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Luiz A.
4 críticas
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3,0
Enviada em 5 de janeiro de 2018
Exceto pela produção que é realmente muito boa, caracterização da personagem etc...O filme deixa muito a desejar o Cazuza que minha geração viu esta muito vivo em entrevistas e videos raros na internet, talvez por se apoiar no livro escrito por sua mãe, algumas coisas transformam o Cazuza do filme em diferente do que conhecemos por jornais e mídia , faltou Lobão faltou uma visão menos paternalista da personagem, más vale como obra que conta um pouco dos anos 80.
um filme que se destaca entre as produções nacionais. assim como a vida do próprio cantor, o filme é intenso, sem muito pudor e altamente provoca uma mistura de emoção, melancolia, paixão, nostalgia, enfim tudo que marca o estilo do grande poeta. a fotografia poderia ser melhor, o protagonista não se parecia perfeitamente em imagem, mas incrível em termos de personalidade. Recomendo.
Bem como era o Cazuza: nu e cru, direto, libertino. O cara foi genial, sua inspiração era vida. Mas o gatilho para que suas idéias fluísse o levou à doença cruel. O filme deixa registrado um cara amigo, filho mas muito próprio. As tomadas são bem legais e a sequência da história de 10 anos em uma hora e meia cobre seus principais pontos. Esse filme é genial, as interpretações são fantásticas e nosso poeta está bem eternizado.
Em primeiro lugar, é impossível falar do filme sem citar a incrível semelhança e imediata associação entre ator e personagem. Não só a brilhante aproximação física, mas Daniel de Oliveira encarnou com veemência a personalidade geniosa, determinada, impulsiva e desmedida do ídolo. O filme encaixa perfeitamente os legados sonoros deixados por Cazuza, ao passo que mostra também o quanto pagou por sua "vida louca, vida", os tabus que quebrou e os limites que passou. Não o trata como Deus, mas como gênio, louco e, sobretudo, vivente. Só sinto muito a ausência de Ney, pois como sabemos, é outro gênio que muito se fez presente na trajetória contada pelo longa.
Recebi um email de uma Psicóloga, uma tal de Karla Christine. Falando do filme do Cazuza, falando realmente muita besteira sobre o Cazuza, o chamou de Marginal e disse que por suas atitudes de delinquente ele não deveria ser um ídolo.
Infelizmente não vivi a era Cazuza, mas tenho amigos que viveram e cada um tem uma concepção de cazuza, ele foi realmente um cara muito loco que viveu tudo de uma vez, mas critica-lo não é sensato, ele é um verdadeiro ídolo nacional, é exagero, hoje com tantos cantores(a) fúteis e músicas medíocres, nós mantemos e precisamos manter a memória de artistas como ele para valorizar a própria musica nacional. Independente dos erros Cazuza é um grande musico e artista isso nunca vão destruir.
Os dois maiores poetas da geração dos anos 80 foram, sem dúvida alguma, Renato Russo e Cazuza. Além de serem ótimos letristas, com uma capacidade tremenda de traduzir sentimentos; Renato e Cazuza tinham muito mais coisas em comum: ambos eram extremamente intensos e meio “loucos”. Os dois, talvez prevendo o futuro que os aguardava, viviam cada dia como se fosse o último. Morreram jovens, em decorrência da mesma doença, a AIDS. Mas, por uma razão que ninguém entende, a nossa geração (a dos anos 90) só conhece a obra de um deles: Renato Russo.
Com o objetivo de apresentar ao público jovem a personalidade e a música de Cazuza, de fazer com que a geração dos anos 80 relembre aquela figura e as aventuras vivenciadas naquele período e de prestar uma homenagem àquele que é um dos maiores compositores brasileiros; foi que Sandra Werneck (“Amores Possíveis”) e Walter Carvalho (o diretor de fotografia de “Central do Brasil”) se uniram para dirigir “Cazuza – O Tempo Não Pára”, um projeto inicialmente idealizado por Daniel Filho, diretor da Globo Filmes.
O filme tem um roteiro levemente baseado no livro “Só as Mães São Felizes”, de Lucinha Araújo, a super mãe de Cazuza (Lucinha era superprotetora; preocupada com o filho e queria ter ele sempre por perto, pois assim achava que o salvaria de se meter em encrencas); e cobre a vida de Cazuza a partir do momento em que ele desperta para a sua vocação musical (pelas mãos de Ezequiel Neves – no filme interpretado pelo surpreendente Emílio de Mello –, ele se torna o líder do Barão Vermelho, de onde sairia para uma bem-sucedida carreira solo) até o dia de sua morte, em 1990, depois de sofrer com os efeitos do vírus HIV no seu corpo.
A descoberta da infecção pelo vírus é um ponto de transformação e de divisão no filme, marcada também pela chocante e dura transformação física do ator Daniel de Oliveira, que incorpora (essa é a palavra certa) Cazuza. Entretanto, a doença em si não chega a ser um ponto de transformação na personalidade de Cazuza, uma vez que ele ganha mais força para trabalhar; continua sendo superprotegido e paparicado por Lucinha (Marieta Severo, ótima); em contraponto à figura do pai, João (Reginaldo Faria, que aparece pouco, mas é eficiente nas suas cenas), que libera, mas sabe cobrar no momento certo; e se mantém rodeado de amigos irradiando a mesma alegria e senso de humor irônico que possuía.
“Cazuza – O Tempo Não Pára” tem falhas gritantes, a maioria delas no que diz respeito à linha de tempo do filme (os pulos no tempo são muitos). Entretanto, este é um longa que funciona e emociona – sem apelar para cenas de emoção barata –, ao se apoiar, justamente, naquilo que Cazuza fez de melhor: escrever (e, em outros casos, prever), cantar tudo aquilo pelo qual ele havia passado e, principalmente, viver.
Um dos melhores filmes biográficos sobre artistas brasileiros já criados, em minha opinião.
Conta a história de maneira envolvente, demonstra abertamente tanto a genialidade quanto os defeitos de Cazuza e mistura as cenas com recortes de gravações e filmagens originais para aumentar o realismo.
E, certamente, podemos dizer que a história é fiel à realidade, uma vez que a própria mãe do Cazuza acompanhou o processo e aprovou o resultado final.
spoiler: Não é atoa que ela mesma (a original) aparece rapidamente assistindo na cena do último show, algo bem comovente, inclusive.
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