Shame
Média
3,8
446 notas

36 Críticas do usuário

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Barboza Wagner
Barboza Wagner

47 seguidores 58 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 6 de abril de 2013
Shame é um filme ousado e corajoso ao mesmo tempo denso e perturbador. Muitas pessoas acham que o ponto do filme é Brandon ( Michael Fassbender ) ser viciado em sexo, mas, o filme vai muito mais a fundo, trazendo visões e pontos a serem discutidos, como o confronto que o personagem tem com a sociedade pelos seus atos, a crise de identidade que tem com ele mesmo sobre o certo e o errado. Shame é um filme primoroso.
Thomas Jefferson
Thomas Jefferson

192 seguidores 133 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de abril de 2014
A beleza composta neste filme é literalmente fascinante. Um Roteiro simples e profundo alimentado pela fragilidade compulsiva.
anônimo
Um visitante
3,5
Enviada em 23 de setembro de 2024
O filme Shame (2011), dirigido por Steve McQueen, é uma obra provocativa e crua, que explora os impactos devastadores da compulsão sexual na vida de um homem aparentemente bem-sucedido, mas emocionalmente destruído. Interpretado por Michael Fassbender, o protagonista Brandon vive em Nova York e, à primeira vista, leva uma vida equilibrada e profissionalmente satisfatória. No entanto, sua rotina é marcada por um vício que consome não apenas seu tempo, mas sua capacidade de estabelecer conexões humanas profundas: o sexo. Essa obsessão pelo prazer físico, desprovido de qualquer vínculo emocional, revela a apatia e o vazio interior do personagem.

A narrativa de Shame é construída em torno da solidão de Brandon, que vive isolado, apesar de estar cercado pela agitação da metrópole. A chegada inesperada de sua irmã Sissy (Carey Mulligan) desestabiliza sua rotina controlada e traz à tona feridas do passado. Sissy, ao contrário do irmão, é emocionalmente carente e busca incessantemente proximidade, o que acentua o contraste entre os dois personagens. Enquanto Brandon foge de qualquer tipo de intimidade, Sissy a procura desesperadamente, revelando um pano de fundo familiar disfuncional que sugere traumas não explicitamente abordados, mas que permeiam o comportamento de ambos.

A partir da convivência forçada com a irmã, Brandon começa a confrontar seu vício. Ele tenta se reconectar com aspectos mais profundos da intimidade ao se aproximar de Marianne (Nicole Beharie), uma colega de trabalho, numa tentativa de iniciar um relacionamento genuíno. No entanto, seu esforço fracassa, pois ele é incapaz de lidar com a complexidade de uma relação que envolve sentimentos e comprometimento. Este fracasso aponta para uma das temáticas centrais do filme: a desconexão entre prazer físico e satisfação emocional. Brandon busca no sexo um alívio temporário, mas esse alívio apenas acentua sua insatisfação e alienação emocional.

O filme aborda o vício em sexo de maneira brutalmente honesta. Brandon é um homem aprisionado por seus impulsos, o que o impede de construir uma identidade além da busca incessante por gratificação imediata. McQueen utiliza a cidade de Nova York como uma metáfora visual para a fragmentação de Brandon: embora cercado de pessoas, ele é incapaz de se conectar verdadeiramente com alguém, seja com sua irmã, seja com possíveis parceiras sexuais. Essa incapacidade de conexão reflete um tema mais amplo e contemporâneo: a superficialidade das relações humanas em uma sociedade que valoriza o prazer momentâneo e a satisfação instantânea, ao invés de laços duradouros e profundos.

O roteiro de Shame é sutil em seus diálogos, preferindo a linguagem visual para transmitir as emoções e os conflitos dos personagens. A cinematografia é um dos pontos altos do filme, com cenas longas e contemplativas que destacam o vazio existencial de Brandon. As escolhas de McQueen em termos de direção, como a utilização de planos sequenciais e close-ups angustiantes, colocam o espectador em uma posição desconfortável, forçando-o a testemunhar o sofrimento interno de Brandon sem qualquer tipo de alívio ou redenção.

A atuação de Michael Fassbender é magistral, pois ele incorpora a dor, o desespero e a apatia de Brandon com uma intensidade visceral. Suas expressões faciais contidas, seu olhar perdido e sua postura retraída revelam mais sobre o personagem do que as poucas falas que ele profere ao longo do filme. Carey Mulligan, por sua vez, interpreta Sissy com uma fragilidade que contrasta com a dureza de Brandon, mas que também aponta para uma complexidade emocional igualmente destrutiva. A relação entre os irmãos é o coração do filme, expondo não apenas o vício de Brandon, mas os efeitos colaterais de uma infância marcada por traumas e abandono.

Apesar de sua qualidade técnica e narrativa, Shame não foi um filme amplamente aclamado pelo público em geral, talvez por seu teor explícito e pela ausência de soluções fáceis ou moralizantes. O vício em sexo, embora tema central, é tratado com a seriedade que merece, sem cair em estereótipos ou julgamentos morais simplistas. McQueen se recusa a oferecer uma conclusão redentora, o que pode ter contribuído para a recepção mais moderada do filme. No entanto, é exatamente essa escolha que torna Shame uma obra tão poderosa e perturbadora: ele força o espectador a confrontar realidades desconfortáveis sobre a natureza do vício, da solidão e da desconexão emocional.

Em última análise, Shame é um filme que trata de temas universais como o desejo, a solidão e a busca por significado em um mundo cada vez mais alienante. A jornada de Brandon é, ao mesmo tempo, individual e representativa de um mal-estar contemporâneo mais amplo, em que o prazer efêmero substitui a profundidade emocional, e onde a intimidade verdadeira se torna cada vez mais difícil de alcançar. O filme deixa o público sem respostas claras, mas com muitas reflexões sobre os limites entre o prazer e a dor, a liberdade e a compulsão, o desejo e a alienação.
anônimo
Um visitante
3,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2015
O cinema tem espaço para mostrar vários assuntos.Seja bom ,ou ruim,ou as duas coisas juntas.Em Shame,você pode se preparar,pois teremos um filme,em que se junta os dois gostos.Primeiro,temos o lado bom,pois mostra toda a densidade em que o drama quer chegar.E isso não se trata de uma ficção.A história passada aqui,pode ser vista em qualquer pessoa normal,em que esbarramos no dia a dia.É o caso de Brandon (Michael Fassbender).Um homem já bem vivido,mais que ás vezes tem pequenas falhas.Brandom é bem sucedido em seu trabalhlo,onde tem muitas amizades.Mais ao ir pra casa ,ele muda totalmente seu modo de ser.Vive a obsessão por pornografia,e diariamente se relaciona com mulheres diferentes.Nesse meio tempo,ele esnoba as visitas de sua irmã.Sissy (Carey Mulligan),não é uma pessoa muito ajuizada também.Tem seus defeitos,mais não parecidos com o de Brandom.Os dois começam a se encontrar todos os dias.Mais nenhum se preocupa com a vida de ambos.Pois vivem o presente,e não se dão conta de que realmente precisam de ajuda.Shame é um filme de boas atuações.Já que é coberto de cenas repetidas,que mostra a todo momento cenas explícitas.
Israel C
Israel C

48 seguidores 38 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 30 de janeiro de 2013
É realmente um drama bastante monótono e por conta disso fica um tanto desgastante e arrastado mas também é muito interessante! Tem uma fotografia incrível e uma trilha sonora ótima porém o destaque mesmo deve ser dado para as atuações que são impecáveis principalmente por parte do Michael Fassbender que está muitíssimo intenso e da bela Carey Mulligan.
Israel O.
Israel O.

12 seguidores 42 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 18 de fevereiro de 2015
Bom filme. Consegue nos passar os sentimentos dos personagens muito bem, grande parte disso deve se a maneira com que a câmera acompanha as cenas. Michael Fassbender está muito bem conseguindo transmitir as pertubações de um homem que tenta esconder de todos o que realmente sente.
Lucas Henrique
Lucas Henrique

8 seguidores 69 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de novembro de 2015
Shame e um filme provocante ,ambicioso e extremamente humana mostra o sexo de uma forma sofrida o personagem Brandon(Michael Fassbender) consegue mostrar de extrema compentecia aquela dor que o personagem sente a culpa que ele sente e claramente visivil ,Sisy (Carey Mulligan) esta muito bem ele consegue mostrar aquela imagem de irma descontrolada ,carente ,o filme tem alguns delizes no segundo ato mais no terceiro ato e excelente teve a dramaticidade que se esperava ,mostra bem o que a decadencia de um viciado de um sexo com uma efiencia muito boa .
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