Agora sim a fase dois da Marvel chegou, e entrou martelando a porta!
O Mundo Sombrio é melhor e maior que o primeiro Thor em todos os quesitos, pra mim é o melhor filme solo da Marvel e quase se equipara com Os Vingadores (esteticamente O Mundo Sombrio é melhor). Por mais que o primeiro Thor e os outros filmes solos sejam bons, O Mundo Sombrio é o único até agora que ousou extrapolar toda a riqueza e vastidão do seu personagem, agora sim vemos na tela do que Mjolnir é capaz. Não só Asgard é mais explorada, mas os Nove Reinos, e cada raça têm seu visual e cultura incrivelmente respeitados. A história é rica e ousada como deve ser, e apesar de Thor estar no centro e unir a trama sobra espaço e envolvimento para todos os coadjuvantes, inclusive momentos brilhantes entre o trio nórdico composto por Thor, Loki e Odin (Anthony Hopkins é majestoso e espero que ganhe mais relevância na continuação).
Como não amar as adaptações da Marvel?! Eles agradam os fãs de quadrinhos com fidelidade, o filme é colorido, exagerado, inocente, engraçado, tem dúzias de personagens legais, monstros, planetas e efeitos especiais impecáveis. Se o espectador que conhece esse universo já se maravilha, imagina os que estão chegando e conhecendo tudo mastigado numa super produção em 3D?! Lembrando que, filmes como esse abrem um leque enorme que propiciam uma série de problemas, sobretudo, a Marvel é honesta com o público e consegue aprender com os erros e lapidar.
Enquanto a diversão de Homem de Ferro está nas piadas verborrágicas de Tony Stark, o ótimo diretor Alan Taylor traz humor físico balanceado para o truculento asgardiano. Guardo três ressalvas, que não chegam a serem erros e não atrapalham o objetivo: em nenhum momento Thor usa seu elmo e isso foge um pouco à imponência do herói nas HQs; o filme poderia ser mais longo (112 minutos para um épico é curto); e um encontro um pouco forçado da mocinha (Jane Foster) com a arma letal (Éter) que o vilão (Malekith, ótimo!) procurava, todavia, acaba fazendo sentido depois que percebemos que as ações do vilão trazem consequências à singularidade da árvore da vida (Yggdrasil) que une a realidade dos Nove Reinos. A cena pós-créditos do Colecionador (Benicio del Toro!) ligando com Guardiões da Galáxia é a cereja do bolo, finalmente se aproxima o momento de vermos as jóias do infinito e a manopla.
Que venha o Ragnarok!!!