Assistimos “O Jogo da Imitação” (no original em inglês The Imitation Game) sobre a vida de Alan Mathison Turing (23 de Junho de 1912 — 7 de Junho de 1954) que foi um matemático, lógico, criptoanalista e cientista da computação britânico. Foi influente no desenvolvimento da ciência da computação e na formalização do conceito de algoritmo e computação com a máquina de Turing, desempenhando um papel importante na criação do computador moderno. Ele também é pioneiro na inteligência artificial e na ciência da computação.
Uma pessoa solitária e incompreendida, que viveu em uma época infeliz…
Como homossexual declarado, no início dos anos 1950 foi humilhado em público, impedido de acompanhar estudos sobre computadores, julgado por “vícios impróprios” e condenado a terapias à base de estrogénio, um hormônio (hormona) feminino o que, de fato, equivalia a castração química e que teve o humilhante efeito secundário de lhe fazer crescer seios (ginecomastia).
Especula-se a causa de sua morte: suicídio ou inalação/ingestão acidental de cianeto. Para humilhá-lo ainda mais, depois da morte, oficialmente foi considerado suicida.
Turing foi, a exemplo de Oscar Wilde (1854-1900) outra vítima de uma lei que podemos classificar como algo entre bárbaro e selvagem, e que a Inglaterra disseminou, como uma praga, em suas colônias entre o final do século XIX e início do Século XX.
Ainda que a rainha da Inglaterra tenha pedido oficialmente desculpas a Turing em 2013 (como se adiantasse alguma coisa para um morto), após a revogação da lei anti-pederastia, ela não se desculpou diante das famílias dos 69.000 ingleses que foram julgados e condenados durante a vigência da mesma. Também não se desculpou diante dos indianos, dos africanos e do povo da Guiana, onde esta lei demoníaca continua a produzir vítimas até os nossos dias!