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Luiz Cappellano
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103 críticas
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3,5
Enviada em 15 de fevereiro de 2015
Assistimos “O Jogo da Imitação” (no original em inglês The Imitation Game) sobre a vida de Alan Mathison Turing (23 de Junho de 1912 — 7 de Junho de 1954) que foi um matemático, lógico, criptoanalista e cientista da computação britânico. Foi influente no desenvolvimento da ciência da computação e na formalização do conceito de algoritmo e computação com a máquina de Turing, desempenhando um papel importante na criação do computador moderno. Ele também é pioneiro na inteligência artificial e na ciência da computação.
Uma pessoa solitária e incompreendida, que viveu em uma época infeliz…
Como homossexual declarado, no início dos anos 1950 foi humilhado em público, impedido de acompanhar estudos sobre computadores, julgado por “vícios impróprios” e condenado a terapias à base de estrogénio, um hormônio (hormona) feminino o que, de fato, equivalia a castração química e que teve o humilhante efeito secundário de lhe fazer crescer seios (ginecomastia).
Especula-se a causa de sua morte: suicídio ou inalação/ingestão acidental de cianeto. Para humilhá-lo ainda mais, depois da morte, oficialmente foi considerado suicida.
Turing foi, a exemplo de Oscar Wilde (1854-1900) outra vítima de uma lei que podemos classificar como algo entre bárbaro e selvagem, e que a Inglaterra disseminou, como uma praga, em suas colônias entre o final do século XIX e início do Século XX.
Ainda que a rainha da Inglaterra tenha pedido oficialmente desculpas a Turing em 2013 (como se adiantasse alguma coisa para um morto), após a revogação da lei anti-pederastia, ela não se desculpou diante das famílias dos 69.000 ingleses que foram julgados e condenados durante a vigência da mesma. Também não se desculpou diante dos indianos, dos africanos e do povo da Guiana, onde esta lei demoníaca continua a produzir vítimas até os nossos dias!
Todo ano existem trabalhos gêmeos no Cinema, ou seja, filmes que por uma razão ou outro estão intrinsecamente relacionados. __O Jogo da Imitação__ é um filme que conta a história do projeto secreto do MI-6 -- o serviço de inteligência britânico -- em quebrar o código da criptografia dos nazistas em plena Segunda Grande Guerra. O projeto se confunde com um de seus idealizadores, Alan Turing, um matemático responsável por desenvolver a teoria que possibilitou a construção dos primeiros computadores digitais e que acreditava que apenas uma outra máquina conseguiria ser tão rápida a ponto de quebrar o código do inimigo durante a janela de 18 horas.
Sabe aqueles filmes com cara de Oscar? Dramas biográficos com grandes performances são geralmente filmes muito bem realizados tecnicamente e seguem uma fórmula que normalmente faz sucesso. Este filme não foge à regra. É muito bonito e narra parte da vida de (mais um) gênio arrogante, brilhante e atormentado. Neste caso trata-se de Alan Turing, em interpretação inspirada e impressionante de Benedict Cumberbatch, um matemático que se envolve num projeto britânico ultrassecreto para decifrar códigos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Não darei detalhes sobre o filme, mas ele prende a atenção do início ao fim, mesmo com narrativa bem corriqueira, que cativa o espectador graças ao ótimo elenco. Há cenas marcantes, emocionantes e belas, porém ao final se mostra um filme sem um resquício sequer de originalidade, e que segue aquela forma padronizada como se tivesse sido feito pura e simplesmente para abocanhar prêmios mundo afora. Alan Turing é um gênio retratado em uma performance dedicada e excepcional de Benedict Cumberbatch, todavia o filme não parece mostrar nem mesmo 1/5 de sua genialidade. Sua obra fantástica é reduzida a algumas meias palavras, e o foco principal recai sobre seus tormentos pessoais como suas dificuldades de lidar com as pessoas e com sua própria homossexualidade. Parece que escolheram a forma mais fácil de agradar o grande público, para que houvesse uma empatia algumas vezes forçada, com o objetivo de aproximar o espectador aos dramas pessoais de Turing, em cenas visivelmente recheada de clichês do gênero, com trilha sonora entusiasta e posicionamento de câmeras que exageram nos closes para potencializar a sacarose. Convenhamos que trata-se de um filme muito bonito, verdade. Entretanto, poderia ter ousado mais, e não ser mais um filme de gênero como tantos outros já vistos antes.
Com um elenco de peso, Benedict Cumberbatch é Alan Turing, um matemático selecionado pelo Governo britânico para decifrar a comunicação alemã na Segunda Guerra Mundial.
Turing é arrogante e prepotente no que faz.Talvez, por realmente ser uma pessoa de inteligência superior em relação aos seus colegas. Claro isso acarreta em dificuldades sociais, ao mesmo tempo em que é extremamente focado no que faz.
O filme possui similaridade com Uma Mente Brilhante no que diz respeito aos conflitos internos e sociais do personagem, assim como, a forma como a virada de chave no filme ocorre.
Cumberbatch e Keira Knightley formam a grande dupla na história e estão ótimos. Mas parece ter faltado maior ousadia para o Diretor aprofundar melhor o personagem de Cumberbatch. As diversas passagens como um jovem estudante perseguido e sua amizade íntima com um colega para o seu momento atual, poderiam ter sido melhores exploradas.
O homossexualismo e o drama significativo disso numa Grã Bretanha que levava à prisão pessoas com esse "distúrbio" é tratado de forma pontual e com uma mera explicação histórica pelo Diretor.
Enfim, os verdadeiros dilemas são subjugados em detrimento da superficialidade.
Filme muito bom, a história prende a atenção e foi bem contada, muito bem dirigido e com destaque para o ótimo roteiro, as atuações foram convincentes. Vale a pena conferir!
Os ingleses são mestres na confecção de filmes certinhos e com cara de Oscar prontos para arrebatar prêmios, e melhor se for a biografia de algum personagem importante e que enfrentou muitos obstáculos. É o caso deste O Jogo da Imitação que se passa durante a II Guerra Mundial contando a luta do Serviço Secreto inglês para decifrar as mensagens da máquina Enigma. Convocam um grupo de pessoas inteligentes e entre eles o matemático Alan Turing e o filme mostra a luta dele e dos outros para conseguir desvendar os códigos secretos da máquina nazista. Tem uma narrativa que se passa em vários momentos da vida de Turing da infância solitária até a sua perdição ao ser descoberto um segredo de sua vida pessoal já nos anos 50. Interessante é um filme que se não chega a arrebatar prende o espectador pelas ótimas atuações e tem a linha perfeita de uma produção inglesa com grife de Oscar.
Filme baseado na vida real, não dá para esperar nada mirabolante. Porém, não deixa de ser interessante a história da importante contribuição de Alan Turing para o encerramento da guerra e para a ciência.
Antes eu não sabia quem era Alan Turing, e agora que sei quem ele foi, o admiro. O filme tem boa atuação e um roteiro mediano. A história de Turing é muito boa, mas o filme deixa um pouco a desejar, seguindo o padrão típico dos filmes biográficos que agradam a Academia. Não é inovador e não exatamente uma biografia, mas é interessante e vale a pena ver simplesmente para conhecer mais sobre um homem tão importante e tão pouco reconhecido.
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