo numa adaptação seríssima que necessita de um olhar profano ao fazê-la (e Graham absolutamente o fez e mostrou uma lealdade enorme á película). Estes três pontos já eram bastante significativos para mim em relação ao pré-receio do fracasso, que felizmente, não foi.

Apreciei demais o estilo técnico do épico: colocando em foco a fotografia decente e surreal do espanho Óscar Faura, que infelizmente, não foi indicado á grande premiação do Oscar este ano (algo perceptivelmente irônico). À trilha sonora blindada e verossímel comandada magnificamente pelo mestre (é óbvio) Alexandre Desplat, que nos mobilizou recentemente com O Grande Hotel Budapeste.

E, ao último, mas não menos importante (e já citado): roteiro. Graham Moore liderou com coragem uma adaptação complicadíssima de Alan Turing: The Enigma, de Andrew Hodges. Mesmo tendo falhado em alguns aspectos básicos mas dispensáveis, o roteirista é um competente co-realizador desta obra de arte. Além de ganhar minha confiança, Moore também ganhou minha aposta ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. E os previno de conclusão: O Jogo da Imitação raramente deixará seu espectador insatisfeito. É tão espirituoso que por muitas vezes, me afoguei no telão, pego por uma onda de um puro realismo. Ao mesmo tempo, foi interessante avaliar através desta obra que a Segunda Guerra Mundial continua sendo um assunto tratado superiormente no cinema, e isto é uma das coisas que me deixaram feliz ao assisti-la: a competência.

O Jogo da Imitação foi indicado ao Oscar em Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Benedict Cumberbatch), Melhor Atriz Coadjuvante (Keira Knightley), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora, Melhor Edição e Melhor Direção de Arte.
Renato C.
Renato C.

10 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2015
Alan Turing foi um daqueles gênios que contribuiriam para a história do mundo com seus amplos conhecimentos, deixando um legado para que nós déssemos continuidade e um sentido positivo para as suas descobertas. Mas ainda que gênios sejam considerados pessoas diferentes, eles são seres humanos e tem seus problemas. Exaltado pela sociedade como o ‘pai da computação’ e por ter salvado milhões de vidas durante a Segunda Guerra graças a suas conquistas, ele foi igualmente excluído pela mesma após declarar-se homossexual. Adaptado do livro Alan Turing: The Enigma, O Jogo da Imitação é a história verídica de como um homem imerso em tantos segredos, esqueceu-se de desvendar o seu.

Em meio a Segunda Guerra Mundial, o governo britânico decide montar uma equipe, na qual o objetivo é decifrar a Enigma, uma máquina alemã responsável por emitir códigos criptografados aos nazistas. Entre os membros da equipe encontra-se o arrogante e individualista matemático Alan Turing. Obstinado, não demora a assumir a liderança de um grupo indiferente a ele. No entanto, Turing percebe que precisa da união de todos para quebrar o código, e para ajudá-lo a se relacionar com o pessoal, terá a ajuda de Joan Clarke, única mulher a fazer parte do projeto. Só que ao mesmo tempo em que Turing tem a difícil tarefa de decifrar a Enigma, ele também tem que lidar com mistérios em relação a sua sexualidade.

Britânico como Turing, Benedict Cumberbatch faz um trabalho brilhante no longa, acompanhado de perto por uma atuação consistente de Keira Knightley. O ator e a atriz são merecedores de suas indicações ao Oscar. Ele com uma abordagem sensível e visceral, apresentando ao público um homem que, pelo menos fora do Reino Unido, não era tão conhecido. Ela por transmitir a nós de maneira simpática a luta de uma mulher contra o machismo, mesmo que num núcleo pequeno da história. E juntos pela química passadas entre os personagens, com um dando suporte ao outro em suas lutas, seja internamente (homossexualidade de Turing) ou externamente (a batalha de uma mulher para ser aceita entre homens).

O diretor Morten Tyldum filma com segurança e encaixa flashbacks em momentos certos para explicar ao espectador as origens de Alan Turing e sua paixão por palavras cruzadas, isso sem prejudicar o andamento rápido do drama. Há espaço ainda para um pouco de humor irônico -típico dos ingleses, para aliviar o clima tenso que permeia o filme. Com 8 indicações ao Oscar 2015 (Filme; Ator, Atriz Coadjuvante; Diretor; Roteiro Adaptado; Trilha Sonora; e Edição e Design de Produção), O Jogo da Imitação encabeça a lista de favoritos ao prêmio, e que mesmo não levando nenhuma estatueta para casa, pode se considerar satisfeito por nos entregar um personagem tão rico, que até então era desconhecido por muitos.
Eduardo Anjos
Eduardo Anjos

2 seguidores 11 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de fevereiro de 2015
amei cada segundo nunca tinha ouvido dele
ele foi um herói
Mônica C
Mônica C

2 seguidores 11 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de janeiro de 2015
bom filme. soube q nem tudo aconteceu realmente. vale a pena assistir. A questão da homossexualidade não é o tema central. Dificuldades de entrosamento social sim. Benedict Cumberbatch incrível como sempre.
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