1) O verdadeiro Carlos não gostou deste filme, mas isso é até de se esperar, porque quase sempre criminosos discordam do que deles falam. 2) O filme mostra que os franceses foram os responsáveis pela captura do terrorista, no Sudão. O filme é francês e fica bem essa referencia, mas há quem aponte controversia em relação a isso (pesquisem e verão...).
O fato é que esse "Carlos, o Chacal" ("Carlos, Le Film", no original, direção de Olivier Assayas), traz de volta os acontecimentos que marcaram a vida de um dos maiores terroristas deste planeta: o venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, o Chacal. Este apelido foi a ele atribuído pela imprensa pelo fato de terem encontrado, num dos hotéis onde ele esteve, o famoso livro de Frederick Forsyth, com o título "O Dia do Chacal" e que resultou em filme muito bom sobre a tentativa de assassinato de Charles de Gaulle.
Já este "Carlos, o Chacal" prende, apesar de a fotografia ser pobre, de alguns atores fracos e de ser um tanto longo. Mas destaco o belo desempenho do ator principal, Édgar Ramírez, e do chefão da Organização dos Palestinos, o libanês Ahmad Kaabour. Então, recomendo, porque há dados e mais dados a ilustrar a trajetoria do tal Chacal e da turma dele. Incompreensível, para mim, é que o Chacal conseguiu ficar impune por mais de 20 anos. Inacreditável. Atualmente ele cumpre três penas de prisão perpétua, na França.
No mais, terroristas de causas perdidas, como a defesa do comunismo e a luta contra o capitalismo. Duas causas perdidas, repito, e os fatos comprovam isso, pois não temos mais o muro de Berlim, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas também caiu e o capitalismo venceu e continua vencendo, ainda bem.