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Leonardo d.
18 seguidores
73 críticas
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3,5
Enviada em 23 de fevereiro de 2015
Angustia, apesar da previsibilidade do tom de revolta e indignação acerca do tema central. O enredo tem saltos que prejudicam a fluência da narrativa e o envolvimento emocional do espectador (às vezes há a sensação de que o filme não oferece mais do que uma colagem de cenas de tortura e sofrimento - muito bem realizadas, sem dúvida, mas que aos poucos vai tornando a coisa um pouco saturada). No mais, o ator principal encarna com louvor o espírito de que a escravidão não apenas tolhe a liberdade do indivíduo, mas também é um crime contra a identidade, que impede o escravo de ser tudo o que pretende.
O tema é batido, o filme é obviamente previsível e com certa dose de melodrama, mesmo assim traz elementos históricos novos sobre o período de fim de escravidão nos EUA, além de ser uma história real fenomenal, que merece ser contada e foi muito bem executada. Boa direção, boas atuações, Fassbender roubando a cena na sua atuação. Eu não daria o Oscar, mas é um bom filme!
Um lindo trabalho de direção fotografia e atuação do protagonista, não fosse a crueza das cenas que chocam e põe o expectador na dúvida se merece ver aquela truculência, numa época de tantos conflitos políticos , perseguições sociais, preconceitos e tudo o mais que nos amargura. Seria como repisar o "holocausto". O diretor não dá folga, mesmo! Há uma atmosfera "retrô" na política, no mundo,nas artes, que o cinema, cuja matéria prima é a imagem, que "vale mais do que palavras", como lembrou um crítico desse site, poderia nos poupar de mais sofrimentos. Não seria de mais nublar certas cenas em closet, ou intercalar com alguma vitória, alguma alegria, pequena que fosse...
12 Anos de Escravidão é um filme que tem uma qualidade de imagem ótima, bela fotografia, e que tinha potencial para dá certo, mas não foi feito da forma correta. Ele é chato de se acompanhar, entediante. Um filme muito longo para mostrar cenas paradas.
Um filme longo, relatando todo o sofrimento do protagonista. O principal sentimento que desperta é a compaixão. Por isso, achei um filme arrastado, parado, pois tudo o que acontece basicamente são os mal tratos aos negros. O final não inova pois é previsível.
No filme de Steve mcqueen, foi corajosa a retomada de um tema que o diretor Tarantino levantou um ano antes: Django livre, filme brilhante, concorreu à estatueta em 2013 após banalizar a violência na época da escravidão nos EUA. Ao contrário da autenticidade de Tarantino, 12 anos de escravidão nos oferece o tipo de história que vemos em qualquer novela, isto é, no início do filme, já sabemos o , há o sofrimento dos negros, em que a interpretação de Lupita Nyong'o realmente se destacou, e o final feliz- aquele de sempre. Apesar disso, é inegável a boa direção do filme e a emoção que muitas cenas transmitem. Para o prêmio da Academia, porém, outros filmes fizeram mais jus.
A Obra torna-se surpreendente por causa da história verdadeira de Solomom . Como filme, é chato, longo, repetitivo e monótono. Quem já viu outros filmes do gênero ou até mesmo nas novelas da globo encontrará em 12 ANOS DE ESCRAVIDÃO o mesmo drama, dor, enrendo e etc. desta parte triste de nossa história. Steve McQueen faz questão de apelar para as cenas de violência explicita e com fortes cenas de humilhação entoados por uma trilha sonora realmente de fazer chorar seguidas de frases de efeito moral . Belas atuações concerteza, figurino e outros detalhes técnicos. Mas como conjunto da obra não acrescenta nada de novo.
Muito longo e meloso demais. Concorre a 9 Oscar mas acho que só merece um: o de atriz coadjuvante para Lupita Nyong no papel de Patsey.
Um alerta: a cópia exibida no Espaço Itau de Cinema do Shopping Frei Caneca-SP é de péssima qualidade. Muito escura e com legendas em letras brancas, atrapalhando a leitura quando o fundo também é branco. Quando é que os distribuidores brasileiros aprenderão que a melhor legenda é em letras amarelas, como na TV e nos filmes de locadoras???
12 years a slave está para os filmes de escravidão, assim como The Passion of Christ está para os filmes de Cristo. O diretor não vai poupar o espectador de nada, desde a sensação de nojo pela injustiça até a violência gráfica explícita, em cenas cruéis e agonizantes.
Toda essa agressividade não é gratuita. Na verdade, acredito que seja um dever moral fazer com que o público se choque com a maldade humana e que aquilo que podemos fazer seja marcado a fogo em nossa consciência.
O impacto causado não seria possível, não fosse as excelentes atuações de Ejiofor, Fassbender e Nyong'o, cujos papéis exigem fortes emoções, energia e nuances. O vilão sofre um pouco com a falta de desenvolvimento do personagem, fazendo com que a atuação de Fassbender quase se torne caricata, mas o filme não deixa que isso aconteça.
Além da abordagem precisa do filme, o que impressiona é a direção e o senso estético de McQueen, que retrata no início do filme um "old east" e consegue grandes takes do sul dos Estados Unidos através da bela fotografia. A maneira com que conduz a história e quase a transforma em filme de terror (auxiliado pela eficiente trilha sonora) faz com que sua obra seja grande em aspectos técnicos e importante socialmente, agradando público e crítica.
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